Zona Euro Crise grega ao minuto, 9 de Julho: Eurogrupo confirma que já recebeu propostas do Governo de Atenas

Crise grega ao minuto, 9 de Julho: Eurogrupo confirma que já recebeu propostas do Governo de Atenas

O governo grego aprovou o programa de reformas e o pacote de austeridade que se compromete a implementar a troco do terceiro resgate. Prevê-se que o acordo seja fechado no domingo, mas a resolução da situação não será fácil, avisa Mario Draghi. Acompanhe aqui os desenvolvimentos do dia.
Crise grega ao minuto, 9 de Julho: Eurogrupo confirma que já recebeu propostas do Governo de Atenas

01h56 - Em resumo, o ‘pacote’ enviado aos credores inclui três documentos, conforme sublinha o Financial Times. O primeiro é uma carta de Alexis Tsipras aos líderes das instituições credoras (Jean-Claude Juncker, Mario Draghi e Christine Lagarde) o segundo é uma carta de Euclid Tsakalotos ao presidente do Eurogrupo e o terceiro é o plano (de 13 páginas) com as reformas propostas por Atenas e que deverão ainda ser completadas, uma vez que há medidas ainda bastante vagas. 


01h31 - 
O economista-chefe do FMI escreveu esta noite no seu blog que os gregos poderão precisar de um alívio da dívida ainda mais significativo do que aquilo que foi avançado pelo Fundo no relatório, divulgado na semana passada, sobre a sustentabilidade da dívida helénica.

Olivier Blanchard admite que os credores europeus não têm estado do lado do FMI na sua avaliação, quando no passado dia 2 de Julho o organismo liderado por Christine Lagarde sublinhou no seu relatório que a Grécia precisava de um alívio da dívida em larga escala (cerca de 30% do seu PIB).


01h09 - 
As propostas de Atenas foram já colocadas no website do Governo grego.

Nessas propostas não há referência a alívio ou sustentabilidade da dívida grega. "Há 8 menções à ‘dívida’ nas propostas gregas, mas 0 menções ao alívio/sustentabilidade da dívida", comenta um jornalista do The Telegraph. 

Mas, num documento enviado em anexo às propostas, o Governo refere a necessidade de um compromisso relativamente ao alívio da dívida a partir de 2022. É esse também o ano em que a Grécia começa a pagar os juros sobre os empréstimos europeus, recorda o The Telegraph.

Leia aqui, em inglês, as propostas enviadas pelo Governo de Alexis Tsipras.


00h12 -
Os futuros das bolsas norte-americanas e japonesas seguem a ganhar terreno, a par com o euro face ao dólar, depois de a Grécia ter apresentado uma proposta aos credores que é muito similar à de 26 de Junho. Os mercados estão assim a reagir em alta ao facto de Atenas poder estar disponível para fazer concessões em questões que há muito geravam um impasse entre as partes.

O índice norte-americano S&P 500 soma 0,9% para 2.059,25 pontos na negociação fora do horário regular, ao passo que o índice nipónico Nikkei 225 avança 1%. Já o euro segue a ganhar 0,2% para 1,1063 dólares. 

23h53 - 
A proposta do Governo grego já chegou ao parlamento helénico. A Grécia pretende receber uma ajuda financeira de pelo menos 53,5 mil milhões de euros, avança a Bloomberg, sublinhando que a proposta é muito semelhante à que Tsipras tinha enviado no passado dia 26 de Junho à Comissão Europeia.


23h00 - 
O Partido Comunista grego apelou aos seus apoiantes para que se manifestem na Praça Omonia contra as medidas propostas pelo Governo de Tsipras aos credores. "Digamos ‘Não’ a este memorando bárbaro. Lutemos agora para cancelarmos os planos de empobrecer o povo", instou o partido num comunicado divulgado esta noite.


21h27 - 
Michel Reijns, porta-voz do presidente do Eurogrupo, confirmou na sua conta de Twitter que Jeroen Dijsselbloem já recebeu as novas propostas da Grécia, que "serão importantes para as instituições terem em conta na sua avaliação". O presidente do Eurogrupo não irá fazer mais comentários até as instituições terem terminado a sua avaliação, acrescentou Reijns, reiterando que a reunião extraordinária dos ministros das Finanças do euro arrancará no sábado, 11 de Julho, às 14h de Lisboa.




