Zona Euro Crise grega ao minuto: domingo, 5 de Julho: Gregos votam "não", Tsipras quer retomar negociações, Europa marca reuniões

Crise grega ao minuto: domingo, 5 de Julho: Gregos votam "não", Tsipras quer retomar negociações, Europa marca reuniões

O "não" ganhou o referendo na Grécia, com mais de 60%, levando os analistas e os credores a falarem de forma mais forte da possibilidade de saída do país do euro. O ministro da economia alemão diz que é "difícil imaginar" como poderão ser as conversações entre a Atenas e os credores. Tsipras e Varoufakis querem retomar as conversações e na Europa marcaram-se várias reuniões. Veja o filme deste domingo contado a partir da redacção do Negócios e com reportagem em Atenas.
Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters Reuters

01h26 - E o resultado final foi de 61,31% para o "não" e 38,69% para o "sim", avança o Ministério grego do Interior na sua página oficial. De um total de 9.858.508 de eleitores gregos registados em todo o país, votaram 62,50%, sendo que 5,80% foram contabilizados nos votos em branco e inválidos. Pelo não votaram 3.558.450 gregos, enquanto o sim às medidas dos credores teve o apoio de 2.245.537 votantes.


01h20 - 
A semana começa em maratona de reuniões. Esta segunda-feira, dia 6 de Julho, de manhã decorre um encontro em "conference call" dos presidentes da UE. Estarão ao telefone o presidente do Eurogrupo, do Conselho Europeu e do BCE. Também de manhã os líderes políticos da Grécia vão reunir-se com o presidente do país, Prokopis Pavlopoulos, às 10:00 (08:00 em Lisboa). A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, reúnem-se num jantar de trabalho. Objectivo: analisar as "consequências do referendo" na Grécia.

Também esta segunda-feira o Conselho de Governadores do BCE tem marcada uma reunião para analisar os resultados do referendo. A abertura dos bancos gregos está prevista para esta terça-feira mas dificilmente ocorrerá, pois de acordo com a Reuters a autoridade monetária vai recusar aumentar o valor da linha de emergência, tal como solicitaram as autoridades gregas.

Na terça-feira dia 7 de Julho pelas 17:00 de Lisboa (18:00 em Bruxelas) realiza-se um Cimeira extraordinária dos líderes da Zona Euro convocada pelo presidente do Conselho Europeu Donald Tusk. No mesmo dia está vai decorrer uma reunião de ministros das Finanças da Zona Euro.

 

01h02 - A população rural da Grécia foi primordial para o ‘não’ no referendo deste domingo, segundo a análise dos resultados oficiais, avança o The Wall Street Journal. "Isto deve-se em parte à distância dos agricultores face à capital mais cosmopolita e em parte ao facto de muitos sentirem que têm menos a perder se votarem contra a receita de mais austeridade por parte dos credores", sublinha o jornal norte-americano.


00h42 -
O editorial da directora do Negócios, Helena Garrido: A derrota de Tsipras


00h40 -
A primeira página do Negócios desta segunda-feira


00h30 - 
O ouro segue a ganhar terreno nos mercados asiáticos, depois da vitória do ‘não’ no referendo grego. O metal precioso recupera assim o seu estatuto de valor-refúgio, numa altura em que se espera que as bolsas afundem em todo o mundo esta segunda-feira, devido aos receios de um Grexit. O ouro avança 0,5% para 1,173,93 dólares por onça. A prata soma 0,4% para 15,74 dólares por onça.


00h10 -
Os líderes políticos da Grécia vão reunir-se com o presidente do país, Prokopis Pavlopoulos, na segunda-feira às 10h00 (08h00 em Lisboa).

 

00h07 - Alemanha é quem mais perde com um Grexit. Em termos nominais, a Alemanha tem uma exposição de 94,6 mil milhões de euros (3,3% do PIB) à Grécia, sendo o valor mais alto da Zona Euro. Mas em percentagem do PIB, é Malta quem tem a maior exposição, com 5,1%. Portugal tem uma exposição de 4,2 mil milhões de euros, o que corresponde a 2,8% do seu produto interno bruto. A exposição total do Eurosistema é de 341,4 mil milhões, representando 3,4% do PIB da Zona Euro, diz o Barclays.


00h03 -
Uma outra - do Libération - também merece destaque.

 

 

00h01 - Nick Sutton, jornalista da BBC, fez uma montagem com algumas das capas dos jornais de amanhã. 

 

 

23h11- Os futuros do índice bolsista norte-americano Standard & Poor's 500 reagiram de forma negativa à vitória do "não" no referendo grego. Os futuros do S&P 500 seguem agora a recuar 1,5%. 

23h06 - 
Yanis Varoufakis afirmou, através da sua conta de Twitter, que "a posição da Grécia no euro não é negociável". O ministro das Finanças grego disse ainda que "a liquidez irá regressar com o acordo. A Europa não terá moedas paralelas".

 

 

23h01- O líder do Eurogrupo também diz que ficará à espera da iniciativa grega, que terá de apresentar propostas alternativas. No entanto, Jeroen Dijsselbloem garante que "medidas difíceis e reformas são inevitáveis". O político holandês lamenta o resultado do referendo e anuncia que o Eurogrupo voltará a reunir-se na próxima terça-feira, 7 de Julho. 


23h39 - A vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles defendeu que, após a realização do referendo, o Governo grego deve agora apresentar "soluções alternativas, viáveis e executáveis", dispensando "retóricas ideológicas". "Tendo o povo grego confirmado este 'não', compete naturalmente agora às autoridades gregas, nomeadamente ao seu Governo, apresentarem soluções alternativas, viáveis e executáveis", referiu a deputada em declarações à agência Lusa.


