Zona Euro Crise grega ao minuto, terça, 7 de Julho: Europa dá cinco dias à Grécia para chegar a acordo e já tem cenário de 'grexit' preparado em detalhe

Crise grega ao minuto, terça, 7 de Julho: Europa dá cinco dias à Grécia para chegar a acordo e já tem cenário de 'grexit' preparado em detalhe

Os governos dos países do euro voltaram a mostrar-se dispostos a financiar um terceiro resgate para a Grécia mas exigem de Atenas um plano "credível e viável" de longo prazo, que Alexis Tsipras ficou de apresentar até ao fim desta semana. Após seis meses de avanços e inúteis recuos, pela primeira vez os líderes europeus dizem estar agora preparados para um 'Grexit'. Nova cimeira - agora com os líderes dos 28 países da União Europeia - ficou pré-agendada para domingo. Esse será o dia "D".

23h56 - O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, anunciou a realização de um Eurogrupo no próximo sábado, 11 de Julho.

23h50 - O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras disse nesta terça-feira, no final de mais uma cimeira extraordinária sobre a Grécia, que está a procurar uma "última saída" para a crise que ponha termo ao cenário de 'Grexit', e prometeu apresentar propostas de reforma "economicamente viáveis" até ao fim desta semana a troco de um terceiro resgate europeu.

23h17
 - Jean-Claude Trichet, antecessor de Draghi na presidência do BCE, opõe-se a um eventual perdão de dívida à Grécia, mas é favorável ao prolongamento das maturidades de dívida pública helénica. Trichet é ainda a favor de uma redução das taxas de juro associadas à dívida grega.


22h58 - 
O primeiro-ministro de Itália mostrou-se confiante de que o governo grego vai apresentar um "plano credível". 

22h57
O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, afirmou que a cimeira de domingo pode ser evitada se, até lá, a Grécia apresentar "um bom plano". 


22h19
 "Quem são eles? E quem pensam eles que eu sou?", questionou Jean-Claude Juncker visivelmente irritado em reacção às palavras proferidas por Yanis Varoufakis a 4 de Julho. Nessa altura, o antigo ministro das Finanças grego afirmou "que há um nome ao que estão a fazer com a Grécia: terrorismo". "É terrorismo. Porque nos forçaram a fechar os bancos? Para injectar medo nas pessoas. E quando se trata de estender o terror, a esse fenómeno chama-se terrorismo", disse Varoufakis em entrevista ao El Mundo.


22h11 - 
François Hollande afirmou que as consequências de não existir um acordo entre as duas partes serão "sérias", e que a França tem que considerar esta possibilidade. "Estamos num momento crucial para a Grécia", afirmou Hollande.   

21h57 - Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, anunciou que os líderes dos Estados-membros do euro irão aguardar pela apresentação, "em detalhe", das propostas gregas. E reconheceu que se não forem encontrados consensos, chegará o fim das negociações e suas consequências. Tusk apontou a bancarrota da Grécia e o colapso do seu sistema financeiro como resultado imediato de um hipotético ponto final nas conservações sem um acordo final.


21h55 - 
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, assumiu o que até hoje nunca tinha sido claramente afirmado: "A Comissão está preparada para tudo. Temos o cenário de 'Grexit' preparado em detalhe". E apesar de se mostrar "profundamente contra o 'Grexit'", Juncker admitiu que não pode evitá-lo". E prosseguiu dizendo que independentemente de haver ou não acordo, a União Europeia não deixará de prestar auxílio ao povo grego e, desse modo, revelou que a Comissão também tem "preparado o cenário de ajuda humanitária para a Grécia".


21h50
- Está a decorrer a conferência de imprensa conjunta de Donald Tusk e Jean-Claude Juncker. Na sua intervenção inicial, o presidente do Conselho Europeu afirmou que só restam "cinco dias para encontrar um acordo". "Tenho evitado falar em prazos, mas desta vez tenho que ser claro: um acordo tem que ser alcançado esta semana." 


21h41
- O ministro austríaco das Finanças disse que o pedido da Grécia de um programa de ajuda através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) é "muito vago". Só pode arrancar sob condições específicas, acrescentou Hans Joerg Schelling. Já o chanceler austríaco, Werner Faymann, avançou que se não houver um acordo na cimeira dos 28 líderes da UE, no próximo domingo, terá de se começar a preparar um Plano B.

