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João Salgueiro: “Ou temos líderes muito estúpidos” ou a taxa sobre os depósitos no Chipre “vai ter de ser explicada”

O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos considera que o benefício com a taxa sobre os depósitos no Chipre não compensa as ondas de choque geradas com a medida.

Negócios 18 de Março de 2013 às 11:38
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João Salgueiro não compreende a medida de taxar os depósitos no Chipre, pelo que considera que tem de ser explicada com muita clareza.

 

“Vamos ter de olhar com muita atenção para perceber a lógica disto, porque, visto à primeira, não tem muita lógica. O benefício que se obtém, mesmo que fosse tudo a 10% dos depósitos, não compensa o nervosismo das pessoas que vai gerar em ondas de choque. Por isso, ou temos líderes muito estúpidos ou a medida vai ter de ser explicada na sua integralidade”, afirmou João Salgueiro em declarações à Renascença.

 

O governo cipriota aceitou lançar um imposto de 6,7% sobre os depósitos abaixo de 100 mil euros, e de 9,9% nos depósitos acima de 100 mil euros, sendo que está a ser agora trabalhada uma nova proposta que aligeira a taxa para os depósitos mais baixos. Os depósitos abaixo de 100 mil euros sofrem um imposto de 3%, face aos 6,7% anteriores, e introduz-se uma nova fasquia: os depósitos acima de 500 mil euros “pagam” 15%.

 

Vários são os analistas que temem uma “corrida” aos bancos, não só no Chipre mas noutros países. Também em declarações à Renascença, o economista João Duque afasta esse cenário, garantindo não haver razão para temer uma corrida aos bancos no resto da Europa ou em Portugal.

 

“Em Portugal, o sistema bancário não está em causa de modo directo com uma medida destas, por isso os portugueses devem ver com calma o que se passa em Chipre, porque para já não está em causa o nosso sistema”, sustenta o presidente do ISEG.

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