Zona Euro Crise grega ao minuto: quinta-feira de 25 de Junho

Crise grega ao minuto: quinta-feira de 25 de Junho

O Eurogrupo já terminou. Mais uma vez sem acordo. Os ministros das Finanças voltarão a reunir-se noutro dia, garantem fontes. Hoje os trabalhos dos ministros das Finanças terminaram. Os líderes europeus estão agora reunidos na Cimeira Europeia. Acompanhe aqui os desenvolvimentos.
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23h35- Segundo o mais recente relatório do ministério das Finanças grego, a execução orçamental nos pri

meiros cinco meses deste ano permitiu alcançar um excedente primário de 1,5 mil milhões de euros. Valor que compara com o excedente primário de 708 milhões de euros registado em igual período de 2014. 


23h25- O líder do Nova Democracia (ND) e ex-primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, revelou que está disposto 

a assegurar o apoio parlamentar necessário a uma votação sobre um plano de austeridade que 

venha a ser acordado entre Atenas e os credores. Samaras assegura que o ND estaria disponível para formar um governo com o Syriza no caso de a ala mais à esquerda da coligação radical e os Gregos Independentes não apoiarem um eventual acordo com as instituições. O Syriza reagiu de pronto rejeitando tal possibilidade. Também o To Potami (O Rio) se distanciou da oferta de Samaras. 

21h45- 
Atenas voltou a ser palco de uma manifestação esta quinta-feira. Desta feita os manifestantes protestam contra a possibilidade da prossecução de mais políticas de austeridade no país. Confrontados com as concessões feitas pelo governo grego e perante a possibilidade de novas cedências no Eurogrupo de sábado, radicais de uma ala mais à esquerda que o próprio Syriza apelam a uma radicalização dos protestos. Os elementos mais radicais desta manifestação pertencem a um grupo anti-capitalismo denominado de Antarsia e instam ao extremar dos protestos caso o governo Syriza chegue a um acordo com os credores que classificam de antemão como um "novo memorando". 

20h25- O Eurogrupo volta a reunir-se já no próximo sábado, naquele que será o quinto encontro no espaço de 10 dias e o quarto ao longo desta semana. Os ministros das Finanças da Zona Euro vão fazer mais um esforço para tentar desbloquear o impasse que se prolonga nas negociações entre Atenas e as instituições credoras desde Fevereiro último. 

17h55- 
Em conferência de imprensa, Martin Schulz mostra-se convicto de que Alexis Tsipras "sabe perfeitamente que a situação é muito grave". "É um primeiro-ministro que tenta conciliar a política do seu governo, em concreto as promessas feitas durante a campanha eleitoral, com os compromissos necessários a um acordo com os seus parceiros", diz o político social-democrata. Schulz admite que "é uma tarefa difícil" mas acredita que "haja uma solução".

 

17h49- Questionado sobre se na eventualidade de a Grécia sair do euro, o país poderá, ou não, permanecer na União Europeia, Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, explica que "os tratados não contemplam base legal para tal caso". Ainda assim, o político alemão garante preferir que tal eventualidade não se venha sequer a colocar. 


17h19 -
Os líderes europeus encontram-se reunidos, não se prevendo qualquer desenvolvimento nesta Cimeira em relação à Grécia. Este assunto estará nas mãos dos ministros das Finanças e dos responsáveis pelas instituições credoras. Só com o aval destes, os líderes europeus se deverão pronunciar. 

16h14 –
Moscovici confirma que as divergências entre a Grécia e os credores estão nas alterações do IVA e no sistema de pensões.

 

16h12 – Angela Merkel terá dito aos parceiros europeus que é preciso um acordo antes da abertura dos mercados na segunda-feira, de acordo com a imprensa internacional. 


15h54 –
O ministro das Finanças da Grécia revela aos jornalistas que houve muita discussão na reunião do Eurogrupo e que houve vários parceiros a criticarem a proposta das instituições e outros tantos a proposta de Atenas. Varoufakis diz que as negociações continuarão até ser encontrada uma solução.