 

21h39 – O primeiro-ministro português afirmou que Alexis Tsipras se comprometeu a apresentar esta quarta-feira um pedido de terceiro resgate e dois dias depois um programa de reformas associado a esse terceiro resgate. Passos Coelho disse ser fundamental o governo grego recuperar a confiança dos seus pares, e avisou que, face à acentuada degradação da situação económica e financeira do país, um eventual acordo sobre um terceiro resgate deverá exigir um "compromisso financeiro duas vezes maior" por parte dos parceiros europeus, uma "grande capacidade de implementação" por parte do Governo grego e "novos sacrifícios por parte do povo grego".


21h41-
Angela Merkel anuncia que a próxima quinta-feira é a data limite para as autoridades gregas apresentarem uma nova proposta. Só depois de Atenas apresentar uma proposta de longo-prazo é que poderá ser discutido um financiamento de curto-prazo como pretendido pelo governo helénico. A chanceler alemã diz que a Grécia precisa de um resgate para mais do que um ano. 

21h29-
Matteo Renzi já confirmou que no próximo domingo haverá um conselho europeu para discutir a crise grega. Renzi garante que a reunião de domingo será decisiva. No final do encontro deste terça-feira, o primeiro-ministro italiano avisou que o destino da Grécia depende dela própria. 

21h23-
A cimeira dos líderes dos Estados-membros da Zona Euro já terminou. Em breve começarão a surgir as primeiras reacções.

20h43- Fonte oficial do governo francês citada pela Bloomberg, garante que um empréstimo ponte que assegure o financiamento da Grécia durante o período de negociações só pode ser alcançado mediante um prévio acordo final sobre o programa completo que Atenas terá de implementar. Programa esse que poderá ter uma duração de entre dois a três anos, acrescentou a mesma fonte.

20h37-
Hillary Clinton afirmou que é fundamental uma solução para a crise grega. Na linha do presidente Obama, a candidata presidencial sustentou ser "imperativo" um acordo entre os credores e Atenas que permita ultrapassar o que designou de "tragédia".  

20h33- 
Alexis Tsipras recebeu uma mensagem de felicitações do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro. Castro escreveu a Tsipras felicitando-o pela "brilhante vitória política", no que parece uma alusão à clara vitória do "não" no referendo grego do passado domingo. 


20h25 -
Os socialistas europeus pedem rapidez sobre um acordo "justo e equilibrado" e dizem que a saída da Grécia do euro não é uma opção que deva estar sobre a mesa dos líderes europeus. Numa declaração também assinada por António Costa, líder do PS, pede-se uma estratégia assente em mais investimento e reformas, sem fazer referência ao alívio da dívida pública.

 

20h15 - O vice-ministro grego do Interior admitiu que os bancos gregos não reabrirão esta semana, avança a edição online helénica do Huffington Post. "É da exclusiva responsabilidade do BCE aumentar os limites de liquidez. Era essa a situação antes do referendo e é isso que pode continuar a fazer. (…) Têm de ser tomadas decisões esta semana. Não é tecnicamente possível os bancos reabrirem esta semana, mas têm de regressar a uma trajectória de normalidade. A economia não pode andar sem os bancos", afirmou George Katrougalos.

Recorde-se que os bancos deveriam ter reaberto hoje, mas ontem o governo anunciou que isso só aconteceria na quinta-feira, 9 de Julho. 


20h05 -
A Casa Branca confirmou entretanto que o presidente Barack Obama voltou hoje a conversar com a chanceler alemã, Angela Merkel. Obama insistiu na importância de se evitar um cenário de "Grexit".

19h46 -
 O governo grego enviará ainda esta noite ao Eurogrupo uma carta formalizando o pedido de um novo empréstimo de emergência destinado a cobrir as necessidades financeiras deste mês, entre a quais está o reembolso de cerca de 3,5 mil milhões de euros ao BCE, avança a agência noticiosa grega estatal. No início do dia, falava-se da intenção de Alexis Tsipras de pedir sete mil milhões de euros - é ainda muito incerto quem, e com que condições, asseguraria essa ajuda de urgência. Ao mesmo tempo, Atenas deverá pedir um empréstimo de médio prazo ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo de resgate detido pelos países do euro, o que obrigará a uma nova negociação sobre a condicionalidade que ficará escrita num novo memorando, com metas orçamentais e reformas prometidas pelos gregos.

 

19h33- Euclid Tsakalotos, o novo ministro grego das Finanças, afiançou a existência de "vontade política dos parceiros do euro para um novo começo" nas negociações com a Grécia.

19h12- Um grupo de economistas, entre os quais o francês Thomas Piketty, pediram à chanceler alemã, Angela Merkel, que altere a sua postura relativamente à Grécia, para evitar danos graves para a Zona Euro. Numa carta enviada à líder alemã a que o diário alemão Tagesspiegel teve acesso, o grupo diz que "apontaram uma arma à cabeça do governo grego e agora estão a ameaçar que apertam o gatilho".

