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Crescimento da economia alemã revisto em baixa para 1,8%

A maior economia europeia deverá crescer neste ano 1,8%, contra os 2,1% que os principais institutos económicos do país previam no relatório da Primavera. O arrefecimento da economia global é a causa próxima.

Reuters
Negócios com Lusa 08 de Outubro de 2015 às 14:53
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Os principais institutos económicos da Alemanha estimam que a maior economia europeia cresça este ano 1,8%, contra os 2,1% que previam no relatório da Primavera, devido ao arrefecimento da economia global.

 

O "Diagnóstico conjunto" de Outono, que prevê a mesma taxa de crescimento para 2016, considera que o principal pilar da economia alemã nos dois exercícios vai ser o consumo interno, que beneficiará do bom comportamento do emprego, das subidas salariais e da conjuntura de baixa inflação e taxas de juro em níveis mínimos.

 

"A economia alemã está com um crescimento moderado, sustentado principalmente pelo consumo privado. A debilidade da economia global actua como travão, especialmente os problemas numa série de países emergentes", resumiu num comunicado o responsável de previsões do instituto alemão Ifo, Timo Wollmershäuser.

O arrefecimento, em particular da China, é uma das razões que explica a queda inesperada da produção industrial e das exportações em Agosto. No caso das vendas para o exterior, o recuo foi de 5,2%, o maior desde 2009.

 

O relatório dedica um capítulo às implicações económicas da avalancha de refugiados que está a chegar à Alemanha, que classifica como "um grande desafio" ou "oportunidade".

 

Os institutos coincidem em sublinhar que a forte chegada de pedidos de asilo terá um custo financeiro a curto prazo, de 4.000 milhões de euros este ano e de 11.000 milhões de euros em 2016, mas que, com uma boa planificação, pode ser muito positiva para a economia alemã.

 

O documento pormenoriza ainda como a integração dos refugiados no mercado laboral pode reverter o notável envelhecimento da sociedade alemã e evitar potenciais desequilíbrios nas contas públicas provocado pelo aumento do custo total das pensões.

 

Segundo esta previsão, a taxa de desemprego terminará este ano em 6,4% e subirá ligeiramente em 2016 para 6,5%, enquanto a população empregada continua a marcar máximos históricos em 2014 (42,9 milhões) e 2015 (43,2 milhões).

 

Os principais institutos alemães também prevêem que a inflação atinja 0,3 este ano e 1,1% em 2016, ainda longe do objectivo de médio prazo do Banco Central europeu (BCE), cerca de 2%.

 

O estudo conjunto também prevê que o Estado alemão obtenha este exercício um excedente de 23.000 milhões de euros (0,8% do produto interno bruto (PIB), um valor que em 2016 deverá cair para 13.000 milhões de euros (0,4% do PIB).

 

A balança comercial deverá ter este ano registar um saldo positivo de 256.000 milhões de euros, um valor que deverá aumentar para 260.000 milhões de euros em 2016.

 

Os principais institutos alemães que fizeram este relatório são o Instituto Alemão para a Investigação Económica (DIW) de Berlim, o instituto Ifo de Munique, o Instituto Leibniz para a Investigação Económica (IWH) de Halle e o Instituto de Renania-Westfalia para a Investigação Económica (RWI) de Essen.

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