 

15h52 – Dijsselbloem diz aos jornalistas, em Bruxelas, que a porta continua aberta para a Grécia aceitar as propostas dos credores ainda hoje.


15h49- 
Christine Lagarde revela que "vamos ter de continuar a trabalhar". A directora do FMI assegura que as três instituições (FMI, BCE e Comissão Europeia) estão unidas e mostraram flexibilidade para acolher as propostas gregas. Lagarde disse ainda aos jornalistas que agora é necessário perceber se a proposta grega é conciliável com as exigências dos credores. 


15h40 -
"Está tudo por hoje. As instituições e a Grécia vão continuar a trabalhar. O Eurogrupo volta a reunir-se, mas não hoje", revela o ministro das Finanças finlandês através do Twitter. 


15h37- 
As negociações entre a Grécia e as instituições poderão mesmo prolongar-se durante o próximo fim-de-semana. Enda Kenny, prmeiro-ministro irlandês, foi o último a apostar neste cenário ao admitir que será "difícil" chegar a acordo esta quinta-feira. Kenny vê as negociações prolongarem-se até ao fim-de-semana


15h27 -
Eurogrupo terá retomado após curto intervalo para receber nova proposta grega, de acordo com uma fonte oficial francesa, citada por jornalistas que estão em Bruxelas.

15h10 -
Alexis Tsipras mostra-se confiante de que é possível chegar a um acordo que permita suplantar a actual crise negocial. Para o primeiro-ministro grego as negociações ao nível europeu decorrem através de "desentendimentos e compromissos". À chegada ao Conselho Europeu desta tarde, Tsipras afirmou que "depois das abrangentes propostas gregas, estou confiante de que vamos atingir um compromisso que irá ajudar a Zona Euro e a Grécia a ultrapassar esta crise". Questionado sobre se há uma boa base para um acordo, Tsipras diz que sim. 


14h57- 
À mesma hora que os ministros das Finanças da Zona Euro interrompiam negociações, até que do lado grego seja apresentada uma nova proposta, o presidente francês, Fançois Hollande, chegava à cimeira de líderes com uma mensagem moderadamente optimista. Para Hollande, é possível, mas também necessário, chegar a acordo. Mas tal como Merkel, o governante gaulês deixa nas mãos dos responsáveis pelas Finanças a possibilidade de se concretizar um acordo.  


14h49- 
O encontro do Eurogrupo foi "suspenso indefinidamente" até que a Grécia avance com nova proposta que possa corresponder de forma mais efectiva às expectativas dos credores. Segundo fonte oficial europeia revelou à agência Bloomberg, o Eurogrupo poderá retomar as conversações assim que Atenas avance com novas propostas. Esta mesma fonte adiantou que não se vislumbram ainda sinais de um acordo. 


14h39- 
Angela Merkel acredita que "a Grécia recuou em algumas questões". Depois da confiança demonstrada por Donald Tusk, a chanceler alemã surge mais reticente e deixa qualquer decisão para a reunião do Eurogrupo que prossegue neste momento. 


14h17- 
Depois de Donald Tusk notar que ainda serão precisas "várias horas" para discutir a questão grega, o primeiro-ministro estónio, Taavi Roivas, disse esperar que "nas próximas horas tenhamos respostas" dos ministros das Finanças que continuam reunidos para discutir duas propostas: a dos credores e a grega. 


14h07- 
O presidente do Conselho Europeu foi um dos primeiros a chegar, tendo demonstrado optimismo quanto ao desfecho das negociações em torno da crise grega. Donald Tusk disse que "o trabalho continua a ser feito" e avisou que "certamente ainda serão necessária várias horas". "As últimas horas foram verdadeiramente críticas, mas tenho um bom palpite, o de que contrariamente às tragédias de Sophocles, esta história grega terá um final feliz". 

 

14h05- Já começou a chegada paulatina dos chefes de Estado europeus para o encontro ordinário do Conselho Europeu agendado para esta quinta-feira. Apesar de na agenda constarem questões importantes como a União Económica e Monetária e a imigração, a Grécia, numa altura em que continuam reunidos os ministros das Finanças do euro, voltará a marcar o dia. 


