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Lagarde: "Não podemos dizer que a crise acabou" até o emprego recuperar

Num comentário a um novo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre crescimento e emprego, Christine Lagarde avisa que a prioridade deve ser o regresso a níveis elevados de crescimento e elege três vias através das quais isso será possível.

5 – Christine Lagarde, directora do Fundo Monetário Internacional
Bloomberg
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 28 de Janeiro de 2014 às 07:00
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"Agora que começamos um novo ano, a Europa enfrenta boas e más notícias. Primeiro as boas notícias. O crescimento está a recuperar na Zona Euro, à medida que esta emerge lentamente a recessão profunda. As más notícias? Ainda quase 20 milhões de pessoas estão desempregadas. Até que os efeitos no emprego sejam invertidos, não podemos dizer que a crise acabou", escreve Christine Lagarde, directora-geral do FMI, num texto no blog do FMI.

 

Lagarde avisa que duas tendências a preocupam, em particular. Por um lado, quase metade dos desempregados estão sem trabalho há mais de um ano. Por outro, o desemprego é ainda muito elevado. "Quase um quarto dos europeus com menos de 25 anos que estão à procura de trabalho não conseguem encontrar. Em Itália e Portugal, mais de um terço dos menores de 25 anos estão desempregados, e em Espanha e na Grécia, mais de metade", aponta.

Tendo em conta que estimativas apontam para que um ponto percentual de crescimento mais elevado nas economias avançadas permitiria colocar quatro milhões de pessoas a trabalhar, a directora-geral do Fundo considera que a prioridade deve ser dinamizar o crescimento económico. A estratégia defendida pelo FMI - um dos membros da troika - assenta em três pilares.

Na Zona Euro, é necessário melhorar a capacidade de actuação das instituições. Em concreto, é urgente colocar uma união bancária no terreno, o que seria "uma excelente forma de começar".

 

Em segundo lugar, as famílias, as empresas e, "em última análise", o Estado têm de conseguir reduzir os seus "níveis de dívida elevados".

 

Por último, Lagarde considera essenciais reformas no mercado de trabalho e de produto, que dêem "um contributo significativo para atingir todo o potencial de crescimento de de um país".

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