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Grécia deverá pedir à troika um abrandamento na meta das privatizações

Falha na privatização de uma empresa de gás deverá levar o Governo de Atenas a pedir aos credores internacionais um alívio na meta das privatizações estipuladas para 2013. Samaras já recusou novas medidas de austeridade para compensar o desajuste.

Reuters
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 11 de Junho de 2013 às 12:50
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O Governo liderado por Antonis Samaras não conseguiu concretizar a privatização da DEPA, uma empresa de gás natural, pois a Gazprom, o principal interessado, retirou a sua oferta. A falha na privatização da DEPA significa que o Executivo de Atenas deverá falhar por mil milhões de euros as metas acordadas com a troika no que toca às privatizações para este ano.

 

Perante tal cenário, o Governo da Grécia deverá negociar com os credores internacionais um alívio nas metas das privatizações, atrasando para 2014 o encaixe das receitas geradas pela privatização da DEPA.

 

“É muito difícil cobrir os mil milhões de euros esperados da DEPA”, afirma um oficial do Governo grego à Reuters. “Vamos solicitar aos credores o adiamento desta receita para 2014”, acrescentou.

 

Apesar de não conseguir encaixar mil milhões de euros, o primeiro-ministro grego recusou já novas medidas de austeridade adicionais para compensar a falha da privatização. “Há muitas pessoas que dizem que vai haver novas medidas [de austeridade]. Isso é ridículo”, afirmou Samaras durante um conferência de imprensa conjunta com o homólogo luxemburguês, Jean-Claude Juncker, em Atenas.

 

O primeiro-ministro da Grécia disse ainda que a retirada da oferta da Gazprom apenas teve que ver com questões internas da energética russa. “A retirada da oferta esteve relacionada com motivos que nos transcendem”, apontou. A Gazprom revelou esta segunda-feira que não avançou com a compra da DEPA por preocupações financeiras internas.

 

Segundo o memorando acordado com os credores, o Governo de Atenas deverá gerar 1,8 mil milhões de euros provenientes de privatizações até ao final de Setembro. O objectivo total para 2013 está fixado nos 2,5 mil milhões de euros. Nos últimos dois anos, a Grécia só conseguiu amealhar dois mil milhões de euros referentes a privatizações, uma posição bastante modesta face ao inicialmente estipulado.

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