Leia aqui a carta enviada pelo ministro grego das Finanças, Euclid Tsakalotos, ao presidente do Eurogrupo, junto com o novo plano de reformas para Atenas ser elegível a um terceiro resgate.

21h00 - 
Atenas já enviou a proposta de reformas às instituições e ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, avança um analista da Zona Euro, Yannis Koutsomitis, citado pelo The Guardian.

Ao contrário do que estava a ser avançado ao final da tarde, o Governo grego deverá esperar pela luz verde por parte das instituições europeias antes de apresentar ao parlamento, para votação, o pacote de reformas.


20h05 - 
O ex-ministro grego das Finanças acusa o ministro alemão das Finanças de querer que a Grécia saia da Zona Euro. "Schäuble tem um plano meticulosamente determinado para um Grexit e este é o momento perfeito para o concretizar", declarou Yanis Varoufakis à estação pública ERT.


19h49 -
Em Atenas está a decorrer uma manifestação a favor da permanência do país da Zona Euro. Apesar da vitória do "não" no referendo de domingo passado, a grande maioria da população helénica continua a defender a continuação do país na moeda única. 

18h43 - A imprensa grega avança que a proposta do Governo grego será de um pedido de ajuda financeira no valor de 50 mil milhões de euros, com um pacote de austeridade de 13 mil milhões. 

Os meios de comunicação helénicos referem também que a equipa parlamentar do Syriza irá estar reunida amanhã, a pedido de Tsipras, das 08h da manhã em Atenas (06h em Lisboa) até às 14h (12h em Lisboa). 

O Financial Times salienta igualmente que o primeiro-ministro grego apresentará ainda esta noite ao parlamento as propostas para o terceiro resgate que são entregues hoje aos credores, devendo estas ser submetidas amanhã à votação do parlamento helénico.


1841 -
A Reuters noticia que não são apenas os bancos que estão à beira do colapso. Também há jornais onde começa a escassear papel para impressão. Segundo a agência, o jornal Empros, sediado na ilha de Lesvos, está a terminar as reservas de papel, podendo estar em causa a impressão de jornais nos próximos dias. O Empros já reduziu o número habitual de páginas de 20 para 16.

18h08 - O Governo grego aprovou, numa reunião de emergência, o pacote de medidas que vai apresentar ainda hoje (até às 23h de Lisboa). Um deputado do Syriza disse a Helena Smith, correspondente do jornal britânico The Guardian em Atenas, que estas medidas deverão ser votadas amanhã de manhã no parlamento helénico. Segundo a jornalista, tratar-se-á do "pacote de austeridade mais punitivo que alguma vez um governo teve de implementar durante os cinco anos de crise económica na Grécia". 

O Kathimerini escrevia de manhã que o programa de contemplará cortes e poupanças no valor total de 12 mil milhões de euros, em vez dos oito mil milhões inicialmente estimados (e que acabaram por ser chumbados no referendo de domingo).

 

18h10 - Michel Sapin, ministro francês das Finanças, diz estar "prudente" sobre acordo com a Grécia. Frisa que "cumprir as regras é fundamental para a credibilidade do euro" e que, no caso grego, o mais difícil vai ser recuperar a confiança.

 

17h57 - Michel Reijns, porta-voz do presidente do Eurogrupo, avançou na sua conta de Twitter que o Eurogrupo extraordinário de sábado, 11 de Julho, começa às 15h em Bruxelas (14h em Lisboa).

Recorde-se que o pedido de ajuda financeira ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) a apresentar pelo Governo grego será avaliado pela equipa de economistas que prepara os trabalhos do Eurogrupo, não havendo hoje teleconferência entre os ministros das Finanças do euro.





17h30 - 
O ministro grego da Defesa, Panos Kammenos, disse que as propostas de Atenas serão enviadas "nas próximas horas".


