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Merkel diz que situação laboral e crescimento noutros países da UE fazem parte da política alemã

A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou hoje que a situação laboral e o crescimento noutros países da União Europeia não são indiferentes a Berlim e formam parte da política alemã.

Lusa 15 de Dezembro de 2012 às 13:03
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"Dependemos uns dos outros na Zona Euro e isto marca o meu trabalho. Isso significa: o trabalho europeu é sempre trabalho de política interior”, afirma a chanceler na tradicional mensagem em vídeo dos sábados divulgada pelo gabinete de Merkel na Internet.

 

Na altura de resumir o ano que está a acabar, Merkel reconhece na última mensagem em vídeo para 2012 que a estabilização do euro foi a sua principal tarefa, mas mostra-se otimista e assegura que se “avançou um bom bocado”.

 

“Temos agora um mecanismo de solidariedade, temos mais disciplina orçamental com o pacto fiscal. Ainda que tenhamos que avançar um bom bocado”, sublinha a chanceler.

 

Em relação aos objetivos para 2013, Merkel comenta que tratará de “conservar a potência económica (da Alemanha) e assegurar os postos de trabalho”, apesar de admitir que “a política, por si só, não o pode fazer”.

 

"Não podemos determinar sozinhos a situação económica internacional, mas podemos fazer alguma coisa para que, por exemplo, a procura interna continue a funcionar razoavelmente”, adianta a chanceler.

 

Depois de reconhecer que também na Alemanha o crescimento económico se está a debilitar, Merkel sublinha que o governo fará tudo, “onde possa politicamente”, para conservar em bom estado as condições marcantes para a economia.

 

“O governo federal “prolongou preventivamente os fundos para ‘Kurzarbeit’ (semana laboral com redução de horários) de novo de seis para 12 meses”, com o objetivo de que as empresas mantenham “o seu maior tesouro”, os seus especialistas, quando ocorrer um pequeno incidente conjuntural”, sublinha Merkel.

 

A chanceler destaca ainda que algumas das suas maiores alegrias em 2012 foram o facto da “União Europeia ter recebido o prémio Nobel da paz”, o retrocesso do desemprego, a elevada taxa de emprego e os crescentes êxitos educativos com crianças de origem estrangeira.

 

Como capítulos tristes de 2012, Merkel refere o esclarecimento da série de dez atentados de cidadãos estrangeiros cometidos pela terrorista Célula Nacional Socialista de extrema direita ou a agressão sofrida por um rabino judeu em Berlim.

 

A chanceler considera que “tem que se ter vergonha” que na Alemanha continue a haver antissemitismo e xenofobia e sublinha que para resolver essa questão “ainda há muito trabalho pela frente, todos juntos”.

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