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Espanha corta previsões de crescimento

O governo espanhol em funções cortou as projecções de crescimento para o país vizinho quer para este ano quer para 2017.

Negócios 16 de Abril de 2016 às 19:21
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O governo espanhol cortou as previsões de crescimento de 3% para 2,7% em 2016 e de 2,9% para 2,4% no próximo ano, avançou este sábado, 16 de Abril, em Washington o ministro da Economia em funções, Luis de Guindos. O valor para este é, assim, três décimas do projectado no Orçamento do Estado e coincide com a última estimativa do Banco de Espanha, diz o El Mundo.
 
O governo, acrescenta o El Pais, tem de apresentar na próxima semana o novo quadro macro-económico e explica o corte com o abrandamento da economia mundial. O programa de estabilidade tem de ser entregues em Bruxelas até ao final do mês.

Guindos falava à margem das reuniões do G20 e FMI, organismo que pela primeira vez desde 2013 travou as suas expectativas para a economia espanhola. Nas projecções divulgadas na última semana, o FMI cortou as expectativas para Espanha, apontando um crescimento de 2,6%, menos uma décima que o calculado anteriormente. 

"Acreditamos que é realista", declarou Guindos, citado pelo El Pais, lembrando, no entanto, que Espanha é, ainda assim, das economias desenvolvidas das que mais crescem. 


O jornal espanhol acrescenta, ainda, que Guindos terá aproveitado a reunião do G20 para se reunir com as autoridades europeias e negociar um novo prazo, mais alargado, para conseguir estabelecer um défice na meta fixada junto de Bruxelas, que é de 2,8%, o que estava previsto para este ano.

Já em 2015 o défice derrapou. Fixou-se em 5,2% do PIB, de acordo com dados oficiais publicados a 31 de Março pelo instituto de estatística espanhol. Este valor fica quase um ponto percentual acima dos 4,2% acordados com Bruxelas. Em Outubro do ano passado, a Comissão Europeia (CE) já tinha alertado Madrid para a possibilidade de o défice ficar acima dos 4,2% acordados. Na altura, o comissário europeu para os assuntos económicos, Pierre Moscovici, apontavam para um défice de 4,5%. O mesmo alerta foi feito para o défice de 2016. Segundo Bruxelas, este deverá ficar nos 3,5% e não nos 2,8% estabelecidos.

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