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Grécia: PS pede "correcção de rumo" ao Governo e empenho numa solução  

O PS já reagiu à provável vitória do "não" no referendo grego. Pela voz de Porfírio Silva, os socialistas vincaram que é preciso recuperar o "interesse nacional" na procura de uma solução europeia. E pediu ao Governo uma "correcção de rumo".

Lusa 05 de Julho de 2015 às 20:22
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O PS acusou hoje o Governo de tratar a crise na Grécia "como um assunto partidário", reclamando que, independentemente do resultado do referendo de hoje, seja recuperado o "interesse nacional" na procura de uma solução europeia.

 

"O PS apela ao Governo português para ultrapassar essa visão partidária do assunto e para se empenhar ao nível europeu numa solução. É do interesse nacional que o Governo português seja capaz dessa correcção de rumo", declarou Porfírio Silva, membro do Secretariado Nacional do PS.

 

O dirigente socialista falava na sede do partido, no Largo do Rato, em Lisboa, cerca das 19:40, numa altura em que o "não" no referendo grego às propostas dos credores obtinha 60,62% no referendo de hoje, segundo números do Ministério do Interior grego quando estavam contados um quarto (25,4%) dos votos.

 

Para o PS, o caminho - assumido antes do referendo, vincou Porfírio Silva - passa por "negociar e conseguir" um acordo entre os credores e Atenas.

 

"Não nos podemos resignar a uma ausência de acordo", acrescentou o membro do Secretariado Nacional do PS, advertindo ainda que em causa no referendo de hoje estava o não a um "projecto de acordo", ao invés de um chumbo à Europa ou à moeda única.

 

O que está em causa, aponta Porfírio Silva, "é o futuro da Europa, em termos políticos, económicos e geostratégicos", e o Governo "tem feito de conta que um terramoto grego não afectará Portugal", o que, diz o PS, "está errado".

 

"Com um governo do PS, Portugal não ficará a falar sozinho na Europa. Com um governo do PS, Portugal não seguirá a via de submissão do Governo de Passos Coelho, nem seguirá uma via de orgulhosamente sós, porque na Europa precisamos de aliados, de construir acordos, de fazer vingar os nossos interesses", acrescentou.

 

O referendo, o primeiro desde 1974, serviu para os gregos decidirem se aceitam o programa apresentado pelos credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) há mais de uma semana.

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