22h20 –
A Comissão Europeia emitiu um comunicado em reacção aos resultados do referendo, afirmando que "esta noite e amanhã" o presidente Juncker vai falar com os "líderes da Zona Euro eleitos democraticamente", bem com os presidentes das instituições europeias. Haverá uma "conference call" com o presidente do Eurogrupo, do Conselho Europeu e do BCE, já esta segunda-feira de manhã. Na terça-feira Junker falará no Parlamento Europeu.
 

22h10 -  Martin Schulz aborda a possibilidade de a Grécia beneficiar de "um programa de ajuda humanitária". Em reacção à vitória do "não", o presidente do Parlamento Europeu disse que "os idosos, pensionistas e crianças" não devem pagar pelas consequências da governação do Syriza. O reinício das conversações com Atenas depende das autoridades helénicas, avisou Schulz que notou que Atenas terá agora de apresentar "propostas válidas e construtivas". 


21h54 –
O presidente do Conselho Europeu acaba de marcar uma reunião de líderes da Zona Euro. Na sua conta do Twitter, diz que vai propor que o Conselho Europeu extraordinário arranque às 18h00 (17h00 em Lisboa) de terça-feira


21h53 –
A Reuters está a avançar que o Banco Central Europeu deverá manter o actual montante da linha de emergência para os bancos gregos, rejeitando o pedido para aumentar a ELA. Uma decisão que obrigará os bancos gregos a permanecerem fechados. 

21h52 - A vitória do "não" é mais do que certa. Com 88,7% dos votos apurados - 8,6 milhões de pessoas - o "não" tem 61,46% e o "sim" tem 38,54%. 

21h50 -
Haverá nova reunião do Eurogrupo esta semana para discutir os resultados do referendo grego, que recusou a proposta dos credores. Segundo fonte oficial dos ministros das Finanças da Zona Euro, citados pela Reuters, a reunião não deverá ter lugar esta segunda-feira, mas num dia da próxima semana.

 
21h45 - O primeiro-ministro grego não escondeu a sua satisfação perante um resultado que no seu entender representa uma "vitória da democracia. Alexis Tsipras garante que o povo grego mostrou que a democracia não pode ser chantageada e anunciou que a prioridade passa por "retomar as conversações" com o primeiro objectivo de restaurar o sistema financeiro helénico.

21h40 - A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande, depois de uma conversa telefónica, chegaram a acordo para realizar uma cimeira de líderes da Zona Euro, que em princípio deverá decorrer na terça-feira. Segundo a Reuters, que cita uma fonte do Executivo alemão, Merkel e Hollande concordaram que o resultado do referendo deve ser respeitado. 

21h38- Peter Kažimír, ministro das Finanças da Eslováquia, avisou no Twitter que o cenário de "Grexit" é agora uma possibilidade real. 

 


21h18-
Antonis Samaras demitiu-se na sequência da vitória do "não" no referendo. Depois de já ter perdido as legislativas de 25 de Janeiro, o até agora líder da Nova Democracia não resistiu à derrota do "sim".

21h04 -
Actualização da contagem dos votos: com 73,1% dos votos apurados - 6,9 milhões de pessoas - o "não" tem 61,59% e o "sim" tem 38,41%. A vitória do "não" parece garantida.

 

21h02 - Marco António Costa diz que a responsabilidade de encontrar uma solução para o impasse é do Governo grego. "Com o resultado deste referendo, a realidade torna-se muito simples", acrescenta. "Coloca nas mãos do Governo grego a capacidade e do dever de encontrar uma solução para o impasse a que se chegou. Tal solução deverá compaginar as aspirações dos gregos e as regras da união monetária."

 

20h43 - O ministro grego das Finanças reagiu a já quase certa vitória do "não" no referendo deste domingo. Yanis Varoufakis considera que "este não é uma vitória da Europa" e garante que "amanhã a Grécia começará a curar as suas feridas". Varoufakis aponta o dedo aos líderes europeus ao dizer que "este não ignora o medo que os europeus instalaram".



 


20h42 -
  Uma desempregada, outra desempregada, ainda outra desempregada. É o resultado de uma escolha aleatória na praça Syntagma. "Toda a gente tem dúvidas sobre o significado do não, mas é tão simples: lutamos por liberdade". "Os europeus começam lentamente a acordar. Não somos gregos, somos seres humanos!". "Agora é a altura de Espanha e Portugal e a Irlanda continuarem esta forma de pensar sobre a democracia, a sociedade e os modelos financeiros". E amanha? "As pessoas que votaram não estão preparadas para fazer muitas coisas: ajudar os outros, ter paciência e pensar de outra maneira".


20h42 - 
Marine Le Pen afirmou, citada pelo Business Insider, que a vitória do "não" no referendo da Grécia é uma vitória contra "a oligarquia da União Europeia". A presidente da Frente Nacional, partido de extrema-direita francês, aponta que "os países europeus devem tirar partido deste acontecimento e reunir-se na mesa das negociações, tomar consciência do falhanço do euro e da austeridade e organizar a dissolução do sistema de moeda única".

 

20h38 - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Paolo Gentiloni, comentou hoje a vitória do "não" no referendo na Grécia, afirmando que "é preciso recomeçar a procurar um acordo" para sair do "labirinto grego". "A partir de agora, é justo recomeçar a procurar um acordo. Mas do labirinto grego não se sai com uma Europa fraca e sem crescimento", escreveu o ministro no Twitter, na primeira reação de um membro do governo italiano.

20h36 - Os Socialistas Europeus disseram hoje esperar que, na sequência da "clara vitória do 'não'" no referendo na Grécia, o Governo grego e as instituições retomem as negociações, desta feita "de forma responsável" e deixando de lado "egoísmos nacionais". A primeira reação em Bruxelas ao resultado do referendo foi do presidente do grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) no Parlamento Europeu -- a segunda maior família política europeia, que o PS integra -, com Gianni Pittella a observar que "o povo decidiu" e deve ser tido em conta "o desfecho claro" da consulta.

