Zona Euro Minuto a minuto: Alexis Tsipras já tomou posse como primeiro-ministro

Minuto a minuto: Alexis Tsipras já tomou posse como primeiro-ministro

O Negócios acompanha neste minuto a minuto as reacções políticas e dos mercados à vitória do Syriza nas legislativas gregas. Alexis Tsipras, o grande vencedor da noite eleitoral, já tem acordo para formar governo e já tomou posse no Palácio Presidencial, numa cerimónia sem qualquer registo religioso.
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Negócios 26 de janeiro de 2015 às 08:36

20h43 "Não há urgência em agir" na dívida grega, afirmou Jean-Claude Juncker, durante uma entrevista à cadeia pública alemã ARD. A questão "não está no radar da Comissão", disse.

 

"Não penso que haja uma maioria no Eurogrupo, em particular da Zona euro, para uma redução da dívida", acrescentou.

 

20h22 O deputado do Syriza Yanis Varoufakis, apontado como ministro das Finanças, afasta a saída da Grécia do euro e assegura que o partido não procurará "a confrontação".

 

Em declarações ao programa radiofónico Today, da BBC, Varoufakis disse que o novo Governo grego liderado pelo Syriza negociará construtivamente uma restruturação da dívida do país com Bruxelas.

 

"Houve um pouco de 'bluff' da nossa parte", declarou o parlamentar de dupla nacionalidade grega e australiana, acrescentando que "o que realmente importa agora é sentarmo-nos a falar" sobre a melhor maneira de reorganizar o pagamento da dívida grega.

 

"O 'Grexit' (a saída da Grécia do euro) não está em cima da mesa, não vamos para Bruxelas ou para Frankfurt com uma postura de confrontação", afirmou.

 

Varoufakis disse que o actual calendário de pagamento da dívida "é completamente impraticável e totalmente desligado do crescimento grego", o que não é positivo, observou, para nenhuma das partes envolvidas.

 

20h00 O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirma que as discussões com o novo governo grego, liderado pelo Syriza, terão como "ponto de partida" a "ambição comum" de a Grécia permanecer na Zona Euro. 

 

18h23 - Christine Lagarde reagiu numa nota enviada às redacções: "Estamos prontos para continuar a ajudar a Grécia e para negociar com o novo Governo".

 

18h00 - A praça Syntagma, em Atenas, está sob trovoada.

 

17h58 - O primeiro acto oficial de Alexis Tsipras foi depositar flores no Memorial da Resistência Nacional em Kaisariani, Atenas. Este memorial presta homenagem aos 200 gregos que foram mortos na Segunda Guerra Mundial. A televisão grega apelidou o acto como um desafio à Alemanha.

 

17h55 - "A Grécia está na Zona Euro, quer manter-se na Zona Euro, e vai ficar na Zona Euro", afirmou o presidente francês, François Hollande, em declarações aos jornalistas, em Paris. 

 

17h43 - França apoia a Grécia. De acordo com o jornal espanhol El País, François Hollande, presidente da França, já conversou por telefone com Alexis Tsipras para expressar o seu apoio ao novo primeiro-ministro grego. Durante a conversa, refere o comunicado do Palácio do Eliseu (residência oficial do Presidente francês) citado por este órgão de comunicação, Hollande convidou Tsipras a visitar Paris em breve. E manifestou o seu desejo de ajudar a Grécia "a voltar à estabilidade e ao crescimento" indicando que a França "permanecerá junto a Atenas durante este período importante para o seu futuro".

 

17h42 - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, falou aos telefone com o primeiro-ministro Alexis Tsipras, esta tarde. De acordo com um porta-voz, Juncker felicitou Tsipras e convidou-o para visitar a Comissão em Bruxelas. 

 

17h20 - Nicholas Economides, professor da NYU Stern School of Business Economics, analisa na Bloomberg qual o impacto dos resultados das eleições na Grécia.

 

16h51 - O ministro da Economia, referindo-se à Grécia, deixou críticas ao facto de "em meia hora" ter havido um acordo entre a esquerda e um partido "à direita de qualquer partido de um Governo de Portugal."

 

16h41 - No dia seguinte à vitória do Syriza nas eleições legislativas helénicas, a bolsa grega recuou mais de 3% numa sessão em que ainda chegou a negociar em terreno positivo. Já os juros da dívida pública grega subiram em todas as maturidades.

