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Cronologia: Da adesão do Chipre à UE ao plano de resgate

O plano de resgate para a economia de Chipre surge nove meses após o pedido de ajuda emitido por esta ilha dividida do Mediterrâneo oriental.

Negócios 18 de Março de 2013 às 16:06
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A República de Chipre, a parte sul da ilha reconhecida internacionalmente e membro da União Europeia (UE) desde 2004, permanece muito ligada à Grécia em termos económicos e culturais.

 

2004

25 abril: Um plano da ONU destinado a reunificar a ilha e submetido a referendo é rejeitado pelos cipriotas gregos e aprovado pelos cipriotas turcos. A República de Chipre é admitida na UE em maio de 2004, e na zona euro em 01 de Janeiro de 2008.

 

2012

25 Junho: Chipre solicita ajuda financeira da zona euro para conter os riscos para a economia do país provenientes do seu sector financeiro, demasiado exposto à crise da dívida na Grécia. O pedido surge na sequência de um apelo à ajuda dos seus dois principais bancos que registaram elevadas perdas, avaliadas em 4,5 mil milhões de euros, devido às consequências do memorando negociado pelos credores internacionais com a Grécia.

 

8 Outubro: A UE apela ao Chipre para garantir rapidamente um acordo sobre o plano de resgate financeiro proposto pela 'troika' (União Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional).

 

A 'troika' exige designadamente a redução de 15% nos salários dos funcionários públicos, a redução de 10% nas prestações sociais, a diminuição da ajuda à habitação e as subvenções indexadas à inflação, e um novo aumento do IVA.

 

2013

11 jan : A chanceler alemã Angela Merkel apela às autoridades de Chipre para promoverem reformas económicas.

 

13 jan: A agência de notação financeira Standard and Poor's (S&P) baixa em dois escalões a nota de Chipre para categoria "especulativa" (BB+). A categoria especulativa agrupa os devedores que apresentam riscos para os seus credores.

 

24 fev: O pró-europeu de direita Nicos Anastasiades vence a segunda volta das eleições presidenciais e afirma que a primeira prioridade do seu mandato será restaurar a credibilidade de Chipre.

 

4 mar: Chipre aceita o pedido da zona euro para se submeter a uma auditoria sobre o branqueamento de dinheiro, conduzida por um organismo independente.

 

5 mar: Visita de uma equipa de peritos da UE, BCE e FMI para analisar a situação das empresas com capitais públicos e privados do país.

 

13 mar: a Moody's é a segunda grande agência de notação financeira a colocar Chipre na lista dos devedores em risco e degrada a nota para "Baa3", que equivale ao BB+ da S&P. A terceira grande agência (Fitch Ratings) penaliza ainda mais Chipre (BBB-), a nota mais baixa possível para um devedor fiável.

 

16 mar: Acordo com a zona euro e o FMI sobre o plano de resgate, num montante máximo de dez mil milhões de euros. Em troca, é sugerido um imposto excecional de 6,75% sobre os depósitos bancários inferiores a 100 mil euros, e de 9,9% acima deste valor, para além de uma retenção na fonte dos juros destes depósitos. Estas medidas deverão garantir um total de 5,8 mil milhões de euros. É ainda proposto um plano de privatizações e um amento do imposto sobre as sociedades empresariais, de 10% para 12,5%.

 

17 de mar: O Governo adia em um dia a sessão de emergência do Parlamento que deverá iniciar o processo de rectificação do plano de resgate. O Parlamento pretendia validar o plano antes da reabertura dos bancos na terça-feira, um dia após o feriado de segunda-feira.

 

18 mar: Regresso da inquietação à zona euro: a generalidade das bolsas europeias regista quedas acentuadas.

 

O Presidente russo Vladimir Putin considera "injusto" e "perigoso" o imposto sobre os depósitos bancários em Chipre e que vai designadamente atingir duramente as fortunas russas colocadas nos bancos da ilha.

 

Jorg Asmussen, membro alemão do diretório do BCE admite emendas no plano de resgate a Chipre, desde que o seu financiamento fique assegurado.

O debate parlamentar sobre o plano volta a ser adiado para terça-feira.

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