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Ministros do euro já não esperam acordo esta quinta-feira

O Eurogrupo desta quinta-feira arrancou, mais uma vez, sem grandes expectativas de um acordo entre o Governo grego e os credores internacionais. Os ministros das Finanças do euro garantem que ainda há "divergências" entre as partes.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 25 de Junho de 2015 às 14:05
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Os ministros das Finanças da Zona Euro já não se comprometem com um acordo entre o Governo grego e os parceiros internacionais esta quinta-feira, apesar das várias reuniões agendadas ao longo do dia, e apontadas como decisivas para um entendimento final. O dia começou com uma reunião entre o primeiro-ministro de Atenas, Alexis Tsipras com os líderes das instituições credoras – BCE, UE e FMI – prossegue com o Eurogrupo, em Bruxelas, e com uma Cimeira Europeia, com início marcado para as 15 horas de Lisboa.

 

Na reunião do Eurogrupo estarão em cima da mesa duas propostas. Uma dos credores - que apesar de incluir algumas concessões, nomeadamente ao nível das pensões, não é muito distinta daquela que foi apresentada ao Governo de Atenas na quarta-feira e imediatamente recusada – e outra do Executivo grego, cujo conteúdo ainda não é conhecido.

 

À entrada para o encontro, o ministro das Finanças de Malta, Edward Scicluna, explicou que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a proposta grega, porque Varoufakis só a fez chegar às mãos dos responsáveis cerca de meia hora antes do início do Eurogrupo. "Não sabemos o que foi acrescentado", adiantou. "Estamos a ficar sem comentários, e também sem paciência". 

 

Depois do optimismo que marcou as declarações dos responsáveis europeus nos últimos dias, o tom dominante das declarações dos ministros do euro esta quinta-feira foi o pessimismo. Poucos acreditam na possibilidade de um acordo até ao final do dia, e quase todos apontam para "divergências" entre as partes.

 

"Ainda há divergências, mas honestamente, nesta altura, eu nem sei quais", afirmou o ministro de Malta, Edward Scicluna. comissário europeu, Pierre Moscovici, revelou que os responsáveis trabalharam "toda a noite" e que houve uma troca constante de pontos de vista. "Os pontos de vista estão a aproximar-se mas persistem algumas divergências. Precisamos de vontade política. As próximas horas vão ser muito úteis", antecipou.

 

Também o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble entrou no Eurogrupo pouco optimista. De acordo com o Guardian, o governante disse que até ao momento não existiram grandes progressos. 

"Honestamente não sei quais são as hipóteses de chegarmos a um acordo hoje", desabafou no Twitter o ministro das Finanças da Eslováquia, Peter Kažimír . 

 

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, confirmou, antes do início da reunião, qua ainda não há acordo entre as partes e que as suas expectativas para hoje são apenas de "trabalho árduo".

 

 

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