 

16h31 - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que a União Europeia continua empenhada em ajudar a Grécia a recuperar a sua economia, numa mensagem em que felicitou o novo primeiro-ministro do país, Alexis Tsipras.

 

15h59 - Uma reportagem da Lusa dá conta que em Atenas acordou hoje inundada por um sol radioso que parecia celebrar a profunda mudança política na Grécia após as eleições de domingo, mas a população mantém-se na expectativa e espera que Alexis Tsipras cumpra o que prometeu.

 

15h20 - Cristina Kirchner, Presidente da Argentina, já enviou felicitações "ao povo grego pela jornada democrática" deste domingo, um dia que "representa uma esperança para os povos europeus".

 

Num comunicado divulgado pela presidência argentina, Kirchner considera que "o triunfo do Syriza e o próximo Governo liderado por Alexis Tsipras, são uma esperança para os povos europeus porque mostram que há políticas alternativas viáveis e que rejeitam o ajustamento, propondo um crescimento com inclusão social enquanto caminho para superar a crise".

 

14h58 - O líder do Podemos, Pablo Iglesias, considerou hoje que as eleições na Grécia marcam "um tempo novo" que também "chegará à Espanha", mas ressalvou que a vitória do Syriza não garante um triunfo do seu partido nas eleições espanholas. "Suponho que se recordam do 'apocalipse' que alguns vaticinavam caso Tsipras ganhasse as eleições. Não aconteceu, o sol voltou a nascer na Grécia, um sol de esperança, e os mecanismos da democracia funcionaram com normalidade", afirmou o secretário geral do Podemos, citado pela Lusa.

 

14h50 - A associação que representa as entidades patronais europeias espera que o novo Governo grego esteja de forma realista nas negociações com a Europa e considerou que as decisões do BCE e a baixa do petróleo e do euro ajudam o país. "Estamos confiantes de que o novo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, agirá de forma responsável e realista nas próximas conversações, respeitando os compromissos europeus acordados pelo Governo grego", afirmou em comunicado o diretor-geral da Business Europe, Markus Beyrer.

 

14h18 - Alexis Tsipras já tomou posse como primeiro-ministro. Numa cerimónia sem qualquer registo religioso, Tsipras recebeu do Presidente Karolos Papoulias o mandato para a formação de Governo. Foi a primeira vez que um primeiro-ministro grego indigitado opta por um juramento civil. O líder do Syriza jurou cumprir a constituição helénica e servir o povo grego. Nas próximas semanas, a equipa governamental que vier a ser formada terá de ser aprovada em sede parlamentar. "Senhor presidente, juro que aplicarei a Constituição e as leis e que trabalharei sempre pelo interesse geral do povo grego", disse.

 

14h00 - Paul Krugman, economista norte-americano e antigo prémio Nobel da Economia, mostra esperanças de que a vitória do Syriza represente o "fim do pesadelo da Grécia". Num artigo publicado esta segunda-feira no New York Times, Krugman defende que "o resto da Europa deveria dar uma oportunidade [a Tsipras] para acabar com o pesadelo do país".

 

13h52 - O primeiro-ministro português considera que é difícil olhar para o programa eleitoral do Syriza, vencedor das eleições gregas de 25 de Janeiro, e ver ali a concordância dos parceiros europeus. "O programa [da Coligação da Esquerda Radical] tem muitas dificuldades de ser conciliado com aquelas que são as regras europeias", indicou Pedro Passos Coelho, em Lisboa, em declarações transmitidas pela RTP Informação.

 

13h03 - Conheça as datas-chave que vão ser decisivas para o novo Executivo de Atenas.

 

13h00 - Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, num tweet enviado para a conta de Twitter de Alexis Tsipras, líder do Syria: "Aguardo com expectativa trabalhar consigo em prol dos cidadãos da Grécia e da União Europeia".

 

12h48 - Pierre Moscovici reconhece a "legitimidade" do novo Governo grego e quer negociar com o novo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, o mais rapidamente possível. O comissário europeu para os assuntos económicos diz que há muitos pontos em comum entre Bruxelas e o novo governo grego. "Todos queremos uma Grécia que permaneça de pé, que crie empregos e gere crescimento, reduzindo a desigualdade e que pague a sua dívida", afirmou.

