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Crise grega ao minuto: sexta, 3 de Julho

O referendo vai mesmo decorrer no domingo, depois de o Tribunal Constitucional grego ter declarado a sua legalidade. As sondagens apontam para empate técnico e os responsáveis europeus e gregos aproveitam para fazer as últimas declarações. Nas ruas de Atenas estão cerca de 50 mil pessoas. Acompanhe aqui os desenvolvimentos e os apontamentos de reportagem da enviada do Negócios a Atenas.

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21h12 – O ministro das Finanças terá dado esta sexta-feira dezenas de entrevistas. As televisões portuguesas também entrevistaram Yanis Varoufakis. À RTP o ministro deixa uma mensagem para Portugal: "a democracia funciona, confiem no povo". À SIC Notícias refere que "a democracia precisa de uma oportunidade neste continente".

 

21h06 - O discurso de Tsipras foi curto. O primeiro-ministro mostrou-se confiante numa vitória do "não", mas não explicou o que pode acontecer na segunda-feira. Adam não está desiludido. "Isto é uma celebração, e é das maiores que já vi nesta praça. Acreditamos que se o não ganhar, Tsipras pode ir a Bruxelas pedir um compromisso que respeite a decisão dos gregos e que inclua uma medida clara sobre a dívida. Isso sim, seria realista", diz ao Negócios o sociólogo que trabalha a recibos verdes. Vai voltar para casa mas há muita gente que fica. Depois dos incidentes do início da concentração, o ambiente é tranquilo. As pessoas comem, bebem, cantam e conversam.

20h29 - Varoufakis disse ao The Telegraph que a Grécia está preparada para um cerco económico e que, por isso, armazenou alimentos, medicamentos e energia suficientes para seis meses. 

20h20 - 
Os Estados Unidos pressionaram o FMI para divulgar esta semana o relatório sobre a dívida grega, mesmo com a oposição da Europa, avança a Reuters. Os membros da Zona Euro tentaram, em vão, impedir que o FMI publicasse a análise que diz que a dívida grega não é sustentável sem um significativo alívio do encargo da dívida.

19h56 -
Cerca de 25.000 pessoas estão hoje a manifestar-se em Atenas pelo "não" no referendo de domingo, enquanto 20.000 se batem pelo "sim", uma hora após o início das duas concentrações no centro da capital, indicou fonte policial, citada pela Lusa. Veja aqui as imagens das duas manifestações.


19h37 - Tsipras subiu ao palco da praça Syntagma, que está repleta de apoiantes do "não". Envergando uma camisa branca, acena aos manifestantes. "O referendo de domingo tem a ver com decidir viver com dignidade na Europa", disse o primeiro-ministro no início do seu discurso. "A Grécia é o berço da civilização. Não permitiremos que os tecnocratas da austeridade voltem a violar a Europa e nos roubem a Europa", sublinhou. Num curto discurso de 10 minutos, Tsipras disse à multidão que "na segunda-feira, seja qual tiver sido o resultado, diremos não à divisão".

 

19h13 - O presidente do Parlamento Europeu disse esta tarde que o referendo na Grécia não é uma votação sobre a permanência, ou não, do país no euro. Num tom conciliatório, disse mesmo que "talvez tenhamos que nos habituar a viver com um país que é membro da Zona Euro e que está em bancarrota".

 

19h10 - Na concentração a favor do "sim", vendem-se bandeiras da Grécia e da União Europeia. As primeiras são mais caras, porque quase esgotaram. Uma senhora grega de olhos azuis e num inglês perfeito - estudou nos Estados Unidos - faz questão de segurar as duas bandeiras, uma em cada mão. "Estou aqui para dizer sim à Europa. Não para dizer sim ao ministro das Finanças alemão, nem sim às medidas, que foram difíceis, mas se é para escolher estar dentro ou fora da Europa escolho claramente estar na Europa", diz ao Negócios.

