Zona Euro Ministro das Finanças cipriota pede resolução célere para impasse grego

Ministro das Finanças cipriota pede resolução célere para impasse grego

O responsável pelas finanças de Chipre teme os “efeitos devastadores” que uma saída grega do euro poderia implicar e, nesse sentido, garante esperar que as partes envolvidas “não adiem” um acordo. Georgiades diz acreditar que a Grécia poderá evitar a entrada em "default".
Ministro das Finanças cipriota pede resolução célere para impasse grego
Reuters
David Santiago 20 de abril de 2015 às 11:39

O ministro cipriota das Finanças, Harris Georgiades, pediu, esta segunda-feira, 20 de Abril, que as autoridades gregas e as instituições credoras consigam alcançar progressos nas negociações em curso. Em entrevista à Bloomberg TV, Georgiades garantiu que é fundamental que as partes envolvidas "não adiem" o necessário acordo que possa permitir ultrapassar a actual crise na Grécia.

 

O responsável pela pasta das finanças de Chipre, alertou também para o que considera poderem ser os "efeitos devastadores" que se seguirão à concretização do cenário de uma saída da Grécia da Zona Euro ("Grexit").

 

Georgiades disse ainda acreditar que é possível à Grécia evitar o "default", bem como uma crise bancária e uma hipotética necessidade de impor controlos de capital, medidas adoptadas em Chipre no seguimento da crise do sistema financeiro de 2013. "Espero que a Grécia não atravesse uma situação semelhante (…) que pode ser, definitivamente, evitada".

 

Na sexta-feira passada, Bruxelas revelou que, afinal, não será ainda esta semana, que tem agendada uma reunião do Eurogrupo para a próxima sexta-feira, 24 de Abril, que Atenas e os seus parceiros irão firmar um acordo sobre o plano abrangente de medidas que o Executivo de Alexis Tsipras terá de levar a cabo de forma a que a última tranche de 7,2 mil milhões de euros prevista pelo programa de assistência helénico.

 

O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, anunciou que será reunião já agendada para 11 de Maio "será, certamente, decisiva". Logo no dia 12 de Maio, Atenas tem previsto um pagamento de 770 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 1 de Maio está agendada a devolução de 203 milhões de euros.

 

Já depois de garantir que Chipre está finalmente a sair da recessão, Harris Georgiades assumiu estar esperançoso de que "um acordo com as instituições sobre os detalhes" aconteça "em breve". Assumindo, por outro lado, que "se nós não recebermos um ‘feedback’ sobre progressos efectivos, isso será negativo".

 

Novamente colocado perante uma eventual saída grega do bloco do euro, Georgiades admitiu que o seu país não está a planear respostas a essa situação. Porque "nenhum planeamento" poderia ser suficientemente capaz e abrangente, assegurou.

 

"Tal situação significaria simplesmente que estaríamos a entrar em águas nunca navegadas, para o que nenhum planeamento poderá ser plenamente adequado", avisou o governante cipriota.




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