 

12h43 - Manuel Esteves, editor de economia do Negócios, analisa os resultados das eleições na Grécia

 

12h45 - Jack Lew lembra que a Grécia já adoptou muitas medidas difíceis e está a conseguir resolver os seus problemas. O secretário do Tesouro dos EUA acrescentou que a economia europeia precisa de reforçar a sua flexibilidade.

 

12h40 - O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, considera que é muito cedo para discutir a situação na Grécia e que ninguém está a forçar nada no país.

 

12h37 - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que "é do senso comum" que "a Comissão Europeia tem de trabalhar de perto com qualquer Governo [da União Europeia] e é isso que vai acontecer com a Grécia". Juncker falava aos jornalistas em Bruxelas à entrada do Eurogrupo, que esta segunda-feira vai debater a situação da Grécia. 

 

12h00 - Christine Lagarde deixou o alerta à Grécia que o país tem que respeitar as regras da Zona Euro e não pode reclamar um tratamento especial. Em entrevista ao Le Monde, citada pela Reuters, a directora-geral do FMI assinalou que "há regras internas na Zona Euro que têm que ser respeitadas". Acrescentou que "não podemos criar categorias diferentes para diferentes países".  

 

11h51 - Bolsa grega alivia parte das quedas

 

11h50 - "Um plano económico que funcione". David Cameron, chefe do Governo britânico, considera que "o que as eleições gregas mostram é que precisamos de um plano económico que funcione". O primeiro-ministro do Reino Unido assinala ainda que "os eleitores gregos estavam revoltados com o falhanço" e "o que as eleições na Grécia vão também mostrar é que alguns sinais de alerta, sinais de perigo, na economia mundial".

 

 

Oferecemos a nossa cooperação mas esperamos que a Grécia mantenha os seus compromissos
 
Porta-voz de Angela Merkel 

11h45 - Angela Merkel, através do seu porta-voz, fez saber que está pronta para trabalhar com o novo Governo de Atenas. Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, aos jornalistas, salientou que "oferecemos [Alemanha] a nossa cooperação mas esperamos que a Grécia mantenha os seus compromissos".

 

11h37 - A Comissão Europeia está pronta para trabalhar com novo Governo grego. A porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, citada pela Bloomberg, avança que a "Comissão respeita totalmente a escolha soberana e democrática da população grega". "Estamos prontos para [falar] com novo Governo quando estiver formado", garantiu acrescentando que "a Grécia fez progressos assinaláveis nos últimos anos e estamos dispostos a continuar a apoiar a Grécia nos desafios de reformas" que subsistem.

 

11h31 - Presidente do Eurogrupo defende que é muito cedo para dizer alguma coisa sobre a dívida grega. Jeroen Dijsselbloem defende ainda que a economia helénica necessita de mais reformas. Estas palavras surgem antes do encontro desta tarde do Eurogrupo (encontro dos ministros das Finanças do euro). No âmbito deste encontro, Dijsselbloem afirma ainda que haverá pouco apoio neste organismo a um "write off" da dívida grega. A principal bandeira do Syriza é a reestruturação da dívida. Países como Alemanha e Finlândia já se assumiram contra qualquer perdão. 

 

10h55 - Alexis Tsipras encontra-se com o presidente da República às 13h30 e será designado primeiro-ministro às 14h, hora de Lisboa.

 

10h50 - Yanis Varoufakis, político, economista e professor, está a ser apontado como o novo ministro das Finanças da Grécia, de acordo com o Guardian.

 

10h05 - A Finlândia está disponível para debater um alargamento do programa de resgate da Grécia. Porém, para que esta discussão seja possível, o novo Governo tem de comprometer-se com os acordos já assinados e com as reformas estruturais prometidas. As palavras são do primeiro-ministro finlandês, Alexander Stubb.

 

10h00 - Depois de um arranque de sessão mais nervoso, os investidores mostram-se mais tranquilos com a vitória do Syriza. Entre as bolsas europeias, não se verifica uma tendência definida. Lisboa, Londres, Milão estão a registar perdas muito ligeiras, inferiores a 0,20%. A praça helénica, por outro lado, lidera as desvalorizações, ao recuar mais de 2,50%. Ainda assim, está a atenuar um pouco as perdas registadas já durante esta sessão. As restantes praças do Velho Continente estão do lado dos ganhos, com a praça germânica e holandesa a liderarem, ao valorizarem menos de 0,50%. A recuperar está também o euro face ao dólar. A moeda europeia, que este domingo caiu para os 1,1165 dólares - mantendo-se assim perto do valor mais baixo desde Setembro de 2003 (1,1115 dólares) atingido na última sexta-feira, 23 de Janeiro – soma 0,41% para 1,1250 dólares .