 

"Mas com essa bala não morre apenas o futuro da Grécia na Europa. Os danos colaterais destruirão a Zona Euro como farol de esperança, democracia e bem-estar. As consequências serão sentidas em todo o mundo", argumentam os especialistas.


Por isso, os economistas pedem à chanceler para que "assuma um papel de liderança, vital para a Grécia, Alemanha e o mundo" e que dê "passos generosos e valentes". "As decisões que tomar esta semana irão constar nos livros de história", lê-se na missiva.


18h58-
Uma fonte do governo grego, citada pela Reuters, esclarece que Atenas pretende ter acesso a uma solução interina que garante o financiamento necessário até ao final do presente mês de Julho. O que permitiria negociar, durante este período, um acordo viável de longo-prazo.


18h42 - 
O presidente do Conselho Europeu quer uma decisão esta noite sobre a viabilidade de um programa de resgate da Grécia. Donald Tusk, que está a presidir à cimeira de líderes da Zona Euro que decorre em Bruxelas, pretende que os chefes de Estado e de Governo se pronunciem ainda hoje sobre se a Grécia pode ou não obter um novo pacote de assistência, de mais longo prazo, através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

Apesar de estar previsto que a Grécia apresente na quarta-feira a sua candidatura ao MEE, responsáveis europeus citados pelo The Guardian dizem que talvez Alexis Tsipras surpreenda e apresente as suas propostas ainda esta noite na cimeira dos líderes da Zona Euro.


18h30 - 
O ministro grego da Economia disse à CNBC que a Grécia vai pedir amanhã um acordo para vigorar entre 18 meses a dois anos, no sentido de obter fundos através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). Giorgos  Stathakis declarou também que espera uma mensagem positiva esta noite por parte dos líderes europeus e que o BCE aumente a linha de liquidez de emergência à banca grega. Sublinhou ainda que o pagamento de salários e pensões na Grécia poderá ser feito na próxima semana, "com ou sem acordo" com os credores. "Há dois anos que os investidores andam a prever que a Grécia entre em ‘deafult’. Esperemos que uma vez mais estejam enganados", afirmou Stathakis.


18h25 - 
Nova cimeira neste domingo? Segundo o correspondente do Financial Times em Bruxelas corre já nos corredores a possibilidade de os líderes do euro voltarem a reunir-se no fim-de-semana, supostamente já com propostas concretas e completas sobre a mesa em torno do terceiro resgate para a Grécia e respectiva condicionalidade.

 

18h06 - A Cimeira Europeia já está a decorrer, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na sua conta no Twitter.

 


18h01- Uma fonte do governo grego, citada pela Reuters, esclarece que Atenas pretende ter acesso a uma solução interina que garante o financiamento necessário até ao final do presente mês de Julho. O que permitiria negociar, durante este período, um acordo viável de longo-prazo.

17h45
 - O presidente do Conselho Europeu quer uma decisão esta noite sobre a viabilidade de um programa de resgate da Grécia. Donald Tusk, que está a presidir à cimeira de líderes europeus que decorre em Bruxelas, pretende que os chefes de Estado e de Governo se pronunciem ainda hoje sobre se a Grécia pode ou não obter um novo pacote de assistência, de mais longo prazo, através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

Apesar de estar previsto que a Grécia apresente na quarta-feira a sua candidatura ao MEE, responsáveis europeus citados pelo The Guardian dizem que talvez Alexis Tsipras apresente as suas propostas ainda esta noite na cimeira.

17h36 - O ministro grego da Economia disse à CNBC que a Grécia vai pedir amanhã um acordo para vigorar entre 18 meses a dois anos, no sentido de obter fundos através do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM). Giorgos  Stathakis declarou também que espera uma mensagem positiva esta noite por parte dos líderes europeus e que o BCE aumente a linha de liquidez de emergência à banca grega. Sublinhou ainda que o pagamento de salários e pensões na Grécia poderá ser feito na próxima semana, "com ou sem acordo" com os credores. "Há dois anos que os investidores andam a prever que a Grécia entre em ‘deafult’. Esperemos que uma vez mais estejam enganados", afirmou Stathakis.

 

17h31- A Reuters cita fontes do governo grego que revelaram estar a proceder a algumas "melhorias" à proposta de terceiro resgate apresentada na terça-feira da semana passada, 30 de Junho, dia em que terminou o segundo memorando. Essas propostas serão discutidas ainda hoje no encontro dos líderes dos Estados-membros do euro e amanhã no Eurogrupo que decorrerá por teleconferência.