20h36 -
A líder do partido socialista grego (PASOK), Fofi Gennimata, pediu hoje ao primeiro-ministro, Alexis Tsipras, que "cumpra o compromisso" e apresente ao país um "acordo sustentável" nas próximas 48 horas. "Agora é a hora do primeiro-ministro. Deve cumprir o seu compromisso de conseguir um acordo [com os credores] em 48 horas", disse Gennimata, a primeira líder partidária grega a comentar publicamente a vitória do "não" no referendo de hoje.

20h33 - "O ‘Grexit’ é uma hipótese real. Seria muito penoso para a Grécia e para toda a Zona euro", afirma Guntram Wolff, presidente do instituto Bruegel. O responsável do "think tank" afirma, contudo, que "não excluíria outra ronda de negociações, durante as quais os bancos permaneceriam sob controlo de capitais. O acordo resultante poderá ser ligeiramente mais favorável para a Grécia, mas prevejo que os credores serão relutantes, uma vez que se sentem reféns".

 

20h29- O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, garante que agora é "difícil imaginar" como poderão ser as conversações entre a Grécia e os credores. Citado pela agência Bloomberg, Gabriel, que também é líder do SPD, considera que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, deitou abaixo as últimas pontes para posteriores negociações.

20h20 - 
O euro começou a negociar em forte queda na abertura da sessão asiática. Com a vitória do "não" no referendo grego como o actual cenário mais provável, a moeda única afunda 1,11% para 1,0987 dólares, tendo já chegado a negociar nos 1,0979 dólares.

 

20h14 - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, terá agendado para segunda-feira, 6 de Julho, uma reunião do Comité de Assuntos Económicos do Governo, para analisar o resultado do referendo grego. A informação foi avançada pela agência espanhola EFE e citada pela Bloomberg.

 

20h13 - O JP Morgan considera que, a confirmar-se a vitória do "não" no referendo, a saída da Grécia da Zona Euro é o mais provável, segundo uma nota de análise citada pela Bloomberg. Além disso, Malcolm Barr, economista do banco norte-americano, escreveu que "o sistema bancário disfuncional significa que a Grécia e os credores têm apenas uma mão cheia de semanas para chegar a acordo".

 

20h12 -  Na praça Syntagma cresce uma grande festa. Há bandeiras, comícios, apitos, buzinas e cada vez mais gente. "É o melhor dos dias!", resume um jovem que votou "não". Fora desta praça central, alguma apreensão. Anastacia está a levantar dinheiro (50 euros). "Temo que cortem os depósitos no banco. Não sei o que o Governo negociou, não sei o que vão fazer, não sabemos nada, só o que diz a televisão", diz à repórter do Negócios em Atenas. 




20h11 -
O primeiro-ministro grego e o presidente francês já conversaram sobre a provável vitória do "não" no referendo deste domingo. Alexis Tsipras e François Hollande, respectivamente, mantiveram uma curta conversa telefónica acerca das consequências que uma vitória do "não" terão no rumo das conversações entre Atenas e os credores.

20h01 -
O PS acusou hoje o Governo de tratar a crise na Grécia "como um assunto partidário", reclamando que, independentemente do resultado do referendo de hoje, seja recuperado o "interesse nacional" na procura de uma solução europeia. "O PS apela ao Governo português para ultrapassar essa visão partidária do assunto e para se empenhar ao nível europeu numa solução. É do interesse nacional que o Governo português seja capaz dessa correção de rumo", declarou Porfírio Silva, membro do Secretariado Nacional do PS, citado pela Lusa.

20h02 - 
O eurodeputado do PCP João Ferreira considerou hoje que "o resultado do referendo na Grécia constitui uma importante derrota para a União Europeia e para o FMI", criticando a "inaceitável postura do Governo português e do Presidente da República".

20h00 - A Grécia, que votou maioritariamente contra as propostas dos credores internacionais no referendo de hoje, deu "um passo para a saída da zona euro", afirmou o vice-ministro da Economia russo, Alexei Likhachev. "Não podemos não compreender" que foi "um passo para a saída da zona euro", disse Likachev, citado pela agência oficial russa Tass.

19h59 -
O ministro do Trabalho do governo grego, Panos Skourletis, já reagiu aos resultados, dizendo que agora o Executivo pode ir a Bruxelas "com uma carta muito forte" para continuar com as negociações com os credores.


19h55 -
O presidente da Associação Alemã das Caixas Económicas, Georg Fahrenschon, afirmou que "os gregos quebraram as regras da Zona Euro", segundo um tweet da Reuters. A agência cita ainda: "A Grécia deve sair da união monetária". Também num tweet, a Reuters cita o presidente da Associação de Exportadoras alemã: "Não vejo como a Grécia pode agora ficar na Zona Euro".

 

19h51 - Mais de metade dos votos dos gregos já foram contados e o "não" continua à frente por larga margem. Os números falam por si: 50,5% dos votos contados, 61,21% votou "não" e 39,79% votou "sim".  

 

19H49 - O grupo de trabalho do Eurogrupo, instância que prepara as reuniões de ministros das Finanças da zona euro, vai reunir-se na segunda-feira para analisar as consequências do resultado do referendo de hoje na Grécia, indicaram fontes europeias.

19H40 - a porta-voz do Bloco de Esquerda Catarina Martins considerou hoje que a Grécia deu uma "grande lição à Europa" com a vitória do "não" no referendo que decorreu este domingo, porque "escolheu a democracia à chantagem".



19h28 - Nas ruas de Atenas já se festeja a vitória do "não", que vai à frente com 61% dos votos quando estão contados mais de 40% dos votos. 

19h24-
A SIC Notícias, que cita uma fonte oficial da Comissão Europeia, adianta que o presidente desta instituição, Jean-Claude Juncker, não irá pronunciar-se hoje sobre o referendo na Grécia. Segundo este orgão de comunicação social, Juncker só falará oficialmente na terça-feira. No entanto, a Comissão Europeia deverá divulgar ainda hoje um comunicado em reacção aos resultados oficiais do referendo grego.


