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Merkel lamenta que os ricos dos países em crise não sejam mais responsabilizados

Chanceler alemã lamenta que “parte das elites económicas assumam tão pouca responsabilidade pela deplorável situação actual” que se vive nos países em crise, onde quem sofre as “maiores consequências” são precisamente os que nada tiveram a ver com os erros Cometidos nesses países.

Bloomberg
Negócios 03 de Julho de 2013 às 00:01
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Na véspera da conferência europeia em Berlim para promover o emprego jovem, a chanceler alemã deu uma entrevista conjunta a vários jornais europeus, onde ataca os ricos dos países em dificuldades.

 

“Tenho a sensação que os cidadãos de muitos países sabem perfeitamente quais foram os erros cometidos pelos seus países no passado”, disse Ângela Merkel, citada pelo “El Pais”, lamentando que “sejam precisamente os que nada tiveram a ver com esses erros – os jovens e os mais desfavorecidos – que sofram as maiores consequências”.

 

Pelo contrário, lamenta a líder do Governo alemão, “com frequência, as pessoas com capital há muito que saíram do país ou encontraram outra possibilidade para se protegerem”.

 

“Os ricos dos países mais afectados pelo crise poderiam ser muito úteis se se comprometessem mais. É muito lamentável que parte das elites económicas assumam tão pouca responsabilidade pela deplorável situação actual”, acrescentou Merkel.

 

Citando o desemprego jovem como “o problema europeu mais urgente do momento”, Merkel recusa ter deixado cair a defesa da austeridade, advogando que as medidas de consolidação orçamental devem ser implementadas em conjunto com reformas estruturais, pois só assim se pode promover o crescimento.

 

A líder alemã criticou as medidas tomadas por alguns países na área da flexibilização laboral, por

“Os ricos dos países mais afectados pelo crise poderiam ser muito úteis se se comprometessem mais. É muito lamentável que parte das elites económicas assumam tão pouca responsabilidade pela deplorável situação actual
 
Ângela Merkel

afectarem apenas os jovens e não os trabalhadores há mais tempo no mercado.

 

A líder alemã repetiu também o apelo a uma maior flexibilidade dos trabalhadores europeus, que devem estar disponíveis para uma maior mobilidade na região.

 

Na cimeira europeia da semana passada os líderes europeus destinaram 6 mil milhões de euros para apoiar o emprego jovem. “ Mas só dinheiro não será suficiente. Precisamos de reformas inteligentes”, afirmou, citada pelo Guardian, alertando para a necessidade de se evitar “uma geração perdida”.

 

Se saísse da política, Merkel afirmou que se via a dirigir um centro de emprego, com a “agradável tarefa de ajudar as pessoas a encontrar um emprego”.

 

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