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Der Spiegel: BCE está a preparar plano de contingência para saída da Grécia do euro

De acordo com a revista alemã Der Spiegel, o Banco Central Europeu (BCE) está a estudar cenários de contingência para uma saída da Grécia da união monetária, e a forma como a Zona Euro poderá funcionar, como um conjunto, depois da perda de um membro. O BCE não comenta as informações.

Reuters
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Segundo a publicação alemã, a autoridade monetária da Zona Euro está a estudar cenários de contingência para avaliar o impacto da saída da Grécia da união monetária nos restantes países da região e a forma como a Zona Euro poderia funcionar, como um conjunto, depois da perda de um membro. 

 

"O Banco Central Europeu está a preparar-se para uma saída da Grécia da união monetária", escreve o Der Spiegel. "Para o efeito, e de acordo com informações obtidas pela Spiegel, responsáveis [do BCE] estão a estudar planos de simulação internos sobre a forma como o resto da Zona Euro poderá funcionar em conjunto".

 

A notícia surge pouco tempo antes do início da reunião entre os ministros das Finanças da Zona Euro, em Bruxelas, cujo arranque foi adiado das 14h00 para as 15h30 (horas de Lisboa) ao final da manhã desta sexta-feira.  

 

Segundo o jornal grego To Vima o adiamento prende-se com a realização de um encontro quadripartido entre o ministro grego, Yanis Varoufakis, o homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, e o presidente do Eurogrupo, Jeroem Dijsselbloem, antes da reunião do Eurogrupo onde será debatido o futuro de Atenas.

 

Esta quinta-feira, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis endereçou ao Eurogrupo um pedido de extensão do "acordo de empréstimos", acompanhado da garantia de que "honrará" os compromissos assumidos com os seus credores.

 

A primeira reacção chegou de Berlim que considerou o pedido do executivo helénico "insuficiente". "A carta de Atenas não é uma proposta que conduza a uma solução substantiva. Na verdade, vai na direcção de um financiamento ‘ponte’ sem responder às exigências do programa [de ajustamento]. A carta não preenche os critérios acordados pelo Eurogrupo na segunda-feira", fez saber o ministro Wolfgang Schäuble.

 

A Comissão Europeia, por seu turno, considerou a carta de Atenas um sinal positivo capaz de poder abrir caminho a um compromisso entre a Grécia e os demais países da Zona Euro.

 

Já esta sexta-feira, uma porta-voz do governo alemão, Christiane Wirtz, garantiu que a chanceler alemã interpretou a carta do governo grego como "um ponto de partida para negociações adicionais". A proposta é "um bom sinal" e um "primeiro passo" para a reunião dos ministros das Finanças desta sexta-feira. 

 

BCE terá pensado impor controlo de capitais à Grécia

 

Esta informação veiculada pela revista Der Spiegel surge um dia depois de a imprensa internacional ter noticiado que o BCE estaria a ponderar medidas de controlo de capitais na Grécia, de forma a estancar a fuga de depósitos que vem sendo registada nos bancos gregos. De acordo com a revista alemã, os bancos helénicos estarão a registar uma saída média diária de depósitos em torno dos mil milhões de euros.

 

A 28 de Janeiro, já depois de confirmada a vitória do Syriza nas legislativas e com um novo Governo empossado, a fuga de depósitos ascendia já aos 11 mil milhões de euros, considerando somente 2015.

 

Uma análise divulgada esta quinta-feira pela agência de notação Standard & Poor’s alertava para o facto de que uma eventual saída grega do euro poderá "aumentar a volatilidade no médio-prazo das obrigações de dívida nos mercados", porque tal representaria "a incapacidade de um país europeu para se financiar a fim de garantir importações básicas e de impedir a fuga de depósitos dos bancos", concluindo então que seriam criados "efeitos de dúvida nos mercados".

 

A S&P referia ainda que "o fardo financeiro de um 'Grexit' para os restantes membros do euro seria moderado e absorvido durante décadas". Esta agência também não acredita que a seguir a uma eventual saída da Grécia da moeda única outro Estado-membro lhe seguisse as pisadas.

 

(Notícia actualizada às 13h24)

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