19h21- 
João Ferreira, eurodeputado do PCP, diz que uma vitória do "não" no referendo grego "constitui uma importante derrota para a União Europeia e para o FMI, bem como para todos os que representam e actuam em defesa dos grandes interesses financeiros". Para João Ferreira agora "impõe-se o respeito da vontade uma vez mais expressa pelo povo grego". 


19h19-
De acordo com o Guardian, o Ministério do Interior terá avançado uma projecção oficial que atribui 61% dos votos ao "não".


19h09 - 
Nova actualização. O mapa da Grécia continua todo pintado de laranja – cor do "não" – agora que já estão contabilizados um terço dos votos. Apurados 2,8 milhões (32,12% do total), o não continua a reforçar a liderança e está muito perto dos 61%. Para já: 39,1% para o "sim" e 60,9% para o "não". 

 

19h03 - Desta feita em declarações à Star TV, Euclid Tsakalotos faz um diagnóstico à actual situação. Em primeiro lugar diz que "o relatório do FMI prova que a dívida não é viável e, em segundo lugar, que existe um novo mandato popular, de acordo com o que parece ser o aparente resultado do referendo. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros garante que o Executivo de que faz parte vai "negociar por uma solução que seja financeiramente viável".

18h44 - Com 21,04% dos votos contados – mais de 1,7 milhões de pessoas – o "não" continua a aumentar a sua vantagem face ao "sim". A divisão é agora de 60,42% para o "não" e 39,58% para o "sim", mostram os dados do Ministério do Interior da Grécia

18h43 - "Não estamos a discutir uma moeda paralela", afirmou Euclid Tsakalotos, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros grego e responsável pelas negociações com os credores oficiais, à Star TV, segundo a Reuters. "Não penso que eles nos vão expulsar [da Zona Euro]. Estamos prontos a reunir já a partir desta noite", acrescentou o responsável.

18h37 - O porta-voz do governo grego, Gavrill Sakelaridis, afirmou hoje que o executivo espera retomar as negociações com os credores para chegar "imediatamente" a um acordo, depois de as primeiras sondagens apontarem para uma vitória do "não" no referendo. "As negociações que vão começar têm de ser concluídas imediatamente, inclusive no prazo das próximas 48 horas", disse Sakelaridis à cadeia de televisão privada ANT1, citado pela Lusa. 

 

18h36- Um deputado do maior partido da oposição e defensor do "sim" admite que "parece ser mais-ou-menos claro que o ‘não’ venceu". Dora Bakoyannis, deputado da Nova Democracia, em declarações ao canal alemão ZDF antecipa a derrota do "sim" no referendo. 

18h35- 
O ministro grego do Interior, Nikos Voutsis, "acredita" que às 21h na Grécia (19h em Lisboa) já haverá condições para divulgar os primeiros resultados oficiais. "Acredito que nestas muito difíceis circunstâncias sociais [o referendo] foi um sucesso e de histórica importância para todos".


18h18 - Com 8,67% dos votos contados – cerca de 637 mil pessoas – o "não" leva uma vantagem superior à que apontavam as sondagens. Para já, os resultados oficiais apontam para 59,9% para o "não" e 40% para o "sim". Projecções oficiais às 19h30 (hora de Lisboa). A vantagem do "não" (a laranja) é visível no mapa ao lado. Aqui pode acompanhar os resultados em tempo real.


18h16 - Após o Governo grego ter agendado o referendo deste domingo, 5 de Julho, vários especialistas vieram alertar para a maior probabilidade de a Grécia poder sair da Zona Euro. Segundo as estimativas recolhidas pelo Negócios, a probabilidade geral varia entre 20% e 55%. Contudo, se o "não" vencer o referendo, a percentagem para um "Grexit" sobe para 70%.


18h15- 
O banco central da Grécia vai pedir, ainda este domingo, ao Banco Central Europeu (BCE) que aumente o limite máximo da assistência de liquidez de emergência (ELA, na sigla inglesa) para a banca grega. A Reuters avança que Gabriel Sakellaridis, porta-voz do governo helénico, considera que "há razões válidas para um aumento da liquidez da ELA". "Não há nenhuma razão para um não aumento da liquidez", acrescentou ainda Sakellaridis. O tecto da ELA para a banca grega está actualmente fixado nos 89 mil milhões de euros.

 

17h58- As projecções conhecidas até ao momento apontam para a vitória do "não" no referendo deste domingo. No entanto, apesar da provável vitória do "não", as curtas distâncias entre o "não" e o "sim" não permitem ainda antecipar com absoluta certeza o resultado final. Os resultados oficiais só vão começar a ser divulgados a partir das 19h em Lisboa (21h gregas).

 

Para já, segundo a Sky News, todas as projecções realizadas pelas seis maiores cadeias de televisão gregas antecipam a vitória do "não".

Veja algumas das projecções já divulgadas:

Metron Analysis
Não - 52%

Sim - 48%

Marc

Não - 49,5% - 54,5%

Sim - 45,5% - 50,5%

Ekai

Não – 52%

Sim – 48%

 

MRB
Não- 49% - 54%

Sim - 46% - 51%

GPO
Não - 51,5%

Sim - 48,5%

Mega TV

Não – 49,5% a 53,5%

Sim – 45,5% a 50,5%

 

17h48 - O ministro das Finanças grego utilizou a sua conta no Twitter para esclarecer o conteúdo de uma entrevista que deu à CNBC. Varoufakis diz que o acordo pode ser obtido em 24 horas se o "não vencer" e nega que tenha previsto que tal venha a acontecer. 

 


17h40 -
  Esta foto foi captada pela repórter do Negócios em Atenas, na Praça Syntagma, meia hora depois de as urnas fecharem.