17h00 -
As bolsas europeias registaram uma sessão de fortes ganhos, na expectativa de que a Grécia vai esta noite apresentar uma proposta que será bem recebida pelos credores. O PSI-20 avançou perto de 4% na melhor sessão em mais de dois anos.

16h40 –
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse na Croácia que o Governo grego tem a noção que será necessário apresentar uma proposta séria esta noite. Citado pela Bloomberg, salientou que será "triste" se a Grécia sair da Zona Euro e que o Eurogrupo criou uma rede de protecção financeira para os outros países.


16h35 – Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, afirmou que a recuperação da economia grega em 2014 foi totalmente desperdiçada, sendo agora espectável mais um ano de recessão. Apelou ao Governo grego para apresentar um plano credível, pois o país necessita de implementar medidas credíveis para permanecer no euro. Assegurou ainda que a Comissão Europeia tem vontade política e ferramentas para evitar o contágio da crise grega.   


16h30 - O Governo grego alertou hoje para a possibilidade dos jornais deixarem de sair para as bancas por falta de papel, consequência de problemas de abastecimento quando o país enfrenta limitações nas transacções com o exterior. A secretaria-geral da Comunicação informou hoje que "há dificuldades objectivas" no abastecimento de papel e outros materiais de imprensa como consequência do "imprevisto" fecho dos bancos, o que poderá levar a "uma interrupção parcial ou total de publicações". 

15h51 - Schaüble concorda com Lagarde: Dívida grega precisa de ser cortada para ser sustentável, mas não à custa dos contribuintes europeus.


15h10 –
Na conferência de imprensa para apresentar o relatório do FMI com as novas previsões para a economia mundial, o economista-chefe da instituição  diz que o FMI espera que a Grécia fique na Zona Euro, mas que até agora não se assistiu a um contágio semelhante ao da falência do Lehman. 
Olivier Blanchard afirmou que um acordo entre os credores e a Grécia vai exigir "decisões difíceis" de ambas as partes e que os dados da economia grega este ano "vão ser muito maus".

14h49 – O jornal Naftemporiki revela que o plano do Executivo helénico contém uma subida da receita fiscal. Em causa está a subida da taxa suplementar de IVA sobre os bens de luxo de 10% para 13%. Os restaurantes passam de uma taxa de 13% para 23%, bem como os transportes e serviços sanitários. Os hotéis passam de uma taxa de 6,5% para 13%. Já o IRC aumenta dois pontos percentuais para 28%. Alexis Tsipras manterá assim a proposta de manter as taxas de IVA praticados nas ilhas com um desconto de 30%, algo que os credores queriam ver eliminado. 

14h40 - Wall Street abriu em alta, beneficiando do maior optimismo dos investidores quanto à concretização de um acordo entre a Grécia e as instituições. 


13h55 –
"Tenho dito que um corte clássico" no valor da dívida grega "para mim está fora de questão e não mudei de opinião entre ontem e hoje", disse Angela Merkel, citada pela Reuters. "Em 2012 lidámos com a questão de sustentabilidade da dívida. Alargámos as maturidades, alterámos o início da data de pagamento ao FEEF para lá de 2020. Por isso não estamos a lidar com a sustentabilidade da dívida grega pela primeira vez", disse a chanceler alemã.

13h35 - As bolsas europeias negoceiam em forte alta esta quinta-feira, com os investidores a apostarem que a Grécia vai aentregar uma proposta que seja aceite pelos credores. O PSI-20 ganha mais de 3%.

13h34 – 
Luís Campos e Cunha desfere fortes críticas ao governo liderado pelo Syriza, dizendo na CMTV que a única coisa que conseguiram Yanis Varoufakis, o agora ex-ministro das Finanças, e o primeiro-ministro Alexis Tsipras foi "destruir o sistema financeiro grego, o que levará dois a três anos a recuperar" e "tornar a vida ainda mais difícil para os pensionistas". "Se tivessem lutado contra os interesses instalados na Grécia, teriam agora um maior capital de boa-vontade e de credibilidade junto da Europa. Mas preferiram alimentar a ideia absurda de um complot europeu para humilhar o povo grego".

