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FMI mantém recessão prevista para o maior mercado de exportação de Portugal

O FMI manteve inalterada as previsões económicas que apontam para um abrandamento de 1,6% da economia espanhola. Reformas propostas pelo banco “estão a ajudar a estabilizar a economia”.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 02 de Agosto de 2013 às 13:07
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve inalteradas as previsões para o crescimento da economia espanhola, que é o maior mercado de exportações de Portugal.

 

A instituição internacional manteve inalterada a sua previsão de contracção de 1,6% do produto interno bruto (PIB) e de estabilização em 2014, segundo o relatório do Conselho Executivo do FMI.

 

Os técnicos do banco com sede em Washigton notam que o "processo de reformas acelerou e aprofundou-se. As políticas nos sectores do trabalho, financeiro e fiscal, alinhadas com as propostas dos funcionários, estão a ajudar a estabilizar a economia", lê-se no relatório.

 

A condicionar o crescimento está o consumo público, com uma quebra de 8%, este ano, bem como o declínio de 2,7% do consumo privado. O investimento bruto terá recuado 7,0%.O ritmo de deterioração deverá abrandar no próximo ano, nas duas rubricas, para o ritmo de 2,9% e 2,5%, respectivamente. A procura doméstica declinará 3,8%, este ano, e 1,6% no próximo, estima o FMI.

 

À semelhança de Portugal, as exportações contrariam uma maior deterioração da economia do país vizinho.

 

O contributo líquido das exportações para o crescimento será de 2,5% no final de 2013, prevê o FMI, e de 1,5% no próximo ano. As vendas para o exterior aumentarão 3,7%, este ano face a 2012, e prolongarão a tendência dos três anos anteriores.

 

A previsão para a evolução das exportações para os anos seguintes é de que aumentem anualmente a um ritmo superior a 5%, até 2018, período em que termina a série de estimativas previstas no relatório publicado esta sexta-feira. As importações terão caído 3,2% no final deste ano e voltarão a crescer já a partir de 2014.

 

O relatório da entidade bancária observa que o crescimento da economia espanhola "foi negativo nos últimos sete trimestres" e que "o emprego alcançou níveis inaceitavelmente elevados".

 

O FMI prevê que o desemprego aumente para 27,2% até ao final do ano e que diminua, em 2014, para 27,0%. Até 2018, a taxa de desemprego irá recuar para 25,3%, segundo o relatório.

 

(Notícia actualizada às 13h28.)

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