 

18h33 - Junto ao estádio de Kalimarmaro concentram-se milhares de pessoas a favor do "sim". A média etária estará acima dos quarenta anos, mas na segunda fila alguns jovens voluntários tentam contrariar o estereótipo: seguram várias letras que juntas formam a frase: "Os jovens estão com o sim". Há música e o ambiente é relaxado. Só se agita quando ao microfone uma mulher fala... em grego. Pelo meio percebem-se as palavras "Evropi" e "Dimokratia". A principal mensagem, explicam ao Negócios, é "Sim à Grécia, sim à Europa".

18h30 - A agência de notação financeira canadiana DBRS manteve o rating da União Europeia em ‘triplo A’, com perspectiva estável. E considera improvável que um eventual ‘Grexit’ tenha impacto directo na classificação da UE.


17h53 - 
Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, está em Atenas e em declarações à RTP, referiu que ainda não esteve com Alexis Tsipras, de quem é amiga. Contudo, a eurodeputada assinalou que Tsipras terá no seu espírito a "determinação e a convicção de que está a responder aos interesses dos gregos". Ter convocado um referendo sem garantias que a sua posição vá ser a mais votada – o "não" – é a "prova de uma enorme lição democrática", assinalou a eurodeputada.


17h48
 - O ministro grego das Finanças disse à estação televisiva Channel 4 News que os quatro maiores bancos do país estão seguros e não vão sofrer um resgate com recurso aos depósitos, como aconteceu no Chipre. E adiantou que o Syriza manter-se-á no governo, mesmo que ganhe o sim no referendo de 5 de Julho.

 

 

17h47 - As avenidas que separam a manifestação do "sim" da do "não", a uma distância de quinze minutos a pé, estão cortadas ao trânsito. Estacionadas estão várias carrinhas da polícia. 

 

17h45 - Já há confrontos entre manifestantes e a polícia na praça Syntagma. Ouvem-se estoiros e vêem-se pessoas com pedras na mão. A praça Syntagma já está repleta de pessoas e para já, apesar deste incidente num dos locais, a situação está calma.

 

17h38 - A linha vermelha do metro de Atenas, que será gratuito até pelo menos domingo, está completamente apinhada. Hora de ponta ou corrida às manifestações? Daqui a pouco há uma pelo "sim" e outra pelo "não", marcadas para locais não muito distantes. A repórter do Negócios em Atenas está a acompanhar as manifestações no terreno.

 

17h20 - Uma funcionária pública conta que recebeu hoje um telefonema do chefe. "Perguntou-me: vais votar ‘não’? Está tudo bem contigo? Já não tens idade para isso", conta, pedindo para não ser identificada. A maioria das pessoas da sua equipa assume-se como apoiante do "sim", mas uma votação secreta, que fizeram "na brincadeira" indica o contrário: foram três vezes mais as pessoas que disseram que vão votar no "não" do que no "sim". "Mas vale o que vale. É frequente as pessoas mudarem de opinião nos últimos dias", diz, ao Negocios, em Atenas. 

17h17 - A bolsa nacional em queda, acompanhando o comportamento dos restantes mercados accionistas europeus. Enquanto o Stoxx 600 caiu 0,53%, o PSI-20 perdeu 0,68%, pressionado pela Jerónimo Martins, isto numa sessão em que as taxas da dívida dos países do euro estiveram a descer com os investidores a apostarem numa vitória do "sim" na Grécia. O euro valorizou face ao dólar, já o petróleo afundou mais de 2% nos mercados internacionais.

 

17h16 - O Tribunal Constitucional da Grécia rejeitou o pedido para travar o referendo do próximo domingo, de acordo com fontes da agência Reuters. Nikolaos Sakellariou, presidente deste tribunal, revelou à Reuters que foi "rejeitado" o pedido de dois cidadãos que tinha como objectivo a não realização do referendo. "O referendo vai realizar-se", acrescentou.


15h45 - Segundo uma terceira sondagem divulgada esta sexta-feira, realizada pela Public Issue  jornal I Avgi, 45,5% dos gregos irão votar sim e 45% não. Há 3,5% de indecisos. E 83% dos estudantes pretendem votar contra as propostas dos credores.


