Zona Euro George Soros: Euro pode destruir a União Europeia

George Soros: Euro pode destruir a União Europeia

O multimilionário compara a moeda única com a antiga União Soviética e alerta que existe “o perigo real” de as medidas adoptadas para resolver a crise financeira “criarem um profundo problema político”.
George Soros: Euro pode destruir a União Europeia
Ana Luísa Marques 07 de fevereiro de 2013 às 14:20

Numa entrevista concedida a um programa de televisão holandês, George Soros mostrou-se muito pessimista quando o futuro da Zona Euro e da União Europeia. O investidor acredita que a moeda única pode destruir a União Europeia: “Estou muito preocupado com a possibilidade de o euro destruir a União Europeia. Há o risco real de as soluções para a crise financeira criarem um profundo problema político”, disse George Soros, citado pelo jornal britânico “The Guardian”.

   

“A Alemanha precisa de perceber que a política que está a impor à Zona Euro – o programa de austeridade – é contraprodutiva. Na verdade, ela não pode ser bem-sucedida. Os países do Sul estão a ser empurrados para uma longa depressão que pode durar mais do que uma década. Ela pode até tornar-se permanente. A dor poderá ser tão grande que poderá levar a uma rebelião, a uma rejeição da União Europeia e isso seria a destruição da União Europeia. É um preço muito elevado a pagar para manter o euro”, afirmou o investidor George Soros.

 

Questionado se há alguma possibilidade do euro sobreviver, Soros comparou a moeda única à antiga União Soviética. “O euro pode sobreviver durante muito tempo, da mesma forma que a União Soviética sobreviveu durante 70 anos, apesar de ser uma má união”.

 

“Considero, porém, que [a Zona Euro] está destinada a destruir a União Europeia. Quanto mais tempo demorar, e pode levar gerações, mais perdas ocorrerão em termos de liberdade política e de prosperidade económica. Para mim, a solução é uma terrível tragédia para a União Europeia. E está a acontecer numa das sociedades abertas mais desenvolvidas do mundo. É uma tragédia terrível. Sem vilões. Não penso que a Alemanha o esteja a fazer com más intenções mas existe uma falta de entendimento de problemas muito complexos.”




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