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Merkel e Hollande alertam para o risco de não sobrevivência da UE

Antes da cimeira de Bratislava, Angela Merkel e François Hollande dramatizaram o discurso e alertaram que a sobrevivência da União Europeia pode estar em causa.

Hannibal Hanschke / Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Setembro de 2016 às 10:32

Os líderes dos 27 países da União Europeia vão reunir-se esta sexta-feira, 16 de Setembro, em Bratislava (Eslováquia). Em cima da mesa estará o futuro da União Europeia depois de os britânicos terem escolhido, no referendo realizado a 23 de Junho, sair do bloco europeu.

Ontem, e para concertar posições, Merkel e Hollande (na foto com o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi) estiveram reunidos em Paris (França). Antes, nos arredores de Berlim, Merkel dramatizou o discurso. "A Europa não está num bom estado". "Isso pesa-me e estou a fazer todos os esforços para permitir reviver para aquilo que no passado a Comunidade foi", afirmou, citada pela Bloomberg.

Esta quinta-feira, também o presidente francês, François Hollande, se pronunciou, alertando, citado pela agência noticiosa, que a União Europeia pode estar a enfrentar "uma crise que ameaça a sua existência".


Os dois líderes têm pedido aos restantes parceiros europeus para chegarem a um entendimento sobre o caminho que o bloco europeu deve seguir após a decisão do Reino Unido. Os líderes da Alemanha e da França procuram, concretamente, que haja posições comuns sobre defesa, crescimento económico e segurança nas fronteiras.

"A primeira prioridade é segurança. A nossa segurança nas fronteiras, a nossa segurança face a ameaças externas", avançou Hollande, citado pela Reuters. Entretanto, a Alemanha e França já delinearam planos para aprofundar cooperação militar. "Precisamos de ser capazes de proteger as nossas fronteiras externas", acrescentou ontem Merkel.

Dado que no próximo ano, quer a Alemanha quer a França terão eleições, adianta o economista do Barclays, Philippe Gudin, citado pela Bloomberg, pode ser difícil até lá encontrar medidas que permitam restabelecer a confiança no futuro da UE. Aliás um inquérito realizado pelo Bank of America junto de gestores de fundos, revelou que o maior risco que o bloco europeu enfrenta é o de desintegração.

Antes do encontro, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, aos jornalistas manifestou a sua visão. "Depois da votação no Reino Unido a única coisa que faz sentido é ter uma avaliação sóbria e brutalmente honesta da situação", assumiu, citado pela Reuters.

Também Londres enfrenta dificuldades, mas para perceber como é que pode "divorciar-se" da União Europeia. Ainda esta sexta-feira, o jornal inglês The Telegraph escreve que, após ter entrevistado figuras de topo em Bruxelas, que elementos da União Europeia têm dúvidas que o Reino Unido vá para a frente com a saída quando estiver perante "a realidade do pesadelo burocrático" e "o acto económico insano de auto-mutilação". Neste sentido, a publicação titula: "Membros da UE acreditam que ‘o Reino Unido vai desistir se tornarem as negociações suficientemente difíceis".

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