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Letta: “Temos de tomar medidas já. Não se pode esperar pelo ano que vem”

O novo chefe do Governo de Itália solicitou em Bruxelas medidas urgentes para combater o desemprego, principalmente o jovem. Para Enrico Letta, a zona comunitária não pode esperar mais e deve agir já no próximo Conselho Europeu.

Bloomberg
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 02 de Maio de 2013 às 18:46
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“Para nós, é importante ter em Junho, e não no próximo ano, mas em Junho, alguns sinais importantes para dar aos cidadãos europeus, no sentido de recuperar a esperança e a confiança”, afirmou o líder do Governo de Itália esta terça-feira numa conferência de imprensa em Bruxelas, depois de uma reunião com Durão Barroso, citado pelo “El País”.

 

Letta revelou que garantiu ao presidente da Comissão Europeia (CE) o compromisso de o seu Governo manter os compromissos assumidos pelo executivo de Mário Monti, o que significa que cumprirá com os objectivos acordados com Bruxelas. Porém, o governante de Itália manifestou o desejo de que o próximo Conselho Europeu, agendado para Junho tome medidas concretas que possam devolver a esperança aos cidadãos, sobretudo aos jovens, no que concerne ao desemprego, que Letta classificou como “o maior pesadelo” de Itália e da União Europeia (UE).

 

O primeiro-ministro italiano, que esta quarta-feira também esteve reunido com o presidente do Conselho Europeu, afirmou que as grandes prioridades do seu novo Governo vão ser a “reforma constitucional para restaurar a credibilidade da classe política italiana” e a luta contra a “emergência social e económica”.

 

Enrico Letta afirmou ainda que regressa a Roma mais optimista depois de passar por Berlim e Paris, onde esteve reunido com os respectivos líderes nacionais. “Vi uma preocupação comum na Europa em dar uma resposta aos seus cidadãos”.

 

Por sua vez, Durão Barroso não quis ficar atrás no discurso em favor das políticas de interesse dos cidadãos e garantiu que também é seu desejo que na cimeira dos líderes europeus em Junho, que vai decorrer nos dias 27 e 28, a par da discussão do reforço da união económica e monetária, se possa fazer “mais” pelo crescimento na Europa e pela promoção do emprego entre os jovens.

 

O presidente da CE lembrou que, no quadro do orçamento plurianual da UE para 2014-2020, está já previsto um instrumento específico para o combate ao desemprego jovem, dotado com 6 mil milhões de euros. Contudo, Durão Barroso reconheceu que este mecanismo não é suficiente para resolver o problema do desemprego. “O ideal seria combinar a iniciativa europeia com a iniciativa dos Governos”, afirmou Barroso.

 

Durão Barroso saudou ainda o facto de a “estabilidade política estar de volta a Itália”, indicando que tal estabilidade é uma condição essencial para a execução das reformas e das medidas de disciplina orçamental.

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