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China disponível para "elevar cooperação" com a Grécia, mas ignora "plano B" para ajudar Atenas

A China reafirmou esta quarta-feira a disposição de "elevar a cooperação com a Grécia em várias áreas", mas um porta-voz oficial chinês afirmou desconhecer a existência de um "plano B" para ajudar aquele país europeu que envolveria Pequim.

Bloomberg
Lusa 11 de Fevereiro de 2015 às 09:43
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"Vi esse relato, mas não tenho informação específica sobre os detalhes (do plano)", disse a porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.

 

Na terça-feira, o novo ministro grego da Defesa, Panos Kammenos, garantiu que a Grécia "tem alternativas" para se financiar: "O que queremos é um acordo (com a Zona Euro), mas se não houver acordo e se virmos que a Alemanha continua intransigente e que quer rebentar com a Europa, então teremos a obrigação de passar para o Plano B".

 

Questionado sobre as fontes financeiras abrangidas pelo referido plano, Kammenos respondeu: "Podemos estar a falar dos Estados Unidos da América, ou pode ser a Rússia, a China ou outros países".

 

"Os laços políticos entre a China e a Grécia são fortes. Sempre considerámos a Grécia um parceiro e um muito bom amigo dentro da União Europeia", disse a porta-voz do MNE chinês.

 

"Estamos prontos a concertar esforços com o novo Governo grego para elevar a cooperação bilateral em varias áreas, na base do respeito mútuo", acrescentou.

 

A posição manifestada hoje pelo governo chinês coincide com a primeira reacção de Pequim à vitória eleitoral do Syriza nas eleições gregas de 25 de Janeiro passado.

 

"A China atribui grande importância ao desenvolvimento dos laços bilaterais com a Grécia e está disposta a trabalhar com o novo governo para fortalecer a cooperação em várias áreas e elevar a nossa parceria estratégica a um novo patamar", disse então a porta-voz do MNE chinês.

 

A China é considerada um "importante parceiro" da Grécia devido aos títulos do tesouro grego que comprou no auge da crise da dívida soberana na Zona Euro e aos investimentos que tem feito no país, nomeadamente no sector portuário.

 

Desde 2010, através de um contrato de 'leasing' de 35 anos, a exploração de dois terminais de contentores do porto do Pireu, nos arredores de Atenas, está entregue à China Ocean Shipping Group (Cosco).

 

Aquele consórcio estatal chinês já investiu cerca de 4.500 milhões de euros no Pireu e é candidato à compra de 67% do capital da Autoridade Portuária local, cuja privatização foi entretanto suspensa pelo novo Governo grego.

 

"O porto do Pireu pode tornar-se uma porta de entrada da China na Europa. O porto do Pireu é como uma pérola no Mediterrâneo"", disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em Junho passado, durante uma visita à Grécia.

 

A União Europeia é o maior parceiro comercial da China e cerca de 80% das exportações e importações entre os dois blocos são feitas por mar.

 

(Notícia actualizada às 9h48 com mais informação)

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