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Governo de Espanha demora o dobro do tempo para pagar a fornecedores em 2012

O tempo médio para a liquidação de facturas no ano passado fixou-se nos 60 dias. Já este ano, o Executivo espanhol limitou o prazo de pagamento a fornecedores a 30 dias.

Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 06 de Maio de 2013 às 12:22
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No último ano, o Governo de Mariano Rajoy duplicou o tempo médio de pagamento das facturas de gastos correntes. O tempo médio de liquidação das facturas aos fornecedores, em 2012, fixou-se nos 59,94 dias. Em 2011, o tempo médio de pagamento foram 38 dias.

 

“O período médio de pagamento no quarto trimestre de 2012 para as operações de gastos analisadas em gastos correntes de bens e serviços situa-se nos 60 dias e o prazo médio de pagamento para os investimentos é de 35 dias”, revela um comunicado do Ministério do Orçamento espanhol divulgado na última semana, citado pelo “El País” esta segunda-feira, 6 de Maio.

 

Nos últimos dias, o Executivo espanhol tem vindo a pedir às comunidades autónomas e municípios para que reduzam o tempo médio de liquidação das facturas, ainda que no ano passado a Administração Geral do Estado tenha demorado o dobro do tempo para concretizar tal operação.

 

Já em Fevereiro de 2013, Mariano Rajoy anunciou que “as administrações públicas vão ter de pagar as facturas aos fornecedores no prazo máximo de 30 dias”. “Em Espanha, as administrações vão ter de pagar aos fornecedores em 30 dias e, as que não sejam capazes de tal, o Estado assumirá tal compromisso”, afirmou o ministro do Orçamento, Cristóbal Montoro no início do ano, refere o jornal espanhol.

 

A 16 de Março, entrou em vigor um normativo europeu que limita a morosidade de pagamento das administrações públicas dos Estados Membros a 30 dias e define uma taxa de juro de 8% para demoras.

 

Bruxelas tem revelado uma crescente preocupação em relação à dificuldade das pequenas e médias empresas conseguirem financiar-se e o não acesso ao crédito complica o crescimento económico. Assim, além de pressionar os Governos para que criem mecanismos que facilitem o acesso ao crédito por parte das empresas, a Comissão Europeia pretende que a morosidade de pagamento das administrações públicas se reduza ao mínimo e não seja um entrave ao crescimento económico.

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