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Gazprom nega proposta para resgatar o Chipre em troca da exploração de gás natural

A gigante energética russa nega que tenha apresentado um plano de resgate ao Chipre, em troca dos direitos de exploração das reservas de gás natural “offshore” na zona económica exclusiva do país.

Andrey Rudakov/Bloomberg
Negócios negocios@negocios.pt 18 de Março de 2013 às 13:50
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A oferta teria sido apresentada a Nicos Anastasiades, presidente do Chipre, na noite de domingo, de acordo com a televisão Sigma TV. Contudo, a notícia foi negada por um responsável da Gazprom. “Simplesmente não é verdade”, afirmou Sergey Kupriyanov à RBC.

 

O Chipre está a atravessar uma onda de indignação por ter aceite o resgate europeu no valor de 10 mil milhões de euros, que prevê uma taxa especial sobre os depósitos bancários.

 

A taxa, que depois das últimas negociações passou para 3% para depósitos inferiores a 100 mil euros e de 12,5% para os montantes acima, foi imposta pela União Europeia por forma a garantir que o dinheiro dos cipriotas não fosse utilizado para resgatar os milionários russos que utilizavam o Chipre como paraíso fiscal. Os depósitos de não residentes de origem russa no sistema bancário cipriota ascendem aos 20 mil milhões de euros num total de 69,4 mil milhões. 

 

Paralelamente à actividade bancária, o Chipre dispõe de reservas de gás natural na sua zona económica exclusiva, que a Gazprom se propôs a explorar e oferecendo, em troca, o resgate financeiro que o país necessita.

 

Fonte do Governo cipriota afirmou já que o Executivo procura uma solução europeia e terá rejeitado a proposta russa. Na sequência da rejeição, a presidência do Banco Central Russo incentivou os depositantes russos a retirarem o seu dinheiro dos bancos cipriotas.

 

O ministro das Finanças russo afirmou que o país mantém a intenção de alterar os juros e as maturidades do empréstimo de 2,5 mil milhões de euros que concedeu ao anterior governo cipriota há dois anos. Segundo a Reuters, o Governo russo aceitou estender em mais cinco anos o vencimento do empréstimo e descer a taxa de juro, que se situa, actualmente, nos 4,5%.

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