 

9h45 - Tsipras vai encontrar-se com o presidente grego às 15h30 (13h30 hora de Lisboa)

 

9h40 - Na primeira reunião com os partidos gregos, Alexis Tsipras já conseguiu um acordo para formar um Governo de coligação. O responsável máximo dos Gregos Independentes, Panos Kammenos (na foto), afirmou aos jornalistas em Atenas que aceitou apoiar um governo liderado por Alexis Tsipras. Aos 149 deputados eleitos pelo Syriza, juntam-se assim mais 13 deputados deste partido de direita nacionalista.  

 

Aqueles que pensam que poderiam melhorar a União Europeia estavam errados e vão arcar com a responsabilidade do tempo perdido
 
Marine Le Pen

9h35: FT: Vai Tsipras ser Lula ou Chávez? Um dos colunistas do Financial Times (FT), Tony Barber, questiona se Alexis Tsipras, que venceu as eleições gregas com quase maioria absoluta, vai governar como um pragmático, depois de ter feito campanha como radical. Depois de descrever a vitória eleitoral de Andreas Papandreou em 1981 pelo PASOK, Barber questiona (salientando que ainda não é possível uma resposta definitiva) se o líder do Syriza vai mostrar-se moderado e disponível para chegar a acordo com os credores internacionais. "Durante três anos, por vezes ele [Alexis Tsipras] parecia Hugo Chávez, o último presidente populista venezuelano" e "por vezes [parecia] Luiz Inácio Lula da Silva, o antigo presidente brasileiro que, uma vez no Governo, governou como um reformista em vez de como um radical de esquerda". Este colunista defende que, a favor de Tsipras, se escolher o pragmatismo, está o facto que, actualmente, a Grécia não se encontra envolta numa guerra ideológica, como no mandato de Papandreou. Mas, por outro lado, contra Tsipras está o facto que as facções mais à esquerda do partido odeiam o pragmatismo.

 

9h25: O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou Alexis Tsipras. "O chefe de Estado russo manifestou a certeza de que a Rússia e a Grécia vão continuar a reforçar a cooperação tradicionalmente construtiva em todos os domínios e poderão cooperar de forma eficaz para resolver os atuais problemas da Europa e do mundo", de acordo com um comunicado divulgado pela presidência russa e citado pela Lusa.

 

9h10 - As acções da Grécia, nomeadamente os bancos, estão em forte desvalorização. O índice ASE, que reúne as 60 maiorias empresas helénicas, está a perder mais de 5%, depois de um início de sessão com uma perda em torno de 2%, de acordo com dados da agência Bloomberg. No mercado de dívida, a forte queda do valor das obrigações helénicas também é muito mais intensa no que no resto da Europa. A taxa de juro implícita da dívida grega a dez anos está a registar um avanço de 40,3 pontos base (0,403 pontos percentuais) para os 8,8%, tendo já superado os 9%. 

 

9h05 - A esquerda radical francesa e a Frente Nacional, um dos partidos de extrema-direita mais poderosos da União Europeia, saudaram hoje a vitória do Syriza nas eleições gregas, interpretando-a como uma derrota das políticas de austeridade. A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, manifestou a sua satisfação perante a "monstruosa bofetada democrática que o povo grego veio dar à União Europeia". "Aqueles que pensam que poderiam melhorar a União Europeia estavam errados e vão arcar com a responsabilidade do tempo perdido", afirmou Marine Le Pen, de acordo com a Lusa. 

 

8h52 - Benoît Coeuré, membro francês do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou ser "impossível para o BCE" aceitar uma reestruturação dos títulos de dívida grega na sua posse, numa entrevista publicada hoje. "É absolutamente claro que não podemos concordar com qualquer redução da dívida que inclua os títulos detidos pelo BCE. Tal é impossível por razões legais", advertiu Benoît Coeuré, em entrevista ao jornal económico alemão Handelsblatt, citada pela agência noticiosa AFP.