Uma quarta sondagem, conduzida pelo instituto Alco, desta vez para o semanário Proto Thema , revela que 41,7% do povo grego está pelo sim, enquanto 41,1% se mostra pelo não. Uma luta cada vez mais renhida, com o não a ganhar terreno face aos resultados que foram apresentados de manhã.


15h40 –
Responsável da associação de bancos gregos, Louka Katseli, diz que as instituições bancárias já só têm mil milhões de euros de liquidez, o que será suficiente para chegar até segunda-feira. Este alerta foi feito esta sexta-feira pela responsável, que avisa que até dia 6 de Julho a liquidez da banca grega está assegurado. A partir desse dia dependerá do BCE. 


15h41 - 
Os alemães também estão divididos. "Fiquem connosco?" é o título do editorial do jornal germânico Die Zeit de hoje. Presente em três línguas – alemão, inglês e grego – o jornal apela à Grécia que escolha o "sim" no referendo de domingo e que se mantenha no euro. O texto começa por dizer: "Querida Grécia, vocês estão a decidir o futuro do vosso país" para, prosseguindo, dizer que "vocês, queridos gregos, vão também tomar uma decisão sobre o destino de 500 milhões de pessoas na Europa". O editorial pede ainda aos gregos que "virem-se contra as políticas em que votaram apenas há cinco meses" e diz mesmo que têm de "tomar o lado dos credores" e reconciliar-se com eles. "É pedir muito. Mas, ainda assim, estas são as nossas esperanças".

Por outro lado, o jornal alemão Bild, de acordo com o The Guardian, sinaliza que "nós, alemães, deveríamos perguntarmo-nos se queremos continuar a pagar". O Bild inquiriu os alemães e, segundo o jornal britânico, algumas pessoas são da opinião de continuar a apoiar a Grécia mas a maioria dos inquiridos disseram "não".

 

15h09 - No último dia de campanha para o referendo que vai ser realizado no domingo, os cartazes de apelo ao "não" e ao "sim" forram Atenas. Na fotografia, enviada pela jornalista do Negócios à Grécia, pode ver-se uma parede coberta de "não" (OXI) à saída de uma estação de uma estação do metro, em Atenas. A capital helénica está a ser o centro das atenções de todo o mundo, no dia que será marcado por novas manifestações. (A foto foi tirada pela jornalista, através de um smartphone)

14h30 - O primeiro-ministro grego endereçou um discurso à nação, pediu calma no domingo, na ida às urnas, e apelou novamente ao ‘não’. Para que não se ceda a chantagens e ultimatos. Alexis Tsipras também que o último relatório do FMI confirma que a dívida helénica não é sustentável, pelo que defende um perdão de 30% da dívida (o chamado 'haircut').

 



14h25 -
O Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) decidiu não exigir o pagamento do empréstimo da Grécia de forma imediata apesar de ter declarado a entrada em incumprimento do país. "O FEEF é o maior credor da Grécia. Este evento de incumprimento é causa de grande preocupação. Quebra o compromisso assumido pela Grécia de honrar as suas obrigações financeiras perante todos os seus credores, e abre a porta a consequências severas para a economia grega e para o povo grego. O FEEF vai coordenar de perto, com todos os estados-membro da Zona Euro, a Comissão Europeia e o FMI, futuras acções", afirma Regling, citado no comunicado emitido esta sexta-feira no site o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).


14h18 –
O ministro das Finanças alemão alertou, em entrevista ao Bild, que a proposta sobre a qual os gregos vão responder no referendo de domingo "já não está em cima da mesa", sendo que quaisquer negociações sobre um novo programa têm que "partir de uma base completamente nova e sobre condições económicas mais difíceis". 


14h16 -
O presidente do Eurogrupo afirmou que "não foram enviadas quaisquer novas propostas para Atenas, não estamos próximos de uma solução e não vamos falar com o governo grego até que tenhamos um resultado do referendo". Jeroen Dijsselbloem reagia às declarações do ministro das Finanças Yanis Varoufakis, que fez saber que um acordo está "mesmo à mão". "A história de hoje de Varoufakis a dizer que há uma nova proposta de Bruxelas e que estamos próximos de um acordo é totalmente falsa", disse o presidente do Eurogrupo aos jornalistas. 