 


17h41 -
O ministro da defesa e líder do partido Gregos Independentes não esperou pelos resultados oficiais para reagir ao referendo. Através do Twitter, sublinhou que o povo grego mostrou que não pode ser "chantageado" nem "ameaçado". "A democracia ganhou." A versão em inglês em baixo, traduzida pelo Kathimerini.

  

 

17h39 - Segundo a agência de notícias grega AMNA, a participação eleitoral foi de cerca de 65%, sensivelmente a mesma registada nas eleições legislativas de Janeiro. Desta foram afica assegurado que o referendo é vinculativo, já que a participação mínima exigida era de 40%. 

17h38- O primeiro-ministro Alexis Tsipras já chegou à residência oficial, Maximos. Onde deverá aguardar até que sejam revelados os resultados oficiais. 

17h30 -
Um "não" no referendo de hoje pode ser o primeiro passo para a saída da Grécia da Zona Euro e para um eventual regresso do dracma. Uma transformação complicada, que pode demorar muito tempo a concluir

17h28 -
 A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, reúnem-se na segunda-feira à noite em Paris, no dia seguinte ao do referendo na Grécia, informou hoje o Eliseu, de acordo com a Lusa. O jantar de trabalho, diz a presidência francesa, terá como objectivo analisar as "consequências do referendo" na Grécia.

17h20 - O primeiro-ministro português disse hoje em Cabo Verde estar a aguardar pelos resultados do referendo grego, mas insistiu em que, quaisquer que sejam, há países europeus que "emprestaram muito dinheiro" e que a questão não pode ser esquecida.


15h10 - Os écrans das televisões gregas ligadas no centro de imprensa de Zappeion, em Atenas, onde estão centenas de jornalistas, apontam para uma vantagem do "não": 53% contra 50% num caso, 51% contra 48,5% no outro e 49% contra 46% numa terceira sondagem, de acordo com a repórter do Negócios na capital grega. Os resultados ainda não são oficiais.


17h13- 
Outras duas projecções à boca das urnas entretanto divulgadas também apontam para a vitória do "não". A projecção da Metron Analysis para a Antenna News aponta para a vitória do "não"  com 52% dos votos, atribuindo 48% ao "sim". Já a projecção da MRB para a Star TV dá entre 49% e 54% ao "não" e entre 46% e 51% ao "sim.

 

Uma outra sondagem, da Alpha TV, entretanto conhecida (não se trata de nenhuma projecção), garantia que o "não" terá entre 49% e 54% enquanto o "sim" ficará entre os 45% e os 50%. 


17h11 -
Sondagens publicadas apontam todas para a vitória do "Não".  

 

Summary of opinion polls from today (via ERT): 'No' ahead in all of them. #Greece pic.twitter.com/6ggsIlPuVm

 

17h07 - Mais uma projecção coloca à frente o "Não". No entanto, intervalos mostram que "Sim" ainda pode vencer. 

  

 

17h04 - A Skai TV diz que o "não" vence com quatro pontos de vantagem em relação ao "sim". 

 

 

17h02 - A CNBC publicou mais uma entrevista com o ministro das Finanças grego. Yanis Varoufakis diz que um acordo pode ser selado em 24 horas.

17h00- As urnas já fecharam e agora é hora da contagem dos votos. A partir das 17h em Lisboa (19h gregas) serão divulgadas as primeiras projecções à boca das urnas, mas, segundo a BBC, só a partir das 19h00 em Lisboa (21h00 na Grécia) deverão ser conhecidos dados oficiais.  

16h59- O Guardian avança que fontes da Comissão Europeia estimam que o "não" poderá ficar à frente com uma vantagem de entre 8 e 10 pontos percentuais. 


16h40 - 
A Grécia terá proposto uma amnistia fiscal, de modo a receber dividendos dos milhares de milhões de euros que os seus cidadãos transferiram para contas suíças. A informação foi avançada pelo jornal suíço NZZ am Sonntag, que detalha que o plano é aplicar um imposto fixo de 21%, sendo que terá passar pela aprovação do Parlamento helénico e contar com um acordo entre os dois países. Segundo a estimativa alargada do jornal – que varia entre dois e 200 mil milhões de euros transferidos pelos gregos para a Suíça -, este imposto daria aos cofres da Grécia um montante entre 420 milhões e 42 mil milhões de euros. A confirmar-se o valor máximo, este fica acima dos 36 mil milhões que o FMI apontou serem necessários (por parte da Europa) num terceiro resgate à Grécia.

 

16h30 - Neste link pode acompanhar a evolução oficial dos resultados. Devem começar a ser publicados a partir das 21h00 (19h00 em Lisboa).

16h15 - 
Uma bandeira grega gigante foi colocada no Castelo de São Jorge, em Lisboa. Segundo a RTP, a acção é da responsabilidade do movimento "Eu não me vendo", que há alguns dias colocou sinais de "vendido" em vários locais da capital, nomeadamente na Assembleia da República.

 

 




15h58 -
Ed Conway, jornalista da Sky, fotografou o local nos subúrbios de Atenas (Holargos) onde são actualmente impressas as notas de euro. Há 16 anos, eram aqui impressos dracmas.

 

 

15h52 - Yanis Varoufakis afiança que um "não" no referendo é a única forma de garantir um acordo viável entre Atenas e as instituições credoras. O ministro grego das Finanças acusa as instâncias europeias pelo encerramento dos bancos gregos no que classifica de "crise de liquidez politicamente planeada". 

 

15h51 -  A maioria das ruas em Atenas estão tão calmas como se de um qualquer domingo se tratasse. Timmi Bannou, 49 anos, toma uma cerveja com os amigos nas mesas altas da esplanada do seu próprio bar. Em cinco dias, o Negócios encontrou vários indecisos mas Timmi é o primeiro que assume que se vai abster. "Não gosto do que estão a fazer, nem de um nem do outro lado. Não me deram tempo para perceber o que vai realmente acontecer ao país se votar 'sim' ou se votar 'não'. Ninguém sabe. Desejo o melhor a todos, não quero ver os do 'sim' a lutar contra os do 'não'."