13h40 -
Stubb, um dos ministros mais activos nas redes sociais, acaba de partilhar no Twitter uma curiosa informação. Foi alterada a disposição dos ministros à mesa do Eurogrupo. Varoufakis passa a sentar-se entre os ministros de Espanha e Irlanda. 


13h24 -
O ministro das Finanças da Finlândia, Alex Stubb, advertiu à entrada que ainda existem divergências significativas entre o Governo grego e as instituições credoras.  






12h49 -
O comissário europeu,  Pierre Moscovici, afirmou à entrada que os responsáveis trabalharam "toda a noite" e que houve uma troca constante de pontos de vista. "Os pontos de vista estão a aproximar-se", ainda que persistam "algumas divergências. Precisamos de vontade política. As próximas horas vão ser muito úteis", adiantou. "Temos trabalho" para fazer de forma a se conseguir "chegar a um acordo e atingir o objectivo que é a Grécia permanecer no euro", sublinhou. 


12h45 - O ministro das Finanças de Malta, Edward Scicluna, disse que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a proposta grega que será levada ao Eurogrupo porque o seu congénre grego, Yanis Varoufakis, enviou-a "há pouco tempo". "Não sabemos o que foi acrescentado", explicou. "Estamos a ficar sem comentários, e também sem paciência". 


12h42 -
Schäuble entrou no Eurogrupo pouco optimista. De acordo com o Guardian, o ministro das Finanças alemão disse não ter havido grandes progressos. 

12h40 -
"Honestamente não sei quais são as chances de chegarmos a um acordo hoje", desabafou no Twitter o ministro das Finanças da Eslováquia, Peter Kažimír . 

 

12h36 - Credores fazem algumas concessões a Atenas na proposta que vai ao Eurogrupo. A proposta que os credores enviaram para o Eurogrupo e que não mereceu a aprovação do Governo grego é muito semelhante à contra-proposta que já tinha sido recusada por Alexis Tsipras. Mas há algumas concessões.


12h35 - O ministro das Finanças de Espanha diz ainda não ter visto a proposta dos credores ou da Grécia que estarão hoje em discussão. Mas admite que há "vários pontos [de discórdia]" e que são "os problemas habituais." Questionado pelos jornalistas à entrada para o Eurogrupo se o ambiente é de cansaço, Luís de Guindos rejeita. "É um tema importante. Todo o mundo quer chegar a acordo. É vital para a Grécia. Reunimo-nos as vezes que forem necessárias", garantiu, admitindo que este pode não ser o último Eurogrupo desta semana. 

 





12h30 - O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, diz, à chegada ao encontro, que "ainda não há" um acordo por parte da Grécia. "Temos de ouvir quais são as ideias com as quais concordam", acrescentou. Questionado sobre quais são as expectativas para o Eurogrupo, Dijsselbloem respondeu: "trabalho árduo". 

  • 12h09 - FT revela a proposta da Grécia. De acordo com o Guardian a actual proposta dos credores é muito semelhante à que foi enviada a Atenas na quarta-feira e que foi recusada pelo Governo grego. Há, contudo, algumas concessões, sobretudo na área das pensões.
  • 11h42 - Fonte oficial do Governo grego, citado pela Bloomberg, diz que Atenas recusou a proposta dos credores e que o Eurogrupo vai começar com duas propostas em cima da mesa: a dos credores e a da Grécia. 
  • 11h32 - Yanis Varoufakis já chegou ao Eurogrupo. Entrou sem prestar declarações. 
  • 11h27 - Alexis Tsipras também já abandonou as instalações.
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  • 11h22 - Fonte oficial da Zona Euro, citada pelo The Guardian, informa que o Eurogrupo vai trabalhar com a proposta das instituições credoras, já que não há acordo fechado com a proposta do Governo de Atenas. 


11h20 - 
O ministro austríaco das Finanças, Hans Jörg Schelling, afirmou que este domingo é a data-limite para um acordo entre Atenas e os credores internacionais. No entanto, o governante espera que haja um entendimento até às 15 horas desta quinta-feira, quando terá início a Cimeira Europeia.

