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Ministros das Finanças do euro com baixas expectativas para um acordo hoje

À entrada para o encontro do Eurogrupo, os ministros das Finanças que aceitaram falar aos jornalistas mostraram reservas em relação à obtenção de um acordo entre a Grécia e os credores esta quarta-feira.

Reuters
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A avaliar pelas declarações dos ministros das Finanças do euro à entrada para o encontro do Eurogrupo, o acordo entre os credores internacionais e a Grécia não será firmado esta quarta-feira, 24 de Junho. "Não estou optimista que haja um acordo esta noite. O trabalho começa agora", afirmou à entrada para o Eurogrupo o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble.

Cenário semelhante traçou o ministro finlandês. "Ficaria positivamente surpreendido se houvesse" um acordo hoje, afirmou Alexander Stubb. O ministro das Finanças da Finlândia, assinalou ainda que têm existido muitos avanços e recuos "ao nível técnico e ao nível político e ainda não vimos uma proposta concreta". "Temos de lidar com [esta questão] com muito cuidado" pois também temos que lidar com os mandatos que nos são impostos pelos nossos parlamentos.

Luis de Guindos, ministro espanhol das Finanças, mostrou-se optimista quanto à possibilidade de um acordo, ainda que não tenha apontado esta quarta-feira como a data para esse entendimento. O ministro espanhol, quando questionado sobre se a noite iria ser longa, afirmou não saber e adiantou ainda que "ainda faltam dias" para 30 de Junho - data em que a Grécia tem de pagar cerca de 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

Por sua vez, Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, optou por assinalar que "estamos num processo de intensas negociações". "Estamos a fazer progressos. Mas ainda há assuntos por resolver. Vamos ter uma noite longa", disse aos jornalistas.

Muitos dos intervenientes neste encontro dos ministros das Finanças do euro preferiram não prestar declarações aos jornalistas à entrada. Christine Lagarde, Jeroen Dijsselbloem, Mario Draghi, Yanis Varoufakis foram alguns dos que se mantiverem em silêncio.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras alertou esta manhã que os credores rejeitaram as propostas apresentadas por Atenas na segunda-feira. O The Wall Street Journal cita um documento elaborado pelos credores onde é detalhado o que está a causar o afastamento entre as duas partes.

De acordo com o jornal norte-americano, os credores não aceitam um aumento tão acentuado no IRC. O Governo pretende subir a taxa de 26% para 29%, encaixando 410 milhões de euros em 2016. Contudo, os credores querem um aumento mais suave, para 28%.

Os credores estarão também contra a introdução de uma taxa especial de 12% sobre os lucros das empresas acima de 500 mil euros. Uma medida que Atenas prevê que possa gerar um encaixe de 1.350 milhões de euros.

Também na reforma do IVA existem ainda diferenças substanciais. De acordo com o documento citado pelo WSJ, os credores insistem em medidas que representem um aumento de receita equivalente a 1% (a proposta grega atinge 0,74%), exigindo por isso que mais produtos e serviços (como a restauração) passem para a taxa máxima de 23%.

 

 

 

 

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