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Bundesbank aponta para uma recuperação da economia alemã mais rápida no segundo trimestre

O aumento das exportações e das encomendas às fábricas verificado em Fevereiro e Março indicam uma melhoria da economia alemã, levando o banco central alemão a apontar para uma recuperação económica mais rápida no segundo trimestre do ano.

Revista norte-americana diz que Weidmann é "pior o banqueiro central do mundo"
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 21 de Maio de 2013 às 12:28
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O Bundesbank aponta para uma recuperação económica mais rápida e favorável da economia da Alemanha já no segundo trimestre do ano, depois de nos primeiros três meses do ano o crescimento do PIB alemão ter ficado abaixo das expectativas, prejudicado por um inverno rigoroso.

 

“É esperado que a economia melhore consideravelmente no segundo trimestre de 2013”, indica a entidade monetária no relatório mensal, citado pela Bloomberg. “Há motivos para esperar que as exportações e o investimento em maquinaria e equipamento, os indicadores que habitualmente são mais credíveis, devem aumentar e, assim, acelerar o ritmo da recuperação da economia alemã”, refere o Bundesbank.

 

Em Fevereiro e Março, as encomendas às fábricas e as exportações aumentaram, dando sinais de que a maior economia europeia está a recuperar. Contudo, o banco lembra que as “más condições económicas vigentes em muitos países da zona euro”, bem como os problemas “relacionados com a crise da dívida soberana” indicam que “os riscos macroeconómicos continuam elevados”, e podem continuar a influenciar a economia da Alemanha.

 

No primeiro trimestre de 2013, a economia alemã cresceu apenas 0,1%, ficando aquém das previsões dos analistas que apontavam para 0,3%. O desempenho positivo, ainda que ligeiro, da economia alemã ficou a dever-se principalmente ao consumo das famílias, uma vez que o investimento caiu e o comércio internacional praticamente estagnou. De acordo com a entidade liderada por Jens Weidmann, a recuperação no primeiro trimestre foi atrasada pelo inverno rigoroso, que penalizou o sector da construção e os índices de confiança dos empresários. Já a a economia da Zona Euro continuou em recessão pelo sexto trimestre consecutivo.

 

Para fazer frente a este cenário macroeconómico negativo, o Banco Central Europeu diminuiu a principal taxa de juro de 0,75% para o mínimo histórico de 0,5%, sinal de que a entidade pode continuar a baixar os custos de financiamento se o desempenho económico da zona comunitária continuar a piorar.

 

Na Alemanha, “as condições de financiamento da dívida são excepcionalmente favoráveis”, frisa o Bundesbank, não havendo sinais de que as empresas estejam a ter dificuldades no acesso ao crédito.

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