15h50-
O líder do partido comunista grego (KKE), Dimitris Koutsoumbas, assegura que qualquer que seja o resultado do referendo de hoje, estará aberta a porta a um "acordo destrutivo" para a Grécia. 

15h16- 
O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron, considera que "seria um erro histórico esmagar a população grega" caso o "não" vença o referendo deste domingo. "Falamos aos gregos em responsabilidade, mas todos nós temos responsabilidade", acrescentou o governante francês.

15h14- 
O presidente do banco central alemão terá afirmado que o Bundesbank não poderá transferir lucros para o ministério das Finanças germânico se, de facto, se efectivar uma eventual saída da Grécia do euro. Segundo o jornal alemão Handelsblatt, citado pela Bloomberg, Jens Weidmann terá referido que os lucros do Bundesbank, estimados em 2,5 mil milhões de euros, seriam suplantados pelos custos de um hipotético "Grexit". 

15h10 - Alinham-se câmaras de televisão em frente à sede do Syriza, na praça Koumoundourou, em Atenas. Na recepção da sede do partido uma senhora fala ao telefone e fuma um cigarro. "Hoje não temos preparada nenhuma sala de imprensa, isto não é propriamente como nas legislativas", responde à jornalista do Negócios em Atenas, sobre um referendo que pode (ou não) alterar a composição do Governo. E Tsipras vai falar? Onde? "Não sei", diz a secretaria do departamento de políticas europeias do partido, que esta na recepção a dar "uma ajudinha". Os jornalistas que aguardam cá fora, à sombra de um jardim, também ainda não sabem. "Vai depender tudo dos resultados do referendo", comentam.


14h30 -
O presidente do Governo espanhol expressou o seu desejo de que a Grécia continue a ser membro da zona euro, dizendo estar convencido de que o futuro na região "não será fácil". "A Grécia faz parte da União Europeia, assim como da zona euro e espero que assim se mantenha", afirmou Mariano Rajoy, citado pela Lusa, no discurso de encerramento de um campus organizado pela Faes, um 'think tank' conservador.

14h20 – Confirma-se que a afluência às urnas está a ser elevada, pelo que o referendo deverá ser vinculativo (a participação mínima é de 40%). De acordo com o Guardian, que cita a imprensa grega, 35% dos eleitores já votaram e a afluência está a ser muito idêntica à registada nas legislativas de Janeiro, quando a participação foi de 65%.

13h35 - "O melhor para a Grécia, Espanha e União Europeia é que a Grécia continue no euro", referiu aos jornalistas o ministro espanhol da Administração Interna, Jorge Fernández Díaz, em Jerusalém, depois de uma reunião com o presidente israelita, Reuvén Rivlin, no segundo dia de uma visita oficial que está a fazer ao Médio Oriente, também com o ministro espanhol da Justiça.

 

13:30 - Andreas Petropolis, que tem 31 anos e uma loja que vende toldos para varandas, votou "não". "Temos de travar esta situação na Europa. Estamos sob uma enorme pressão", diz à jornalista do Negócios em Atenas. 


12h30 -
As imagens do dia no referendo na Grécia. 

12h10
- O ministro das Finanças Yanis Varoufakis foi votar em Atenas com o seu pai e fez declarações. "Durante cinco anos os fracassos incríveis do Eurogrupo conduziram a ultimatos sem qualquer sentido acerca dos quais o povo não podia pronunciar-se. Hoje, o povo pronuncia-se sobre o último ultimato do Eurogrupo e seus associados", disse Yanis Varoufakis, depois de votar, em Atenas. O ministro classificou o dia de hoje como "um momento sagrado" para os gregos e para a Europa.

 

11h56 - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou que os europeus devem "começar a falar uns com os outros novamente", seja qual for o resultado do referendo na Grécia. "Quando se vê um pensionista a chorar frente a um banco", "percebe-se que um país tão importante para o mundo e com a sua cultura como é a Grécia, não pode acabar assim", disse Renzi ao jornal Il Messaggero, referindo-se a uma imagem de Giorgos Chatzifotiadis, de 77 anos de idade, em Thessaloniki.

11h50 - É grego, vive em Oslo e veio visitar a família na semana que coincidiu com o referendo. Mas Fedon Lindberg, 52 anos, garante que se não fosse a coincidência teria voado para Atenas na mesma, só para votar "sim". "O coração deste governo é de esquerda radical. Destruíram a confiança de toda a gente nas instituições europeias", justifica, depois de votar. É médico e diz que tem livros sobre nutrição publicados em português. Relatos da enviada do Negócios a Atenas.

 

11h30 - Uma eleitora de 65 anos está a votar e começa a falar, a falar, a falar em grego... com a repórter do Negócios em Atenas que estava a escrever no seu bloco de notas. Os olhos embaciados, a voz a tremer.

Eleni Paragiorgiou fala em grego mas outro eleitor traduz para inglês. Está a dizer: "Não há fim para o sofrimento e a dor das pessoas. Estou a sofrer. Choro por aqueles que nos traíram e tenho medo do que está para vir. Os gregos estão a pedir ajuda com a voz, do fundo da sua alma", diz Eleni Paragiorgiou, avó de quatro netos.

Não quer revelar se votou "sim" ou "não".

11h04 - Jeffrey D. Sachs diz que a crise grega é uma tragédia para o país e um perigo para a economia mundial. Um artigo de opinião, onde fala de uma "Uma saída para a Grécia", para ler no Negócios.


10h53 -
Benoît Cœuré, membro do conselho do BCE, assegurou esta manhã que a autoridade monetária está preparada para tomar medidas adicionais, se forem necessárias, para enfrentar o período de turbulência. "Encontraremos os instrumentos necessários", afirmou.


