Zona Euro Membro do BCE admite que saída da Grécia do euro não envolve contágios económicos e financeiros

Membro do BCE admite que saída da Grécia do euro não envolve contágios económicos e financeiros

Ewald Nowotny, membro do Banco Central Europeu, afirmou esta segunda-feira, numa entrevista à CNBC, que uma saída da Grécia da Zona Euro não teria "o impacto de há dois anos". "Não vejo um contágio em termos económicos e financeiros."
Membro do BCE admite que saída da Grécia do euro não envolve contágios económicos e financeiros
Bloomberg
Ana Luísa Marques 20 de abril de 2015 às 14:17

"Uma saída da Grécia não tem o impacto ou o potencial impacto na Zona Euro que teria há dois anos. Não vejo que exista o risco de um contágio em termos financeiros e económicos", afirmou o banqueiro austríaco numa entrevista concedida esta segunda-feira, 20 de Abril, à CNBN, e citada pelo The Guardian. Ainda assim, Nowotny sublinhou que é impossível prever o "efeito psicológico" de um "Grexit".

 

Ewald Nowotny receia que não seja possível alcançar um acordo no Eurogrupo da próxima sexta-feira, 24 de Abril, em Riga, e apelou ao Executivo grego para apresentar informação mais detalhada aos parceiros europeus.

 

Em menos de três dias, dois membros do Banco Central Europeu falaram sobre a situação na Grécia. Este sábado, Mario Draghi, presidente da instituição, alertou que a solução para a crise grega está nas mãos do Executivo de Alexis Tsipras. "Todos queremos que a Grécia tenha sucesso. A resposta está nas mãos do Governo grego", afirmou Mario Draghi em Washington onde este fim-de-semana teve lugar os Encontros da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

 

O presidente do BCE também pediu mais informação ao governo grego, e exigiu que Atenas esteja atenta ao "impacto orçamental" das suas propostas. Draghi recusou especular sobre uma situação de incumprimento por parte da Grécia, que poderia levar a uma saída da Zona Euro, mas sublinhou que esta se dotou de instrumentos para o risco de contágio que "seriam utilizados em caso de escalada da crise". Draghi reconheceu ainda que a Zona Euro entraria em "território desconhecido" se a crise grega piorasse.

 

Entretanto, prosseguem as negociações entre representantes das instituições credoras da Grécia e representantes do governo grego, com o objectivo de alcançar um acordo de princípio que permita ao Eurogrupo pronunciar-se sobre o financiamento ao país a 24 de Abril. Os credores pedem a Atenas que se comprometa com uma lista de reformas, antes de ser desbloqueada a tranche de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012 ao país.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI