Zona Euro Ministro das Finanças alemão rejeita criação das 'eurobonds'

Ministro das Finanças alemão rejeita criação das 'eurobonds'

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afastou este sábado, numa entrevista a uma revista, a possibilidade de virem a ser lançados os títulos de dívida europeus ('eurobonds') ou qualquer outro tipo de activo conjunto da União Europeia.
Ministro das Finanças alemão rejeita criação das 'eurobonds'
Lusa 24 de agosto de 2013 às 14:58

Segundo disse o governante alemão à revista WirtschaftWoche, as responsabilidades conjuntas em termos de títulos de dívida levariam à criação de "falsos incentivos" e de um "enfraquecimento dos esforços de reforma" económica dos países europeus, noticia a agência Bloomberg.

 

Wolfgang Scäuble esteve esta semana em destaque, ao afirmar na terça-feira que um terceiro resgate à Grécia será inevitável.

 

O ministro alemão declarou que vai haver um novo programa de ajuda financeira para a Grécia, o que levou a um desmentido imediato por parte do Governo de Atenas e a uma vaga de declarações sobre o assunto de altos responsáveis europeus.

 

Porém, já na quarta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que qualquer decisão sobre um novo pacote de ajuda financeira à Grécia só será tomada no próximo ano ou em 2015, suportando as declarações de terça-feira do ministro das Finanças alemão.

 

"Fizemos progressos, mas a crise não acabou", afirmou a governante, durante um evento de campanha eleitoral na cidade alemã de Schwaebisch Gmuend, acrescentando que a decisão sobre um terceiro resgate à Grécia será tomada em 2014 ou no ano seguinte.

 

A chanceler considerou ainda que as declarações de terça-feira do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, acerca da necessidade de haver um novo programa de assistência financeira à Grécia não trouxeram qualquer novidade.

 

"O que Schäuble disse sobre a Grécia ontem [terça-feira], toda a gente sabia", afirmou Merkel.

 

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, também apontou para a forte possibilidade de a Grécia vir a necessitar de um novo pacote de assistência financeira internacional, uma vez que o actual programa termina já no próximo ano.

 

Por seu turno, o Comissário Europeu para os Assuntos Financeiros e Monetários, Olli Rehn, afirmou na quarta-feira que um terceiro resgate à Grécia não é a única opção, admitindo uma extensão dos prazos de pagamento para os empréstimos concedidos.

 

O novo resgate seria o terceiro, depois de já ter visto aprovados dois programas de ajuda financeira no valor total de 240 mil milhões de euros.




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