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Eurogrupo chega a acordo e dá mais quatro meses à Grécia

O Eurogrupo e a Grécia fecharam um acordo que estende por mais quatro meses os empréstimos à Grécia. O ministro das Finanças austríaco revelou que Atenas terá de cumprir algumas condições. Segunda-feira será conhecida a lista de condições.

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Breaking Down the Greece Deal
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 20 de Fevereiro de 2015 às 19:46
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Há fumo branco em Bruxelas. O Eurogrupo e a Grécia chegaram a acordo, concedendo a Atenas dinheiro para mais quatro meses. 

 

O acordo para a Grécia prevê uma extensão do programa de resgate em quatro meses. O Governo de Tsipras terá agora de entregar uma lista com as medidas que vai ter de aplicar durante este período na próxima segunda-feira. Se a lista for previamente aprovada, vai haver novo Eurogrupo na terça-feira, onde os ministros poderão dar, ou não, luz verde.

 

O acordo preve também que a lista de medidas final seja entregue até ao fim de Abril aos parceiros europeus.

 

Após o encontro, Yanis Varoufakis fez questão de sublinhar que a Grécia não assinou um novo acordo com condições. "Não assinámos nenhum memorando de entendimento. Esta é uma nova página. Vamos escrever um novo guião com reformas que vão ser criadas por nós em parceria com os parceiros", afirmou.

 

O ministro sublinhou que o acordo não prevê a redução de pensões nem um aumento do IVA. Sublinhou também que a meta de 3% de superavit para o saldo primário para este ano caiu com este acordo. Nos próximos anos, também não vai haver metas "exorbitantes" para a Grécia, assegurou.

 

As reuniões bilaterais em Bruxelas foram cruciais para o desfecho positivo para a Grécia.  Antes da reunião começar, as negociações foram dominadas por Yanis Varoufakis, Wolfgang Schäuble, Jeroen Dijsselbloem, Pierre Moscovici e Christine Lagarde.

 

Ao final da tarde, começaram a chegar notícias de Bruxelas de que havia um acordo de princípio para a Grécia. Um documento provisório foi elaborado e foi submetido por Jeroen Dijseelbloem aos parceiros europeus, que o acabaram por aprovar.

 

A intervenção de Mario Draghi no Eurogrupo também foi crucial, conforme os relatos que chegam de Bruxelas. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) sublinhou que as fugas de depósitos dos bancos gregos estão num nível muito elevado e estão a colocar em risco a liquidez da banca helénica.

 

É de sublinhar que os ministros das Finanças do euro também decidiram que os 11 mil milhões de euros para recapitalizar os bancos gregos vão regressar aos cofres do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Actualmente estão no Fundo Helénico de Estabilidade Financeira (HFSF), mas regressam ao Luxemburgo. Se um banco grego requerer dinheiro vai ter de pedir directamente ao FEEF. No entanto, os fundos só serão libertados após o BCE der luz verde.

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