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Dijsselbloem: “Riscos devem ser suportados pelos investidores que os assumiram e não pelos contribuintes”

Presidente do Eurogrupo considera que “é essencial romper com o perigoso elo entre as instituições soberanas e as financeiras”. Jeroen Dijsselbloem acredita ainda que devem ser as instituições financeiras a suportarem os riscos que assumiram e não os contribuintes.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Outubro de 2013 às 11:28
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Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, acredita que com a União Bancária é necessário quebrar as ligações que associam o risco financeiro ao risco soberano. O responsável defende ainda que os riscos financeiros devem ser suportados por quem os assume.

 

“É essencial romper com o perigoso elo entre as instituições soberanas e financeiras. Os nossos progressos [no desenvolvimento da União Bancária] têm sido notáveis e continuo confiante que vamos finalizar a União Bancária no tempo previsto. Apoio firmemente o princípio que os riscos devem ser suportados pelos investidores que os assumiram e não pelos contribuintes”, afirmou Jeroen Dijsselbloem, em Madrid, citado pela Bloomberg.

Os riscos devem ser suportados pelos investidores que os assumiram e não pelos contribuintes
 
Jeroen Dijsselbloem

 

O presidente do Eurogrupo acredita ainda que uma parte significativa “do potencial de crescimento reside dentro dos Estados-membros” da Zona Euro. Quanto ao mercado laboral, Jeroen Dijsselbloem sublinha que são necessárias alterações e defende “que novas reformas no mercado de trabalho são cruciais”.

 

Quanto à situação económica de Espanha, o responsável acredita que “Espanha está no caminho da recuperação”.

 

E aponta vários indícios. “As folhas de balanço dos bancos espanhóis estão a melhorar” significativamente. Os progressos em termos de “consolidação orçamental e os desequilíbrios macroeconómicos têm diminuído”. E “o consumo e a confiança dos investidores estão a aumentar” bem como “o desemprego aparentemente está a estabilizar”.

 

Quanto à Grécia, o responsável diz que o Governo helénico “tem de intensificar os esforços para trabalhar com a troika” na revisão do programa de ajustamento de forma completa.

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