10h45 -
O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, avançou com uma declaração polémica. Disse a uma rádio alemã que se o "não" ganhar no referendo, a Grécia tem de introduzir uma nova moeda, pois o euro já não estará disponível como forma de pagamento.

10h40 - Uma notícia da BBC dá conta que as urnas podem fechar mais tarde do que o previsto (19h00 locais, 17h00 em Lisboa) uma vez que pode haver escassez de boletins de voto. Em termos oficiais nada foi confirmado.

10h15 - A jornalista do Negócios em Atenas revela que à porta de uma sala com desenhos infantis de uma escola de um bairro de classe média, em Atenas, há nove eleitores à espera. Ao meio-dia (10h em Portugal), cinco horas depois de abrirem as urnas, votaram 162 pessoas nesta sala, 28% das que estão inscritas. Os eleitores dizem o nome e votam em pé, numa zona protegida de olhares alheios por panos azuis. Depois, colocam o envelope que tem o boletim de voto numa urna de plástico transparente. Na mesa está uma advogada que pode levantar-se e "tirar dúvidas", por exemplo aos "mais velhinhos", segundo explicou ao Negócios a secretária da mesa, exibindo um regulamento de 29 páginas. Para já não tem sido preciso, apesar de muitos idosos, alguns até de bengala, terem vindo votar. Também há jovens e mães com filhos pequenos pelas mãos.

Confirma-se: no boletim de voto o "oxi" ("não") vem antes do "nai" ("sim") e o texto remete para dois documentos, referindo a data de 25 de Junho. Estão em inglês e em grego os nomes dos documentos, que têm várias páginas e que foram divulgados na Internet.

 

9h59 - O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que o povo enviará hoje, através do referendo que se realiza na Grécia, a importante mensagem de que têm "nas mãos as rédeas do seu destino". "Muitos podem ignorar a vontade do Governo. A vontade do povo não", disse Tsipras, citado pela Lusa, depois de ter votado no bairro popular de Atenas de Kipseli.


9h55 - 
O presidente da Grécia, Prokopis Pavlópulos, pediu aos cidadãos para permanecerem "unidos" no "difícil caminho" que se avizinha, independentemente da opção que for escolhida hoje no referendo sobre a proposta dos credores internacionais em troca do resgate. "Hoje é o dia em que as pessoas são chamadas a pronunciar-se, colocando o seu poder discricionário no interesse público e no interesse nacional. Repito o que disse, várias vezes. O caminho difícil no dia seguinte devemos fazê-lo juntos", disse Pavlópulos depois de votar num subúrbio do norte de Atenas.

9h50 - Em dia de referendo na Grécia, a campanha continua, reporta a jornalista do Negócios em Atenas. A 20 metros do portão de uma escolapúblicaondeosateniensesdeAmbelokipi vão votar há um grupo de cinco militantes do partido comunista a distribuir um papel que diz "Não à Comissão Europeia, BCE e FMI, não ao Governo". É uma espécie de "oxi-oxi". Apelam ao voto nulo, pedindo às pessoas que entreguem este papel, em vez do boletim de voto. "Instituições europeias, governo, é tudo mais ao menos a mesma coisa",dizaoNegóciosKristosArnokouros, 60 anos, comunista desde os 17. Trouxeram cadeiras e um carrinho com a propaganda, que instalaram numa esquina. Tentam distribuir os papéis mas são poucos os eleitores que os aceitam.

 

9h45 - Vários antigos primeiros-ministros, todos partidários do "sim", já votaram hoje na Grécia. Yorgos Papandreu foi dos primeiros a votar em Atenas, tendo assinalado a necessidade da Grécia permanecer "no coração" da Europa. Andonis Samarás, que votou no círculo da localidade de Pilos, no sul do Peloponeso, afirmou segundo a Lusa que "hoje os gregos estão a decidir o destino do nosso país. Se votamos "sim" na Grécia votamos "sim" à Europa".



9h00 -
As urnas na Grécia estão abertas há quatro horas. Faltam oito horas para serem encerradas e 10 horas para os resultados começarem a ser divulgados. Com as sondagens a apontarem para empate técnico, a noite pode ser longa.

 

PONTO DE SITUAÇÃO

 

- As votações irão decorrer nos lugares habituais entre as 7h00 e as 19h00 locais (entre as 5h00 e as 17h00, de Lisboa). Já os resultados oficiais deverão ser conhecidos por volta das 21h na Grécia (19h em Lisboa). De acordo com a Singular Logic, empresa responsável pelo apuramento dos resultados, a primeira estimativa "segura" sobre a votação só deverá ser divulgada duas horas depois do fecho das urnas, ou seja, pelas 21h00 locais (19h00 em Lisboa). As televisões poderão avançar com projecções depois do fecho das urnas.

- Esta é a pergunta que os gregos vão hoje responder: "Deve o acordo proposto a 25.06.2015 pela Comissão Europeia, FMI e Eurogrupo, que consiste de duas partes que constituem a proposta unificada, ser aceite? O primeiro documento é intitulado "Reformas para a conclusão do actual programa e sua continuação" e o segundo "Análise preliminar de sustentabilidade da dívida".

 

Contudo, muitos consideram que o que os gregos vão hoje votar é a permanência na Zona Euro. O Governo de Alexis Tsipras, que recomenda o voto no "não", discorda desta ideia, alegando que não está em causa o país sair da moeda única, uma vez que tal nem está previsto nos tratados europeus.

 

- As sondagens apontam para um empate entre o "sim" e o "não", mas um dos lados tem que sair vencedor este domingo. Quanto maior for a diferença, mais força terá o Governo grego (caso ganhe o "não") ou os credores (caso ganhe o "sim") nas negociações que devem ser retomadas na próxima semana. Mais certa parece a forte participação no referendo. Estão inscritos mais de 9 milhões de eleitores, mas os que estão fora da Grécia não poderão votar, devido ao curto espaço de tempo para preparar a votação.  

