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Eurogrupo reúne-se no sábado pela quinta vez em 10 dias

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se este sábado pela quinta vez no espaço de 10 dias, num novo esforço para tentar chegar a um acordo que permita à Grécia evitar a entrada em incumprimento. Depois de novo impasse nas negociações, a Grécia só tem alguns dias para obter financiamento, já que tem de devolver a 30 de Junho 1,6 mil milhões de euros ao FMI.

9 de Junho - Dijsselbloem:

“O que está em cima da mesa é a conclusão do actual programa. Se não chegamos a um acordo sobre isso, não podemos discutir o futuro'.
Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 25 de Junho de 2015 às 20:23
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O Eurogrupo volta a encontrar-se no próximo sábado, numa reunião que deverá acontecer depois das 12 horas em Bruxelas (mais uma hora do que em Lisboa). Será o quinto encontro dos ministros das Finanças do euro no espaço de 10 dias e o quarto na última semana, num momento em que o prolongar do impasse nas negociações entre Atenas e as instituições credoras eleva o risco de a Grécia não conseguir cumprir a devolução de quase 1,6 mil milhões de euros de obrigações detidas pelo Fundo Monetário Internacional que vencem a 30 de Junho.

 

A agência Reuters já confirmou esta informação e adianta que depois de o Eurogrupo realizado esta quinta-feira, 25 de Junho, não ter permitido chegar a um acordo sobre o plano de reformas que Atenas terá de implementar para poder receber a última tranche de 7,2 mil milhões de euros, prevista no programa de assistência helénico ainda em curso e que também termina no dia 30 de Junho, os ministros das Finanças farão um novo esforço para desbloquear a situação já no próximo sábado.

Depois das declarações que na segunda-feira indiciavam que a proposta apresentada nessa manhã pelas autoridades helénicas permitiria atingir um acordo final ainda esta semana, as negociações ao nível técnico não confirmaram as expectativas. Apesar das cedências feitas de ambos os lados da negociação, o Eurogrupo realizado esta quinta-feira, 25 de Junho, terminou novamente sem acordo à vista.

 

A chanceler alemã Angela Merkel referiu-se ao recuo da Grécia como factor impeditivo da concretização de um acordo abrangente de reformas, colocando nas mãos dos ministros das Finanças a responsabilidade de encontrar um caminho que satisfaça todas as partes.

 

Depois de hoje o governo grego não ter dado assentimento à contraproposta apresentada pelas três instituições credoras (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), o Executivo liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras terá de apresentar medidas alternativas o quanto antes. De forma a que possam ser trabalhadas ao nível técnico a fim de serem então analisadas e discutidas no Eurogrupo de sábado.

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, citadas pela Reuters, os ministros das Finanças terão instado Yanis Varoufakis a apresentar um plano alternativo até por volta das 12 horas desta quinta-feira. Algo a que Varoufakis não terá acedido, segundo avançou a Reuters, tendo apresentado, ao invés, um documento com exigências sobre um compromisso relativo à reestruturação da dívida pública helénica. Uma vez mais os credores da Grécia ter-se-ão recusado a discutir uma reestruturação que não seja antecedida da aplicação de um plano abrangente de reformas estruturais. O Eurogrupo acabou por ter de discutir as duas propostas colocadas em cima da mesa, a das instituições credoras e a do governo grego. Algo que também terá contribuído para o fim precipitado do encontro de hoje.
 

Entretanto, na cimeira ordinária dos líderes europeus que ainda decorre a esta hora em Bruxelas, Angela Merkel já terá comunicado aos seus congéneres que é crucial que um hipotético acordo com Atenas seja efectivado antes da abertura dos mercados na segunda-feira de manhã, precisamente o dia anterior à data em que as autoridades helénicas terão de devolver perto de 1,6 mil milhões de euros a FMI.

 

O governo do Syriza já admitiu que não dispõe da liquidez necessária para fazer jus ao compromisso junto do FMI caso não haja um acordo que permita à Grécia receber a última parcela prevista no programa helénico. Entretanto, o FMI já fez saber que a directora-geral da instituição, a francesa Christine Lagarde, não irá esperar os 30 dias que tem à sua disposição antes de formalizar a comunicação sobre a falta de pagamento ao "board" do Fundo. O que a acontecer coloca a Grécia imediatamente em situação de incumprimento perante o FMI.

(Notícia actualizada às 20h46)

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