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Grécia despede 4 mil funcionários públicos este ano e mais de 10 mil em 2014

Os números não são oficiais mas constarão do acordo selado entre a troika e Atenas. Objectivo passa por chegar a 2015 com menos 200 mil funcionários públicos face ao registado antes da crise.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Abril de 2013 às 09:56
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A troika e as autoridades gregas anunciaram esta segunda-feira que chegaram a acordo para concluir a actual revisão ao programa de ajustamento do país.

 

Um dos temas quentes, e que tem registado maior oposição entre a troika e Atenas, estava na redução de funcionários públicos. Apesar de não constar nenhuma informação sobre o assunto no comunicado emitido pela troika esta manhã, o acordo contempla a redução de postos de trabalho no Estado.

 

De acordo com o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras, o Governo grego aceitou cortar “vários milhares” de postos de trabalho no sector público, até 2014, sendo que serão contratados funcionários públicos, em igual número, mas mais jovens e com maior qualificação.

 

Apesar de não ter detalhado o número de despedimentos, a imprensa grega está a citar valores concretos, que constarão no acordo. Segundo o "Kathimerini", este ano serão despedidos 4 mil funcionários, sendo que em 2014 serão entre 10 a 11 mil os que vão ser despedidos.     

 

A troika e as autoridades gregas aceitaram que os postos de trabalho a eliminar serão as entidades públicas que vão ser fechadas ou alvo de fusão com outras organizações. Serão também despedidos os funcionários que tenham violado o código de conduta.

 

O Governo grego irá também aliciar os funcionários públicos que estão perto da idade da reforma a abandonarem o emprego no Estado e colocar 25 mil funcionários na mobilidade.

 

Citado pelo Bloomberg, o ministro das Finanças salientou que deve ser dada a oportunidade aos jovens de entrarem na administração pública grega. Segundo o responsável, a Grécia chegará a 2015 com menos 200 mil funcionários públicos do que tinha em 2009, antes da crise começar.

 

Poul Thomsen, chefe da missão do FMI em Atenas, afirmou que o tema do despedimento na função pública era ainda “tabu” e que a Grécia não podia estar à espera de saídas voluntárias para reduzir o número de empregos no Estado.

 

Após o acordo alcançado, fica aberto o caminho para o Eurogrupo e a FMI aprovarem em Maio o desembolso da próxima tranche de 2,8 mil milhões de euros. 

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