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Governo alemão opõe-se a alívio da dívida mas acredita num acordo com a Grécia

Sigmar Gabriel diz que não adianta aliviar o peso da dívida grega, se o país se arrisca a acumular mais dívidas no futuro. No entanto, o ministro alemão acredita na possibilidade de um acordo. O optimismo é agora o tom dominante no discurso dos responsáveis europeus.

Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Junho de 2015 às 16:36
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O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, defendeu esta terça-feira, 23 de Junho, que um alívio da dívida não seria uma solução viável para a Grécia, que correria o risco de acumular ainda mais dívidas. Sigmar Gabriel, que é também ministro da Economia da Alemanha, avisou ainda que o seu país e a Europa não podem ser chantageados por Atenas.

No entanto, com as novas propostas gregas em cima da mesa, o braço direito de Merkel acredita que o Governo de Tsipras ainda pode chegar a um acordo com as instituições credoras.  "Vamos ver se as propostas gregas são suficientes. Se não forem, continuaremos a falar", adiantou.    

"Todos sabemos que não seria só económica e financeiramente, mas também politicamente negativo se o primeiro alicerce da casa europeia caísse", afirmou Sigmar Gabriel, num discurso em Fellbach, no sul da Alemanha, citado pela Reuters. "Isto não tem só a ver com a dívida existente, mas o que está em causa é que existem outras dívidas. Um perdão não levaria a lado nenhum se um tempo depois se acumulassem novas dívidas".

A tensão visível nas declarações dos responsáveis europeus, na semana passada, deram lugar a um tom mais optimista no início desta semana, depois de as reuniões de segunda-feira terem aumentado a expectativa de um acordo nos próximos dias.

Esta manhã, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, mostrou-se confiante na possibilidade de um acordo entre Atenas e os credores. Em entrevista a uma estação de rádio francesa, Moscovici afirmou estar "convencido" que haverá um entendimento esta semana, depois dos progressos feitos nos encontros "úteis" que decorreram esta segunda-feira.  

Também o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy afirmou, no parlamento do país vizinho, estar "convencido" que haverá acordo. 

Na opinião do ministro francês das Finanças, Michel Sapin, esse acordo tem de ser "global" e "duradouro". "Estamos a caminho de um acordo com a Grécia", avançou o ministro francês, citado pela Bloomberg. "Agora, o Governo grego está a dizer coisas sérias".


As declarações dos responsáveis europeus surgem um dia antes de mais uma reunião do Eurogrupo para debater a situação da Grécia. A reunião dos ministros das Finanças do euro agendada para amanhã antecede o Conselho Europeu ordinário de quinta-feira, que poderá terminar com fumo branco.    

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