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Economistas acreditam que alívio da dívida grega não só é possível como provável

Em Julho, 71% dos 31 economistas consultados pela Bloomberg acreditava que o país estaria fora do euro até ao final de 2016, e que o alívio da dívida era apenas uma miragem. Dois meses depois, 94% dos economistas inquiridos acredita que o alívio da dívida não só é possível, como provável.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 10:41
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Em Julho deste ano, as perspectivas para a Grécia eram de tal forma negativas que 71% dos 31 economistas consultados pela Bloomberg acreditava que o país estaria fora do euro até ao final de 2016. Nessa altura, a possibilidade de Atenas conseguir negociar um alívio da dívida não passava de uma miragem para a nação mais endividada da União Europeia.

Contudo, dois meses depois, um estudo semelhante, levado a cabo pela agência noticiosa, revela que 94% dos economistas inquiridos acredita que um alívio da dívida grega não só é possível, como provável. Os 36 economistas que fizeram parte deste estudo foram inquiridos entre os 4 e 11 de Setembro.

"Um perdão da dívida é improvável, a ajuda assumirá a forma de taxas de juro mais baixas e maturidades mais longas", referiu, em declarações à Bloomberg, Ralf Weidenmann, economista da Vontobel Asset Management, em Zurique.

Esta possibilidade já foi assumida pela chanceler alemã que, no mês passado, afastou qualquer hipótese de haver um perdão de dívida à Grécia por parte dos parceiros europeus, mas admitiu que há outras formas de aliviar a dívida do país.

 

Angela Merkel abriu a porta a um novo alargamento das maturidades da dívida grega, bem como a uma redução das taxas de juro, medidas de alívio da dívida grega que já foram adoptadas quando foi implementado o segundo resgate em 2012.

 

Esta promessa consta do comunicado emitido pelo Eurogrupo no dia 14 de Agosto, onde os ministros das Finanças se comprometem a "caso seja necessário, tomar medidas adicionais" para aliviar a dívida grega e tornar a dívida pública sustentável. Contudo, tal só será equacionado caso Atenas implemente as medidas acordadas no memorando de entendimento e recebe nota positiva na primeira avaliação do programa. Só neste cenário benigno o FMI irá avaliar se irá juntar-se ao terceiro resgate à Grécia. Christine Lagarde afirmou que será essa a recomendação que fará à administração do FMI, mas deixou claro desde já que antes os parceiros europeus têm que conceder "um alívio significativo" na dívida grega, "bem além do que tem sido falado até agora".

Segundo o ministério das Finanças de Atenas, as negociações para um alívio da dívida terão lugar "imediatamente após" a primeira revisão do resgate, que deverá começar em Outubro.

As contas das instituições europeias apontam para que a dívida pública grega suba para 201% do PIB no próximo ano, baixando depois para 160% em 2022. 

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