Zona Euro EUA querem Alemanha a consumir mais para compensar contracção nos países periféricos

EUA querem Alemanha a consumir mais para compensar contracção nos países periféricos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos disse hoje que os países da zona euro com finanças saudáveis devem de levar a cabo políticas que fomentem o consumo, para compensar a contracção orçamental dos Estados da periferia.
EUA querem Alemanha a consumir mais para compensar contracção nos países periféricos
Lusa 20 de abril de 2013 às 17:28

"Tendo em conta que os países que representam um terço do PIB [Produto Interno Bruto] da zona euro estão a contrair os seus orçamentos, é vital (...) que as economias com excedentes orçamentais contribuam mais para a procura, de modo a facilitar o processo de ajustamento [dos países] da periferia, evitar a fadiga da austeridade e renovar o dinamismo europeu", disse Jack Lew na sessão plenária do Comité Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O responsável pela pasta das finanças do Governo dos Estados Unidos disse que, apesar dos menores riscos, “o crescimento global é débil e o desemprego muito alto”, pelo que é “fundamental” reforçar a procura a nível mundial, um assunto que em sua opinião deve ser prioritário na agenda económica mundial.

 

Por isso, considerou Jack Lew, “uma procura mais robusta da Europa é crítica para o crescimento global”.

 

"A fraca procura interna cortou o crescimento da zona euro durante seis trimestres consecutivas e a produção continua a contrair-se", disse Lew, que pediu mais esforço dos países europeus com finanças públicas sãs.

 

Lew disse ainda estar satisfeito com o debate aberto na Europa sobre o modo de apoiar a procura através de uma combinação de políticas macroeconómicas, um reajustamento da consolidação orçamental e redução da fragmentação financeira.

 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos reiterou ainda o compromisso de Washington de reduzir o défice e garantiu que "a economia dos Estados Unidos continua resistente e está a ganhar força."

 

O FMI iniciou sexta-feira a reunião conjunta de primavera com o Banco Mundial, que termina hoje em Washington (Estados Unidos), com a participação de mais de 200 ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.




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