 

17h29- Enda Kenny, primeiro-ministro da Irlanda, chegou à cimeira constatando que o tempo para um acordo está a escassear, e que é tempo de fazer chegar "alguma esperança e estabilidade à população grega que está a sofrer". "Estou muito ansioso por saber o que o primeiro-ministro Tsipras tem para nos dizer", acrescentou.


17h25 -
 Matteo Renzi diz acreditar numa "solução técnica para a Grécia", mas diz estar mais preocupado em encontrar uma "solução política para a Europa". "Acho que os governantes gregos têm todo o interesse em estar no euro e para isso precisam de cumprir as regras, mesmo que estas possam ser interpretadas com alguma flexibilidade". "A decisão de ficar ou não no euro está nas mãos do governo grego e é importante falarmos da Grécia, mas se a Europa não apostar no crescimento e na inovação, a Europa como a conhecemos acabará. E essa discussão é ainda mais importante", diz o primeiro-ministro italiano.

 

17h20- "A Europa pode encontrar soluções para tudo, mas para isso é preciso que as partes dialoguem e confiem uma na outra. Esse ainda não é o caso", avisa a presidente da Lituânia Dalia Grybauskaite, ao não esconder a sua exasperação pelo comportamento do governo grego. 


17h11-
O economista Paul Krugman volta a afirmar que o futuro mais provável para a Grécia passa pela saída da Zona Euro. O prémio Nobel da Economia insiste que o programa da troika é inviável e continuaria a ser inviável independentemente dos esforços que os gregos estivessem disponíveis a aceitar. Krugman diz que a Grécia "foi empurrada para um ciclo de dor ainda pior e sem esperança".

16h49-
Merkel, Hollande, Tsipras e Juncker já estão reunidos. Este encontro antecede a reunião dos líderes dos Estados-membros da moeda única.

16h47- O primeiro-ministro da Estónia, Taavi Rõivas, mostrou-se "surpreendido" pelo facto de a Grécia não ter apresentado nenhuma proposta no Eurogrupo realizado esta manhã. Para Taavi Rõivas, a situação na Grécia é "muito mais difícil" após o referendo deste domingo. A Grécia "desperdiçou demasiado tempo" e agora "restam poucas opções", pelo que ainda há muito trabalho pela frente, insistiu o governante estónio. 

16h45 - À chegada à cimeira de Bruxelas, François Hollande repetiu o que disse ontem em Paris, após o encontro com Angela Merkel. "Queremos que a Grécia permaneça na Zona Euro mas para isso é preciso que o governo grego faça propostas sérias e credíveis". O presidente francês espera que as medidas e reformas enunciadas pelo novo ministro grego das Finanças no Eurogrupo que acaba de terminar sejam agora rapidamente concretizadas e completadas – possivelmente amanhã, quarta-feira.

Em causa, está um novo - o terceiro – programa de assistência financeira de "médio prazo" à Grécia, que terá de prever uma "ajuda imediata", disse Hollande. Em 20 de Julho, a Grécia precisa de reembolsar ao BCE cerca de 3,5 mil milhões de euros, verba que só terá se, até lá, houver um novo empréstimo europeu. "Temos todos de fazer prova de solidariedade, de responsabilidade mas também de rapidez", apelou Hollande.

 

16h39- Alexis Tsipras apresentou a proposta grega ao presidente norte-americano, Barack Obama. Os Estados Unidos têm insistido, junto de Atenas e Bruxelas, sobre a necessidade de um acordo que salvaguarde a permanência grega no euro. 

16h29-
Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, preferiu destacar o tom positivo com que decorreram as conversações com a Grécia no encontro desta manhã do Eurogrupo. Moscovici diz que ainda há muito trabalho pela frente. 

16h27-
Também o ministro das Finanças finlandês disse que o Eurogrupo precisa receber uma proposta grega antes de iniciar os procedimentos habituais. Alexander Stubb revelou que não está a ser avaliado um empréstimo ponte (de curto prazo) para a Grécia, porque aquilo que Atenas necessita é de um empréstimo que assegure o financiamento da Grécia no médio-prazo. O que exige "reformas económicas sustentáveis", acrescentou Stubb. "O novo ministro grego [das Finanças] é muito agradável e bem-educado"



16h20-
Angela Merkel defende que solidariedade para com a Grécia "não é possível" sem que as autoridades helénicas façam reformas estruturais. Apesar de a chanceler alemã considerar que não há ainda uma base comum suficiente, lembra que já não há muito tempo de sobra: "Já não é uma questão de semanas, mas de dias".

16h13-
Os líderes europeus da Zona Euro já começaram a chegar para o encontro desta tarde. Jean-Claude Juncker, presidente da Comisssão Europeia, garante que a solução para a crise grega "depende de Alexis Tsipras".

16h09-
 À saída do Eurogrupo de hoje, Jeroen Dijsselbloem disse aos jornalistas que amanhã os ministros das Finanças da Zona Euro irão discutir, via teleconferência, o pedido de terceiro resgate que a Grécia irá apresentar esta quarta-feira. Dijsselbloem diz que só depois da apresentação do pedido de um novo programa serão reiniciadas as negociações. O político holandês diz mesmo que está disponível para receber esse pedido ainda hoje. 

16h00 –
Antes do início da cimeira, Tsipras deverá ter um encontro com Angela Merkel e François Hollande, de acordo com a Reuters.

15h55 - Em declarações à Reuters, fonte do Governo grego nega que o ministro das Finanças tenha ido de mãos vazias para o Eurogrupo, tendo apresentado uma proposta que tem por base a que tinha colocado em cima da mesa na semana antes do referendo. "Será verdade que não temos propostas, ou antes que eles não gostaram das nossas propostas?", questionou esta fonte citada pela Reuters.

15h42 - De acordo com a Bloomberg, que cita fontes oficiais, a Grécia vai submeter ao MEE (fundo de resgate do euro) um novo pedido formal de resgate. A nova carta será enviada esta quarta-feira, de acordo com o que o ministro das Finanças grego terá dito aos seus colegas do Eurogrupo. Ainda de acordo com a Bloomberg, os ministros das Finanças do euro terão ficado frustrados com a falta de novidades apresentada pela Grécia, falando-se já de uma nova reunião do Eurogrupo. Esta tarde há cimeira de líderes da Zona Euro. 

15h41 -
A reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro já terminou. Espera-se agora declarações do presidente do Eurogrupo.

 


15h36  -
Donald Tusk e Mario Draghi estão reunidos a esta hora para analisar a situação grega. O encontro antecede a Cimeira Europeia, marcada para as 17h30.

15h25
- Segundo a Reuters, o novo ministro grego das Finanças só "talvez" amanhã, quarta-feira 8 de Julho, apresentará novas propostas por escrito ao Eurogrupo. Vários meios de comunicação internacionais, como o Financial Times e o Kathimerini, já tinham avançado que a Grécia não terá apresentado novas propostas à reunião extraordinária do Eurogrupo, que será seguida de uma cimeira dos líderes dos países do euro, ambas convocadas deliberadamente para discutir a situação do país depois da vitória do "não" ao acordo com os credores no referendo de domingo. "Disseram-nos que talvez submetam amanhã um novo pedido [de resgate] e propostas [de reformas e contenção orçamental]", escreve a Reuters citando fonte europeia. "Se tencionam mesmo apresentar alguma coisa formal amanhã, talvez já não encontrem ninguém para a ler".

 

15h23 - Sigmar Gabriel, vice-chanceler da Alemanha e líder do SPD (família socialista) admitiu que foi um erro permitir a entrada da Grécia no euro em 2002. "A entrada da Grécia no euro foi feita, tendo em conta o que sabemos hoje, de forma muito ingénua" e "o pior é que estamos todos a assistir (a isso) há demasiado tempo", disse em entrevista à revista alemã Stern.


15h21 -O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, estará esta quarta-feira no Parlamento Europeu, estando previsto que fale aos eurodeputados durante a manhã. O anúncio foi efectuado pelo presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, nas redes sociais.

 

 


15h13 -
Paolo Gentiloni, ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, diz que os gregos devem culpar os governos que elegeram ao longo dos últimos 15 anos pela situação em que estão, e não "os alemães maus".

 

15h10 - O presidente do banco central da Letónia, Ilmars Rimsevics, admitiu a probabilidade de a Grécia sair do euro e acredita que, nesse cenário, a união monetária pode sair fortalecida. "A nação grega tem sido corajosa e votou no sentido de se excluir da zona euro". "A consequência global é que vemos um Estado que não manteve suas promessas, que não fez o trabalho de casa necessário, a poder estar fora da Zona Euro um dia. E isso significa que a Zona Euro pode tornar-se mais forte."

 

14h49 - Vários meios de comunicação internacionais, como o Financial Times e o Kathimerini estão a avançar que a Grécia não terá apresentado novas propostas na reunião do Eurogrupo desta terça-feira. Escreve o FT, que cita três fontes europeias, que o novo ministro grego das Finanças chegou ao encontro de "mãos vazias" e prometeu trazer novas propostas amanhã. Já o Telegraph cita uma fonte grega, segundo a qual Euclid Tsakalotos trouxe algumas emendas às propostas que foram rejeitadas pelos gregos em referendo. Outras fontes ainda dizem que Tsakalotos apresentou as propostas oralmente e fa-lo-á por escrito amanhã.


14h19 - 
O presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, escreveu uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, onde afirma que o resultado do referendo de domingo não constitui um mandato para o país sair da Zona Euro, mas antes um apelo para que das negociações com os credores resulte um acordo "socialmente justo e economicamente" viável.

A carta, que está a ser citada pelo Guardian, formaliza uma frente comum parlamentar (Syriza, To Potami, Nova Democracia, Gregos Independentes e Pasok) favorável a um acordo "viável" e "justo" com os credores que também uma discussão sobre "o problema da viabilidade da dívida pública grega".


14h01 - 
Dijsselbloem deverá falar aos jornalistas após a reunião do Eurogrupo, revela o Conselho Europeu através do Twitter. 

 


12h40 -
Alex Stubb, ministro finlandês das Finanças, diz que é preciso olhar para as necessidades financeiras de curto prazo mas descarta um "empréstimo ponte" para o Estado grego. Segundo a imprensa italiana, Alexis Tsipras pedirá esta tarde sete mil milhões de euros em financiamento de emergência à União Europeia (possivelmente  para acções de assistência humanitária, já que dinheiro do orçamento comunitário não pode pagar dívidas de Estados).

Stubb diz que a Finlândia "fará todo o possível para manter a Grécia no euro" mas num novo, e terceiro, programa de assistência a condicionalidade "não vai ser aliviada". "Sejamos claros: temos cinco mil milhões de euros comprometidos com a Grécia, ou seja 10% do nosso Orçamento ou 2,5% do nosso PIB. Não estamos fechados a novos empréstimos, mas se damos empréstimos requeremos condições. Isso também é democracia". O ministro finlandês também não quer falar de mais perdões de dívida à Grécia, dizendo que já houve dois, em 2011 e em 2012, que abateram mais de 100 mil milhões aos encargos gregos.


12h31 -
A Cimeira de Líderes desta tarde tem nova hora. Foi atrasada em meia hora. Deve, agora, começar às 18h30 em Bruxelas (17h30 em Lisboa), de acordo com a conta de Twitter do Conselho Europeu.


12h30
- "Hoje precisamos de uma chanceler de ferro". A frase é a manchete do jornal alemão Bild ilustrado com uma fotografia de Angela Merkel com um capacete prussiano. Nas páginas seguintes o mesmo jornal sugere um plano de cinco pontos para Merkel endurecer o discurso na Cimeira de Líderes de hoje à tarde. A Reuters sugere que esta é mais uma demonstração de que Merkel vai para a Cimeira sob pressão interna para ser dura com a Grécia. Membros do seu partido (CDU), acrescenta a agência internacional, têm sugerido que o euro ficava melhor sem a Grécia. Também o partido da coligação, SPD, tem endurecido a posição.

 


12h29- 
Alexis Tsipras já terá pedido aos credores uma espécie de "empréstimo ponte" de sete mil milhões de euros. A imprensa italiana, citando fontes europeias, avança que é este o montante pretendido por Atenas de forma a assegurar os compromissos financeiros do país até à formalização de um acordo final com as instituições. Este montante permitiria à Grécia cumprir os pagamentos previstos e impedir a entrada do país em incumprimento. 

12h19- Luis de Guindos, ministro espanhol das Finanças, diz que, ao fim de seis meses improdutivos, "estamos praticamente sem tempo; estamos nos últimos segundos". "Vamos agora ouvir o que nos pede o novo ministro grego. Têm direito a pedir-nos um terceiro programa, mas evidentemente há condições e o programa leva tempo a negociar e, entretanto, os bancos não abrem e a economia degrada-se", avisou. "Um ‘Grexit’ não é solução que ninguém queira, mas o governo grego tem de assumir as condições para o evitar. A bola está no campo grego". Falar de perdão ou de reestruturação de divida não é urgente (nas condições actuais, Atenas só começará pagar juros pelos empréstimos europeus em 2022), urgente é avançar com um terceiro programa" sendo "fundamental" que se respeitem as regras do euro, acrescentou o ministro espanhol.

12h15 – O ministro italiano das Finanças, Pier Carlo Padoan, diz que chega a Bruxelas com um espírito construtivo mas avisa que a solução para a Grécia muito depende das propostas do Governo grego. Padoan espera que neste encontro do Eurogrupo se possa falar de como acelerar a integração na união monetária – etapa que muitos consideram fundamental em caso de um Grexit – e considera que a relativa calma nos mercados é sinal de que compreendem que a Zona Euro está hoje mais capaz de se proteger de crises.

12h07- O ministro das Finanças da Letónia, Janis Reirs, lembra que também o seu país contraiu 20% e cortou 30% nos salários e nos efectivos da função pública antes de se tornar numa das economias que mais cresce na Europa. Diz que "há seis meses que espera propostas concretas e credíveis do governo grego que até agora só consegui deteriorar a economia" e que "sem propostas concretas e credíveis, a Letónia não está disponível para procurar novas soluções para a Grécia". Sublinha ainda que "de forma alguma admitiremos que se fale de não pagar empréstimos", como Atenas tenciona, e avisa que mesmo que haja um acordo sobre um terceiro resgate não será rápido operacionalizar um novo empréstimo do Mecanismo de Estabilidade Europeu para a Grécia.

12h05 - O povo francês é maioritariamente a favor da saída da Grécia da Zona Euro, após os resultados do referendo grego de domingo passado, revela uma sondagem publicada hoje pelo jornal "Le Parisien". A sondagem, realizada pelo Instituto Odoxa, indica que, após os gregos terem dito 'Não' às propostas dos credores e à austeridade, os franceses alteraram a sua opinião quanto à saída da Grécia da Zona Euro.

 

12h04 - Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, diz que é preciso respeitar o resultado do referendo grego e que a Europa continua disposta a ajudar a Grécia, mas que essa possível ajuda depende de o Governo grego negociar um programa que, ao mesmo tempo, recusa. Diz estar com grande expectativa sobre o que proporá hoje o novo ministro grego das Finanças.

 

12h00 - Valdis Dombrovski, vice-presidente da Comissão Europeia, diz que neste momento a saída da Grécia do euro não pode ser excluída. "Não é a nossa intenção, mas se não houver confiança não podemos excluir um Grexit". "A Grécia está perante um desafio imenso e imediato porque infelizmente este meio ano foi desperdiçado". "O que precisamos agora é de propostas abrangentes e credíveis da parte da Grécia. Precisamos de restaurar a confiança entre as 19 democracias do euro e só depois podemos mover-nos", sublinhou.

11h56 - Peter Kazimir, ministro das Finanças da Eslováquia, repete que "linha vermelha" para o seu país é falar de perdão de dívida grega  - estender ainda mais prazos, como está previsto desde 2012, até poderá vir a ser aceite, acrescenta – e diz estar "céptico" sobre a possibilidade de ser hoje encontrado um acordo.  Kazimir diz ainda que é preciso rapidamente acabar com um impasse que não é bom para a Grécia nem para a Zona Euro. "Nas próximas horas, semanas, temos de ir para um lado ou para o outro".


11h55 -
A nova proposta que a Grécia se prepara para apresentar aos congéneres europeus deverá ser muito parecida com o plano que foi rejeitado no referendo pelos gregos, revela o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, citado pelo Guardian. A proposta mantém a redução do IVA para as ilhas, deixa o IVA da restauração nos 13% e contém cortes limitados nos gastos com a defesa.

11h43 - Pierre Moscovici, comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos, repete que a "bola está do lado grego". Diz que a Comissão Europeia fará "tudo" para evitar a saída da Grécia do euro – "isso seria um tremendo falhanço colectivo" –, que é possível acordar um novo programa e empréstimo à Grécia,  mas isso exige, antes de mais, que o Governo grego apresente propostas "concretas, completas, tangíveis, credíveis e eficazes" para que se possa dar início ao processo.

 

11h37 - Jeroen Dijsselbloem, ministro holandês das Finanças e presidente do Eurogrupo, chegou logo depois do grego. Disse que terá um encontro a dois antes do início da reunião e explicou que, depois de o povo grego ter chumbado o anterior acordo, o propósito é ouvir as novas propostas do Governo grego que espera que sejam "credíveis e viáveis".


11h31 -
Sem gravata e de mochila às costas, Euclid Tsakalotos, o novo ministro grego das Finanças, foi dos primeiros a chegar ao "Justus Lipsius", sede do Conselho da União Europeia, em Bruxelas, onde vai decorrer o encontro entre os ministros das Finanças dos países do euro (Eurogrupo). O sucessor de Yanis Varoufakis, dispensado por Alexis Tsipras depois de o "não" ao acordo com os credores ter vencido o referendo por uma ampla margem, não prestou declarações.