13h30 – Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia, disse que Bruxelas vai proceder a uma análise da sustentabilidade da dívida grega, em conjunto com o FMI, tal como foi solicitado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), a quem a Grécia solicitou o terceiro resgate. "A nossa avaliação vai ser enviada a quem nos pediu, a administração do MEE", disse Schinas, assegurando também que ela chegará a tempo de ser avaliada pelo Eurogrupo, que deverá reunir no sábado.

 

13h28 –Michael O'Leary, CEO da Ryanar, diz que a Grécia está a ser governada por um "bando de lunáticos". "O resultado das eleições gregas é uma tragédia e acho que os ‘Tsipras’ são um bando de malucos", de "lunáticos". "Estão a fazer um monte de promessas para as pessoas sobre os postos de trabalho e sobre as pensões públicas que não podem honrar a menos que peçam dinheiro emprestado aos alemães. Se querem pedir emprestado aos alemães, têm de tomar o remédio" para curar os excessos do Estado. Em declarações citadas pelo Telegraph, Michael O'Leary diz que a Ryanair falará hoje com o governo grego sobre como transportar pessoas de graça nas próximas duas semanas em algumas das rotas domésticas. 


13h25 –
Michel Reijns, porta-voz do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, confirmou que a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro para avaliar as propostas do governo grego "provavelmente" terá lugar no sábado, um dia antes da cimeira dos líderes europeus. A hora ainda não está marcada.

 
12h54 - O Times escreve esta quinta-feira que "mais de 100 deputados" da CDU, o partido de Angela Merkel, estão a recolher assinaturas para tentar inviabilizar uma eventual proposta de terceiro resgate à Grécia que a chanceler alemã possa apresentar no Bundestag. O Times acrescenta que para lá das dificuldades internas que Merkel poderá ter de enfrentar, a possibilidade de um corte da dívida grega torna-se também mais difícil de concretizar.


12h01 –
As reuniões de líderes europeus de domingo já estão agendadas. Os líderes dos países da Zona Euro começam a reunião às 16h de Bruxelas, 15h em Lisboa, e os líderes da União Europeia iniciam o encontro duas horas depois, revelou o Conselho Europeu através do Twitter. 


11h59 - 
O presidente do Bundesbank, Jens Weidman, considera que o Banco Central Europeu (BCE) não deve dar mais ajuda financeira à Grécia e que agora devem ser os Governos a financiar o país. "Tem de ficar claro que a responsabilidade por futuros desenvolvimentos na Grécia e que quaisquer decisões de transferência de recursos financeiros é do Governo grego e dos países que derem assistência, não é do conselho de governadores do BCE", afirmou durante uma conferência em Berlim, citado pela Lusa. Recorde-se que o BCE tem mantido a linha de liquidez de emergência à banca grega em 89 mil milhões de euros, enquanto não se resolve a situação financeira do país. 


11h49 -
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, vai receber esta tarde, por volta das 14h30 (hora de Bruxelas, mais uma que em Lisboa), uma delegação do partido da oposição grega Nova Democracia, o partido presidido pelo ex-primeiro-ministro grego Antonis Samaras. O porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, confirmou, no "briefing" diário que Juncker receberá, também, esta sexta-feira, 10 de Julho, às 10h30 em Bruxelas o líder do To Potami, Stavros Theodorakis.




11h24 - A uma proposta grega credível, a Europa deve responder com uma "proposta, igualmente, credível sobre a sustentabilidade da dívida", defendeu esta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Uma ideia que também partilhou no seu Twitter.



 

11h09 - O ministro das Finanças da Irlanda, Michael Noonan, diz que o Governo grego está agora "bastante sério" na tentativa de encontrar uma solução para a situação do país. "Muito impressionante" o novo ministro das Finanças da Grécia, qualifica Noonan. O ministro das Finanças da Irlanda está confiante de que haverá um acordo.


10h52 -
As dívidas do Estado grego a fornecedores aumentaram para 5,04 mil milhões de euros, em Maio, o que compara com os 4,82 mil milhões registados em Junho, revelou o Ministério das Finanças da Grécia, citado pela imprensa internacional. O endividamento grego totalizou, no mesmo mês, os 313 mil milhões de euros.

10h28 - 
A taxa de desemprego na Grécia registou uma queda ligeira no mês de Abril, estando nos 25,6%, divulgou o instituto de estatística grego (Elstat).

- O país continua em deflação, depois de os preços terem registado uma queda de 2,2% em Junho. Esta descida representa um acelerar da queda dos preços no consumidor, uma vez que em Maio a descida tinha sido de 2,1%.


09h49 –
As novas previsões apontam para que a economia helénica registe uma recessão económica de 3% este ano, em vez de um crescimento de 0,5%, revela o jornal grego Kathimerini, citado pelo Guardian. Tendo estas previsões em consideração, a proposta da Grécia para receber um novo programa de ajuda deverá contemplar cortes e poupanças no valor total de 12 mil milhões de euros, em vez dos oito mil milhões inicialmente estimados (e que acabaram por ser chumbados no referendo de domingo).


09h45 –
Alexis Tsipras está reunido com alguns dos ministros, como o das Finanças e o da Economia, num encontro que deverá servir para finalizar a proposta que será entregue hoje em Bruxelas, de acordo com a imprensa grega. 


09h43 -
O porta-voz do Governo francês, Stéphane Le Foll, sublinhou que o objectivo francês é que a Grécia faça reformas "para poder continuar na Zona Euro", criticando a posição do ex-Presidente Nicolas Sarkozy. Le Foll contrariou o conservador Nicolas Sarkozy, que se queixou de não haver um plano alternativo em caso de "Grexit", segundo uma entrevista à RTL, citada pela agência noticiosa Efe.


08h57 –
O ministro das Finanças da Grécia encontra-se em Atenas para se reunir com Alexis Tsipras. O objectivo é finalizar a proposta que a Grécia terá de entregar aos credores.


Esta quinta-feira, 9 de Julho, está a ser vista como determinante para a Grécia, com os investidores expectantes em relação à proposta que Atenas vai apresentar. As 00h de Bruxelas (23h em Lisboa) é a hora limite para a Grécia apresentar um plano com pormenores, depois de ontem ter oficializado o pedido de um novo resgate financeiro. 

Atenas pediu um resgate para os próximos três anos destinado a cobrir as dívidas contraídas e recapitalizar de novo os seus bancos. Atenas deixou cair perdão de dívida e diz-se disposta a implementar na próxima semana reformas fiscais e nas pensões. Não explica em que moldes. Detalhes são esperados hoje.

 

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considera que a resolução da situação grega será dura, de acordo com o jornal italiano Il Sole 24 Ore, citado pelo Guardian. "Não sei, desta vez é realmente difícil", afirmou Draghi, quando questionado se era possível chegar a acordo com a Grécia. Sobre a perspectiva de a Rússia intervir na situação grega, o presidente do BCE desdramatiza: "Não vejo isso como um risco real… Além disso, eles [Rússia] não têm dinheiro".

 

Ontem, quarta-feira (8 de Julho), o BCE voltou a não mexer no montante da linha de emergência que pode ser disponibilizado aos bancos gregos, depois de mais uma teleconferência.

 

Também ontem foi decidido prolongar o período de controlo de capitais, que entre outras questões limita a 60 euros os levantamentos diários por pessoa, e determinou-se que os bancos permaneceriam encerrados o resto da semana, numa altura em que a incerteza em relação à situação grega continua elevada.

 

Já esta quinta-feira, o regulador de mercados grego também prolongou para a próxima segunda-feira o período em que a bolsa de Atenas está fechada.

 

Segunda-feira está a ser apontada como o dia do regresso à normalidade nas bolsas e na banca, uma vez que há a expectativa de que a Grécia e os credores fechem um acordo até domingo, 12 de Julho, dia em que está agendada uma Cimeira Europeia.

 

O presidente do Eurogrupo pediu ainda ontem à Comissão Europeia e ao BCE para avaliarem a conformidade do novo pedido de empréstimo da Grécia, cumprindo uma primeira formalidade.

 

Entretanto a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, fez um discurso onde defendeu que a solução para a Grécia assenta em dois aspectos: a "reestruturação da dívida", bem como "significativas reformas e consolidação orçamental".

 
(Notícia em actualização)




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI