Zona Euro Excedente externo alemão revisto em alta para 7% do PIB

Excedente externo alemão revisto em alta para 7% do PIB

A Comissão Europeia reviu em alta as previsões do saldo da balança corrente alemã para este ano e o próximo, esperando agora um excedente de 7% este ano e 6,6% em 2014.
Excedente externo alemão revisto em alta para 7% do PIB
Reuters
Nuno Aguiar 05 de novembro de 2013 às 12:39

As previsões de Outono da Comissão Europeia mostram que os países com défices externos - nomeadamente as economias com programas da troika - estão a fazer ajustamentos significativos. No entanto, a Alemanha, que apresenta elevados excedentes externos continua a acumulá-los.

 

Para este ano, Bruxelas antecipa que o saldo da balança corrente alemã fique em 7% do Produto Interno Bruto (PIB), em vez dos 6,3% esperados nas previsões de Primavera. Quanto a 2014, o excedente é também revisto em alta de 6,1% para 6,6%.

 

A acumulação de excedentes externos tem sido referido por vários economistas como um ponto essencial para a resolução dos desequilíbrios macroeconómicos da Zona Euro. A própria Comissão Europeia classifica os excedentes superiores a 6% do PIB como um desequilíbrio, tal como os défices. A última avaliação destes desequilíbrios apontava para um excedente ligeiramente abaixo do limite para a Alemanha (5,9% na média dos três anos anteriores). Contudo, na próxima avaliação este valor já deverá estar próximo dos 7%.

 

A diferença de tratamento entre défices e excedentes foi recentemente criticada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. "A Alemanha tem mantido um grande excedente da balança corrente ao longo da crise da Zona Euro e, em 2012, o excedente externo nominal da Alemanha era maior que o chinês", afirmava o Tesouro, numa nota publicada na semana passada. "O ritmo anémico do crescimento da procura doméstica alemã e a sua dependência das exportações prejudicou o reequilíbrio numa altura em que outros países da Zona Euro estão sob enorme pressão para reduzir a procura e contrair as importações, de forma a ajudar o ajustamento."

 

O FMI também já admitiu apoiar estas críticas. No entanto, em Berlim, a acumulação de excedentes é vista como um "sinal de competitividade" da economia alemã. Angela Merkel considerou que as críticas "não são justificadas".

 

No relatório da Comissão, nem uma única crítica ao modelo da Alemanha, referindo que a evolução das importações e das exportações deverão contribuir para "uma estabilização do excedente balança corrente este ano e alguma queda até 2015", embora ainda acima do limite de 6%.




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