"Se não for alcançado um acordo, temos de olhar para alternativas", avançou o ministro, citado pela Reuters.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, já tinha admitido na quarta-feira que é possível não fechar o acordo esta semana. As negociações "podem não ser concluídas na Cimeira Europeia, porque a data limite é o final do mês", afirmou o responsável no Parlamento italiano. 


11h16 -
Lagarde também já abandonou as instalações da Comissão. Depois do fim desta reunião segue-se o Eurogrupo.

11h07 -
A reunião entre Tsipras e os responsáveis das instituições já terá terminado, de acordo com jornalistas que se encontram à porta da Comissão Europeia. O Guardian revela que Dijsselbloem e Regling já abandonaram as instalações.


10h45 - 
"Neste ponto, só precisamos de um acordo", afirmou o presidente do Société Générale em entrevista à Bloomberg TV.

 

"A questão é saber qual é a alternativa. Quando negociamos encostados à parede no último minuto essa é a única coisa que se discute", acrescentou o antigo membro do BCE. 


10h23 -
Autoridades gregas pediram que a linha de liquidez de emergência, a chamada ELA, se mantivesse nos actuais valores. De acordo com a Reuters (que corrigiu a informação inicialmenete avançada), o BCE vai aceitou o pedido. O BCE já apoiou a banca grega com 84 mil milhões de euros através da ELA.


10h21 - 
Alastair Wilson, director do Grupo de Rico Soberano da Moody’s, afirmou, em Frankfurt, que neste momento, a expectativa da agência de rating é de que não haja um ‘default’ grego em bora o risco "esteja a aumentar".

 

"Não pensamos que seja provável um contágio. A Europa está num aposição muito diferente da que estava em 2012. O BCE tem os mecanismos necessários para controlar o contágio", acrescentou o responsável. 


10h15 - 
Fonte oficial da Zona Euro confirmou à Reuters que as instituições credoras fizeram um ultimato a Tsipras: o primeiro-ministro tinha até às 10 horas de Lisboa para apresentar uma nova proposta. Caso contrário, os credores vão submeter a sua própria proposta aos ministros das Finanças da Zona Euro. 


09h51 -
Credores dão até às 10h, hora de Lisboa, a Tsipras para apresentar um plano de compromissos que permita o desbloqueio de 7,2 mil milhões de euros, revela o Financial Times. 

09h30
- Em declarações à STAR TV, Alexis Mitropoulos, deputado do Syriza, garantiu que o povo grego não se deixará humilhar pelos credores internacionais. "Estamos a ser confrontados com um cartel de credores", afirmou. "A mensagem que o Governo tem de dar é que somos pessoas orgulhosas. Não vamos aceitar ser humilhados". Mitropoulos acrescentou ainda que a União Europeia e o FMI têm de respeitar a "escolha democrática" do povo grego. 


09h23 - Bolsa de Atenas desvaloriza 2% em dia de Eurogrupo e Cimeira EuropeiaA bolsa de Atenas, que iniciou a sessão a perder 0,5%, já acentuou a tendência negativa, seguindo nesta altura com uma desvalorização de 2,04%.  

8h45 -
Bolsa de Atenas abre com uma desvalorização de 0,5%. Juros da dívida a dois anos sobem 16,4 pontos base para 22,567%. 

8h16 - 
Um deputado do Syriza, citado pela Reuters, declara à Mega TV que os credores estão a tentar fazer "chantagem" com a Grécia. Nikos Fillis afirmou: "a pretensão dos credores de trazerem medidas aniquiladoras para cima da mesa mostra que a chantagem à Grécia está a atingir o auge". Os credores, acrescentou, têm de falar sobre um alívio da dívida. 


8h12
- Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos, já deu o tom. Num primeiro Tweet, o francês deixou apenas uma frase: "Onde há vontade, há um caminho". 


O dia vai ser longo em Bruxelas. Para as oito está marcada o retomar da reuniões do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, com Christine Lagarde (FMI), Jean-Claude Juncker (Comissão Europeia) e Mario Draghi (BCE). Segue-se novo Eurogrupo às 12h e o Conselho Europeu às 15h. Haverá acordo com a Grécia?




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