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Merkel avisa que “calma enganadora” dos mercados não pode travar reformas

A chanceler alemã quer um novo impulso no sentido da criação de uma “verdadeira união económica” e volta a insistir na necessidade de se reverem os Tratados europeus. A crise da dívida soberana não está ainda superada, frisou.

Reuters
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 29 de Janeiro de 2014 às 11:47
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A chanceler alemã  advertiu nesta quarta-feira para o perigo de os decisores políticos perderem o a pressão reformista, embalados no que disse ser uma “calma enganadora” dos mercados que, frisou, não pode ser interpretada como o fim da crise da dívida soberana.

 

Falando no Bundestag, Angela Merkel  apelou a um novo "impulso" no sentido da criação de uma “verdadeira união económica” e voltou a insistir na necessidade de se reverem os Tratados europeus para assegurar uma efectiva coordenação de políticas económicas, que tem sido "insatisfatória" . "Sem uma acção determinada nesta frente, sem um salto qualitativo, não conseguiremos ultrapassar a crise da dívida soberana". "Poderemos até aprender a viver [com a situação actual], mas seremos incapazes de nos manter no topo do desenvolvimento mundial", afirmou, citada pela Bloomberg.

 

A chanceler insistiu que a Europa tem de aproveitar a crise, designadamente a crise que se abateu sobre a Zona Euro, para se fortalecer. "Tem de ser um obectivo da Europa sair desta crise mais forte do que quando nela entrou". Neste contexto, a chanceler advertiu que os decisores políticos "não podem confiar na calma enganadora que estamos neste momento a observar". A união monetária tem de ser aprofundada e "estou convencida de que isso passa por desenvolver os Tratados europeus". 

 

Referindo-se ao mandato do seu terceiro governo, no qual a CDU de Angela Merkel está coligada com o SPD, a chanceler disse que serão quatro as grandes traves-mestras: finanças públicas sólidas, investimento em infra-estruturas, transição para as energias renováveis, reforço da coesão social e responsabilidade da Alemanha para com a Europa. No seu discurso de Ano Novo, Merkel havia sublinhado que o progresso na Alemanha está "dependente como nunca da realização de progressos na Europa e da superação permanente da crise da dívida soberana".

 

A Alemanha tem defendido que a Zona Euro deve caminhar para uma união mais política. O ministro das Finanças, Wolfgang Schauble, chegou a admitir nesta semana a criação de um parlamento para a Zona Euro, como contraponto a um Governo económico comum.

 

 

 

(notícia actualizada às 12h05)

 

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