Zona Euro Mapa: Portugal a meio da tabela do crescimento numa Zona Euro liderada pela Irlanda

Mapa: Portugal a meio da tabela do crescimento numa Zona Euro liderada pela Irlanda

A economia portuguesa vai crescer em linha com a Zona Euro em 2015 e 2016, com a Grécia e a Irlanda a surgirem nos pólos opostos do crescimento na região. Veja o mapa com as perspectivas de crescimento e défice para todos os países do euro.

As previsões da Comissão Europeia apontam para que a economia da Zona Euro cresça 1,8% em 2016, sendo Portugal um dos oito países que apresentará uma expansão abaixo da média, enquanto a Irlanda lidera o grupo de Estados-membros que registará um crescimento superior.

 

Nas previsões de Outono divulgadas esta quinta-feira, Bruxelas aponta para que o PIB português cresça 1,7% este ano e em 2016. Trata-se de uma diferença de uma décima superior à Zona Euro este ano e uma décima inferior em 2016.

 

Caso as previsões de Bruxelas se concretizem, a Grécia será o único país do Euro em recessão em 2016, ano em que só a Finlândia crescerá abaixo de 1%. No pólo oposto destaca-se a Irlanda, que apesar de abrandar o ritmo de crescimento, será o único país a crescer acima de 4%.

 

No que diz respeito às contas públicas, a Comissão Europeia vê apenas três países com défices acima de 3%: França, Grécia e Espanha.

 

Portugal cresce 1,7% em 2015 e 2016

A Comissão Europeia espera um crescimento económico de Portugal ligeiramente mais rápido em 2015, antecipando agora uma variação homóloga do PIB de 1,7% (a anterior perspectiva era 1,6%). Os indícios da recuperação económica de Portugal foram reforçados na primeira metade de 2015, quando o PIB real cresceu 1,6% face ao ano anterior", pode ler-se no documento comunitário.

 

Zona Euro cresce menos que o previsto
A economia da Zona Euro vai registar um crescimento de 1,6% este ano, de 1,8% em 2016 e 1,9% em 2017. As previsões da Comissão Europeia representam uma revisão em ligeira alta das estimativas para este ano e em baixa para 2016. Nas previsões de Primavera, a Comissão Europeia apontava para um crescimento de 1,5% este ano e 1,9% em 2016.   

 

Grécia em recessão

Bruxelas estima que a Grécia vai fechar o ano em recessão e que a contracção do PIB se prolongue em 2016, apontando o dedo à espiral de incerteza gerada pela incapacidade de Atenas de fechar com sucesso o segundo programa de assistência, a que se seguiu o referendo de Junho último, o fecho dos bancos e o controlo de capitais e, por fim, a inevitabilidade de um terceiro resgate. "Estima-se que a economia grega vai contrair-se 1,3% em 2016, impactada por efeitos de 2015. Em 2017, o crescimento do PIB vai ganhar velocidade e está estimado em 2,7%, à medida que as reformas estruturais realizadas fortaleçam a procura", salienta Bruxelas.

 

Alemanha cresce menos

A Comissão Europeia hoje em baixa as perspectivas de crescimento da Alemanha, apontando uma subida do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,7%, menos 0,2 pontos percentuais que o estimado em maio (1,9%). O crescimento na Alemanha está a ser apoiado num mercado de trabalho favorável e em condições financeiras subjacentes à procura doméstica, já que pela parte da exportação tem havido uma fraca procura dos mercados emergentes.

 

Bruxelas prevê que, apesar dos custos relacionados com a afluência de refugiados, o orçamento alemão se mantenha excedentário em 0,9% este ano e acima do excedente recorde de 2014 de 0,7%. Para 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão deverá chegar aos 1,9%, assim como em 2017. No ano passado, o PIB tinha avançado 1,6%.

 

Irlanda com crescimento excepcional 

A Comissão Europeia sinalizou hoje a excepcional "forte recuperação" da economia irlandesa, "após anos de ajustamento bem-sucedido". Nas previsões do outono, antecipa que o Produto Interno Bruto (PIB) irlandês deverá crescer 6% este ano e depois corrigir este crescimento para os 4,5% em 2016 e 3,7% no ano seguinte.

 

De acordo com o documento, a recuperação da Irlanda "parece resistente ao crescimento global mais fraco", com a procura interna e as exportações a recuperarem e a fazerem o PIB irlandês crescer e o défice diminuir.

 

Espanha vai "desacelerar suavemente" 

O crescimento da economia espanhola, estimado em 3,1% este ano, vai "desacelerar suavemente" para 2,7% em 2016 e 2,4% em 2017, mas ainda a "níveis robustos", e com o emprego a crescer.

 

"Após um forte início do ano, o ritmo do crescimento económico em Espanha vai começar a desacelerar no terceiro trimestre. Ainda assim, o crescimento vai manter-se robusto no período em análise, suportado por uma evolução positiva do mercado laboral, melhoria no acesso ao crédito por parte de empresas e famílias e melhoria na confiança, ajudados pelos baixos preços do petróleo", indica o executivo comunitário.

 

Assim, Bruxelas prevê agora um crescimento da economia espanhola de 3,1% este ano (estava em 2,8% nas previsões de primavera), de 2,7% em 2016 e de 2,4% em 2017, "assente essencialmente na procura interna".

 

Economia francesa cresce menos do que esperado em 2016

A Comissão Europeia reviu hoje em baixa as previsões de crescimento para a economia de França, estimando um crescimento do PIB de 1,4% em 2016, face aos 1,7% previstos anteriormente. O PIB francês cresce 1,1% este ano, 1,4% em 2016 e 1,7% em 2017, sustentado pelo consumo privado, mas ajudado ainda pelo crescimento do rendimento familiar disponível, pelo sentimento positivo dos consumidores e pela diminuição das poupanças das famílias.

 

O investimento cresce ligeiramente, mas a Comissão Europeia prevê uma quebra nas exportações líquidas. Já no que respeita ao défice orçamental, Bruxelas melhora a estimativa, de maio, para 3,4% do PIB em 2016, antecipando que a tendência em baixa se mantenha e o défice seja de 3,3% do PIB em 2017.

 

Itália inicia retoma económica este ano com crescimento de 0,9%

A economia italiana está no caminho de conseguir um crescimento "mais auto-sustentável" e deverá crescer 0,9% este ano, recuperando da queda de 0,4% de 2014, segundo as previsões de outono da Comissão Europeia. De acordo com o documento, a recuperação cíclica da economia italiana deverá reforçar-se em 2016 em 1,5%, caindo em 2017 para 1,4%, se os preços do petróleo permanecerem baixos e a procura interna melhorar.

 

A Comissão Europeia estima ainda que a inflação italiana suba muito lentamente, com as pressões sobre o custo do trabalho a permanecerem limitadas. Nas contas públicas, o défice orçamental é estimado em 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, diminuindo para 2,3% em 2016 e 1,6% em 2017.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI