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Irlanda quer pleno regresso aos mercados antes do fim do ano

Dublin pretende evitar a extensão do programa de assistência. Mas quer uma solução mais favorável para amortizar a gigantesca dívida bancária.

Negócios 16 de Janeiro de 2013 às 10:39
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O primeiro-ministro da Irlanda disse hoje que o país está determinado em sair do programa de assistência financeira antes do final deste ano e voltar aos mercados, a fim de refinanciar sua dívida.

 

Falando no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no debate em que apresentou as prioridades da sétima presidência rotativa irlandesa da União Europeia (UE), Enda Kenny destacou ainda a "coragem" com que os irlandeses enfrentam as medidas de austeridade e também as dificuldades que persistem.

 

"Acredito firmemente que 2013 pode ser o ano em que a Irlanda sairá do programa de assistência financeira". "Como Nação, estamos determinados a sair do programa antes do final deste ano", acrescentou, referindo que a Irlanda tem ainda "muitos desafios pela frente" e a sua economia "ainda é frágil".

 

A Irlanda tornou-se no segundo país do euro, depois da Grécia, a pedir um resgate internacional em Novembro de 2010, quando as taxas de seus empréstimos aumentou para níveis insustentáveis no rescaldo do colapso do seu sector bancário. O país fez há duas semanas a primeira emissão de mais longo prazo desde que está sob ajuda externa, numa operação bem sucedida.

 

Mas assegurar a sustentabilidade da gigantesca dívída pública (122% do PIB é a previsão para este ano) exigirá uma solução mais favorável para a amortização da dívida bancária, que foi em boa parte (30 mil milhões de euros) financiada pelo Estado irlandês através de notas promissórias, que Dublin quer agora renegociar, em termos de prazos e juros.

 

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