 

8h50 - A China também já felicitou o partido Syriza pela vitória nas eleições gregas de domingo e manifestou-se

É absolutamente claro que não podemos concordar com qualquer redução da dívida que inclua os títulos detidos pelo BCE
 
Benoît Coeuré

"disposta a trabalhar com o novo Governo da Grécia para fortalecer a cooperação bilateral". "A China atribui grande importância ao desenvolvimento dos laços bilaterais com a Grécia e está disposta a trabalhar com o novo Governo para fortalecer a cooperação em várias áreas e elevar a nossa parceria estratégica a um novo patamar", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, citada pela Lusa.

 

8h45 - A reacção dos mercados está a ser negativa, mas com variações pouco expressivas. As bolsas europeias estão no vermelho, com as quedas a serem inferiores a 1%. Em Lisboa o PSI-20 abriu a cair mais de 1% mas já recuperou e está a esta altua a ceder 0,94% para 5.250.73 pontos. No mercado cambial o euro também recuperou dos mínimos de 11 anos que ficou nas praças asiáticas, seguindo agora em alta ligeira e acima de 1,124 dólares. Acompanha aqui as variações dos índices europeus e de outros mercados.

 

8h40 - A imprensa internacional dá hoje grande destaque à vitória do partido Syriza nas eleições gregas, dividindo-se entre o receio e o entusiasmo, mas concordando que se trata de um resultado "histórico" nas urnas, de acodo com uma recolha efectuada pela agência Lusa. O britânico The Guardian antecipa um cenário de instabilidade. "Vitória histórica do Syriza coloca Grécia em rota de colisão com a Europa", escreve na manchete.Receoso mostra-se também o espanhol El País, que também dedica a manchete ao tema: "A vitória de Syriza antecipa um período de agitação na Europa". 

 

- O líder do Syriza, partido vencedor das eleições na Grécia, vai reunir-se hoje de manhã com o presidente do partido de direita nacionalista Gregos Independentes (ANEL), para explorar a possibilidade de formar um Governo conjunto. Segundo informou o Syriza, Alexis Tsipras vai encontrar-se com Panos Kamenos às 08:30 TMG (mesma hora em Lisboa), depois de receber do Presidente da República, Károlos Papulias, a tarefa de formar Governo. Ainda durante o dia de hoje, Alexis Tsipras deverá também manter encontros com os líderes do partido de centro-esquerda To Potami (O Rio) e do partido comunista KKE, Stavros Theodorakis e Dimitris Kutsumbas, respetivamente, apesar de ainda não ter sido fechado um compromisso nesse sentido.

 

- Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje em Bruxelas, num encontro que, segundo a Lusa, se prevê curto. O principal tema da agenda é mesmo a Grécia, com o Eurogrupo a fazer um ponto da situação do programa de assistência grego, que expira dentro de aproximadamente cinco semanas, mas não haverá quaisquer decisões, até porque agora é necessário aguardar pelo novo interlocutor grego à mesa do fórum de ministros das Finanças da zona euro, face à viragem política operada na Grécia. 

 

- Alexis Tsipras recebeu felicitações de vários países. A Casa Branca afirmou hoje esperar trabalhar de perto com o próximo governo grego e o presidente francês recordou a amizade que une a França e a Grécia e manifestou vontade de continuar essa cooperação "ao serviço do crescimento e da estabilidade da zona euro".

 

- Os resultados finais das eleições foram conhecidos já na madrugada. O Syriza ficou a uma curta distância de conseguir maioria absoluta, de acordo com os resultados oficiais disponibilizados pelo Ministério do Interior  , numa altura em que estão contados 99,82% das secções de votos. Conquistou 36,34% dos votos, elegendo 149 deputados, o que significa que não consegue maioria absoluta (eram necessários 151). A Nova Democracia conquistou 27,81% dos votos e a Aurora Dourada foi a terceira força política mais votada, apesar de ter perdido um deputado.

 

Veja como era e como vai ficar composto o Parlamento grego

  

- O Negócios publicou um trabalho onde lista os 12 trabalhos que Tsipras tem pela frente. Veja aqui quais são. Analisou também, afinal o que pensam os gregos.

 

- Neste minuto a minuto o Negócios acompanhou os principais eventos da noite eleitoral, com os resultados das eleições e os discursos dos principais protagonistas.




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