 

- Esta reportagem da enviada especial do Negócios a Atenas mostra como os gregos estão divididos e o que defendem os que vão votar "sim" e os que optam pelo "não".

 

- O Governo grego defende que se ganhar o "não" terá um maior poder nas negociações que pretende retomar com os credores já na sexta-feira. Os credores têm uma visão contrária e dizem que as novas negociações, para um terceiro resgate que Alexis Tsipras já solicitou, terão que partir do zero e terão pressupostos mais duros devido à deterioração das condições económicas do país. E também porque o segundo programa já expirou.

 

- Os credores defendem também que a proposta que os gregos vão votar este domingo já não existe, uma vez que o Governo grego abandonou as negociações de forma unilateral ao optar por convocar o referendo, deixando expirar o segundo programa (30 de Junho). Lagarde do FMI e o ministro das Finanças alemão disseram-no claramente.

 

- Os bancos estão fechados até 7 de Julho, mas não se sabem se podem abrir na próxima semana. A liquidez no sistema bancário é de cerca de mil milhões de euros e foi negado no sábado que esteja a ser equacionado um corte de 30% nos depósitos acima de 8 mil euros, para recompor os capitais dos bancos. O BCE vai reunir na segunda-feira para avaliar a linha de emergência aos bancos gregos e Vítor Constâncio já avisou que os resultados do referendo serão importantes na decisão a tomar. Se ganhar o "não", dificilmente os gregos verão os bancos abrir na terça-feira.

 

- São imprevisíveis as consequências da vitória do "não" e do "sim". Aqui o Negócios antecipa alguns cenários do que pode acontecer a partir de segunda-feira.

  

- Nesta notícia pode ver várias perguntas e respostas sobre o referendo.

 

- Fique também atento a este site oficial do referendo se quiser acompanhar os resultados e saber toda a informação relacionada com a votação. 

 

- O Negócios tem acompanhado com minutos-a-minutos toda a actualidade sobre a Grécia. Para recordar entre nos links de cada um dos dias desta semana: sexta-feira, 3 de Julhoquinta-feira, 2 de Julho;   quarta-feira, 1 de Julhoterça-feira, 30 de Junho e segunda-feira, 29 de Junho.

 

- O elevado endividamento é um dos maiores problemas da economia grega. O país já falhou um pagamento ao FMI. Conheça todos os compromissos do país até ao final do ano nesta infografia do Negócios. O mais relevante (20 de Julho ao BCE) está já aí à porta e as consequências de novo falhanço no pagamento poderão ser muito mais gravosas do que o atraso ao FMI.

 

Veja quais os montantes de pagamento e as datas que Atenas terá de cumprir. Na Infografia o pagamento ao FMI, que está em atraso, está com data de 30 de Junho. 

 

 
Uma votação que pode mudar a história do euro
O referendo deste domingo concentrará a atenção de economistas, investidores, políticos e cidadãos em todo o mundo. Entre eles, ninguém estará tão atento como os gregos e os líderes dos governos da Zona Euro, que enfrentam um futuro particularmente incerto, incluindo a possibilidade de um divórcio que, a consumar-se, imporia custos significativos no curto prazo para os gregos, deitaria por terra a promessa de irrevogabilidade do euro, e abriria uma caixa de pandora sobre a moeda única no médio prazo.

O Governo grego propõe aos eleitores que votem a favor ou contra a proposta da Comissão Europeia, FMI e BCE, que prevê um excedente primário de 1% este ano, crescente até 3,5% do PIB em 2019. Para isso, será necessário congelar pensões e cortar em suplementos, aumentar o IVA de vários segmentos, incluindo hotéis, restauração e alguns produtos alimentares.

Os credores opõem-se à dimensão do aumento das contribuições para a Segurança Social e IRC desejado pelo governo grego – como forma de compensar menos austeridade noutras frentes – e resistem em dar garantias sobre uma futura reestruturação da dívida. Mesmo o FMI, que se destaca por admitir a necessidade de reestruturação, já deixou claro que nada poderá ser feito sem provas evidentes de empenho grego nas políticas de reforma que propõem. Atenas insiste que necessita de garantias para que a confiança sobre a sustentabilidade da economia grega possa regressar.

O referendo, decidido há uma semana por Alexis Tsipras , foi justificado como um plesbicito à estratégia negocial dos últimos meses. Um "sim" dos gregos legitimará o plano das instituições que, defende Tsipras, impõe austeridade sem resolver a insustentabilidade da dívida no médio prazo. Além disso, limita as políticas que o Syriza prometeu em campanha. Um "não" reforçará o poder negocial do Governo, diz o primeiro-ministro.

Os credores não vêem a votação dessa forma. Vários líderes de governos europeus  garantiram que não têm melhores condições para oferecer. E têm dramatizado o voto: uma vitória do "não" deixará a Grécia mais próxima de sair do euro, embora não concretizem como tal poderia acontecer. Esta é uma interpretação recusada por Atenas.

Após cinco anos de uma contracção económica, que na história só tem par em guerras ou na grande depressão, os gregos não enfrentam escolhas fáceis. Podem votar num acordo defendido pelos credores de que muitos desconfiam após verem o desemprego escalar para perto de 30% e o PIB recuar cerca de 25%, mas garantindo a permanência no euro. Ou podem tirar o tapete ao Governo que elegeram em Janeiro para fazer face à troika e que poderá levá-los de regresso ao dracma, ou pelo menos, ao prolongar de uma situação de controlos de capitais, bancos fechados ou limitados nas suas operações, e dificuldades de pagamentos do Estado.
Rui Peres Jorge

(notícia em actualização permanente)

 




Notícias Relacionadas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI