Zona Euro Mario Draghi: Resposta à crise está nas "mãos do governo grego"

Mario Draghi: Resposta à crise está nas "mãos do governo grego"

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considera que a resposta à crise da Grécia "está nas mãos do governo grego" e defende que "é preciso mais trabalho, muito mais trabalho e urgente".
Mario Draghi: Resposta à crise está nas "mãos do governo grego"
Bloomberg
Lusa 19 de abril de 2015 às 20:09

"Todos queremos que a Grécia tenha sucesso. A resposta está mas mãos do governo grego", afirmou Mario Draghi em Washington onde este fim-de-semana teve lugar os Encontros da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

 

O presidente do BCE fez estas declarações numa altura em que prosseguem as negociações entre representantes das instituições credoras da Grécia e representantes do governo grego, com o objectivo de alcançar um acordo de princípio que permita ao Eurogrupo pronunciar-se sobre o financiamento ao país, no próximo dia 24 de Abril em Riga.

 

Os credores pedem a Atenas que se comprometa com uma lista de reformas, antes de ser desbloqueada a tranche de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012 ao país.

 

O dirigente do BCE pediu reformas "em números" e exigiu que o governo grego, liderado pela formação de esquerda radical Syriza, esteja atento ao "impacto orçamental" das suas propostas.

 

Draghi recusou especular sobre uma situação de incumprimento por parte da Grécia, que poderia levar a uma saída da Zona Euro, mas sublinhou que esta se dotou de instrumentos para o risco de contágio que "seriam utilizados em caso de escalada da crise". Draghi reconheceu ainda que a Zona Euro entraria em "território desconhecido" se a crise grega piorasse.

 

Grécia prevê "caminho difícil" em caso de falta de acordo financeiro até Junho

 

Este domingo, 19 de Abril, o vice-primeiro-ministro grego Ioannis Dragasakis reconheceu que caso não seja possível um acordo com os credores internacionais até Junho "o caminho" pode tornar-se ainda mais difícil.

 

Em entrevista ao jornal To Vima, Ioannis Dragasakis admitiu a possibilidade de eleições antecipadas caso as partes não cheguem a um acordo, lembrando que o governo de Atenas tem apresentado propostas "construtivas" para enfrentar diferendos "políticos".

 

"Não podemos ser outra coisa a não ser aquilo que somos", afirmou o vice-primeiro-ministro sublinhando que os responsáveis gregos têm insistido com frequência nas "linhas vermelhas" que não podem ser ultrapassadas em questões relacionadas com cortes suplementares da despesa pública.

 

A próxima reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro está marcada para sexta-feira, 24 de Abril, na Letónia e vai discutir a situação financeira da Grécia.




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