10h54 -
"A entrada da Grécia no euro é vista da perspectiva de hoje como muito ingénua", afirmou Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão e parceiro de coligação de Angela Merkel, numa entrevista, citado pelo Guardian. "O pior é que já todos tinham visto [isso] há muito tempo", acrescentou.


10h10 -
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, garantiu que quer que a Grécia se mantenha na Zona Europa. Em conferência de imprensa afirmou, segundo o Guardian: "Sou a favor de se manter junta a Zona Euro. Os que a querem separar estão errados". Foi questionado depois de ter dado uma entrevista no domingo a um jornal alemão dizendo que a Grécia poderia ter de introduzir nova moeda. Esta terça-feira acrescentou que, no entanto, tudo depende das propostas do Governo grego. "O contronto não é a solução". "A minha opinião pessoal é que o Grexit não pode ser o nosso objectivo", declarou, garantindo, ainda, nunca ter pedido a demissão de Alexis Tsipras.

8h56 - "Não podemos correr o risco da Grécia sair da Zona Euro", declarou, esta manhã, o primeiro-ministro francês Manuel Valls, à rádio RTL francesa. "Existe base para um acordo. Não há qualquer tabu no tema da reestruturação da dívida grega". A Grécia vai ser o tema principal do debate extraordinário na Assembleia nacional francesa esta quarta-feira. Manuel Valls comentou o encontro realizado ontem entre Merkel e Hollande, do qual saíram expressões de solidariedade. 

O primeiro-ministro francês considera, ainda, que o povo grego não se expressaram pela saída da Zona Euro. "Eles são profundamente europeus", acrescentou, mas pediu que Alexis Tsipras assuma as suas responsabilidades e apresente, esta tarde, propostas ao Conselho Europeu e comece a realizar as reformas necessárias na Grécia.


8h48 -
A bolsa grega vai continuar fechada durante esta terça-feira e quarta-feira, de acordo com a porta-voz da bolsa helénica, Alexandra Grispou, citada pela Bloomberg.

8h27
- Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, está no Parlamento Europeu, para balanço da presidência da Letónia, mas a Grécia foi o tema que centrou o arranque da sua intervenção. "A União Europeia está preparada para fazer o que for necessário para alcançar um acordo com a Grécia", declarou, citado pela Bloomberg. Mas, e voltam as metáforas desportistas, "a bola está no lado do governo grego". Para Juncker é inaceitável que tenham apelidado os parceiros europeus de terroristas. Juncker reagia assim às declarações de Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças gregos, que no fim-de-semana, em entrevista ao El Mundo, não foi de meias palavras ao clamar ser terrorismo o que estavam a fazer com a Grécia.


Jean-Claude Juncker não gostou das declarações de Varoufakis que já não será o interlocutor pela Grécia. Ontem foi nomeado novo ministro das Finanças, tendo a escolha recaído em Euclid Tsakalotos.

No Parlamento Europeu, Juncker volta a reafirmar que o Grexit deve ser evitado e que a Comissão Europeia está a trabalhar para que as negociações sejam reabertas. O presidente da Comissão Europeia voltará a falar com Alexis Tsipras para discutir os resultados do referendo, até porque, disse Juncker, os gregos votaram sobre um texto que já não está em cima da mesa. "Respeitarei o voto do povo grego".

 

8h20 - As bolsas europeias abriram em alta ligeira e os juros da dívida a descer.


PONTO DE SITUAÇÃO NA CRISE GREGA


Depois do "não" ter vencido no referendo de domingo, voltam as negociações entre a Grécia e os credores. Já sem Yanis Varoufakis como ministro das Finanças. Esta terça-feira, 7 de Julho, decorrerá um Eurogrupo que se inicia por volta da hora do almoço e os líderes europeus também se reunirão ao final do dia.

 

Ontem estiveram reunidos os líderes da Alemanha, Angela Merkel, e da França, François Hollande, tendo no final pedido propostas "sérias" a Alexis Tsipras, que as prometeu apresentar esta terça-feira, 7 de Julho.


O primeiro-ministro grego falou também com o presidente do Banco Central Europeua (BCE), Mario Draghi, tendo pedido ao responsável um aumento da liquidez para a banca grega, que continua fechada, pelo menos, até quarta-feira. Os bancos deviam reabrir esta terça-feira, 7 de Julho, mas o encerramento dos balcões fori prolongado. O BCE manteve o tecto para a linha de emergência para a banca, mas obrigou os bancos gregos a reforçarem os colaterais




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