13h03 – O primeiro-ministro grego deverá fazer uma breve declaração pública, de acordo com a imprensa grega. 


12h54 - 
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, assegurou hoje que um acordo com os credores está "mesmo à mão" e que as negociações com as instituições europeias têm estado a desenrolar-se, apesar da anunciada suspensão das mesmas. "Um acordo está em vista seja a resposta 'sim' ou 'não'" no referendo, declarou o ministro do partido de esquerda radical Syriza em entrevista à rádio pública irlandesa RTÉ.

11h58 - Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a vitória do "não" no referendo "enfraqueceria dramaticamente" a Grécia. E alerta que não há qualquer resultado que fortaleça Atenas nas negociações. O presidente da Comissão, que falou aos jornalistas após uma visita ao Luxemburgo, acrescentou ainda que, mesmo que o "sim" vença, as negociações entre a Grécia e os credores serão "difíceis", segundo a Bloomberg.

11h29 -
"Espero, desejo, que o ‘sim’ ganhe neste referendo. Será a prova de que os gregos elegem, claramente, a preferência pela Zona Euro", afirmou o comissário Europeu, Pierre Moscovici, em entrevista ao El Mundo.

 

10h32 - "Está a funcionar! Têm notas de 20 euros!", exclama Anna, 25 anos, que trabalha numa empresa de software, e que acaba de conseguir levantar 60 euros, tal como verificado pelo Negócios, em Atenas (a foto à esquerda foi tirada pela jornalista através de um smartphone). As filas para os multibancos persistem, a dois dias do referendo. 100 metros abaixo na mesma rua, na Zona de Abelokipi, Irene, 67 anos, tenta os 60 euros e recebe uma mensagem de erro. Só consegue levantar 50. As filas continuam... Excepto nos multibancos que estão "temporariamente fora de serviço".Recorde-se que a Grécia está sob controlo de capitais, o que significa que as pessoas só podem fazer levantamentos no valor total de 60 euros por dia. Nos últimos dias tem sido difícil encontrar multibancos com notas de 20 euros ou 10 euros, o que tem levado a que muitas pessoas só consigam levantar 50 euros por dia.

10h23 – O vice-ministro das Finanças esclareceu o que disse na televisão. "Chega de distorção", afirmou, através do Twitter, salientando que na entrevista à Skai apenas disse que a proposta dos credores não seria aprovada no Parlamento. Rejeitando desta forma a perspectiva de que o Governo tivesse convocado o referendo para se manter no poder. 

10h23 - Constâncio diz que resultado do referendo será "relevante" para decisões do BCE sobre a Grécia. O vice-presidente do BCE avisa que a vitória do "não" no referendo poderá piorar ainda mais a situação dos bancos gregos. Como o voto condicionará as negociações para um acordo, também será decisivo para as decisões do banco central sobre o financiamento aos bancos do país.

09h25 - O Conselho de Estado, que inclui o Tribunal Constitucional, vai pronunciar-se ao final do dia sobre o referendo, depois de ter recebido uma providência cautelar contra a realização do referendo.

09h15 –
 O vice-ministro das Finanças da Grécia, Euclid Tsakalotos, admite numa entrevista à televisão Skai, que o Governo optou por avançar com o referendo de forma a se manter no poder, uma vez que um acordo não passaria no Parlamento, revela uma jornalista grega.

 


09h10 –
68% dos alemães culpa o Syriza pela crise na Grécia, enquanto 4% considera que a culpa é da União Europeia, revela um jornalista da Bloomberg através do Twitter. 

 

 

09h07 - Sondagens mostram gregos divididos. Entre o "sim" e o "não" não há um claro vencedor. A dois dias do referendo em que serão chamados a votar "sim" ou "não" às propostas dos credores, os gregos revelam-se muito divididos. Duas sondagens, divulgadas esta sexta-feira, desenham cenários contraditórios.


08h59 –
O ministro das Finanças está activo no Twitter, numa clara campanha ao "não" no referendo. Uma das publicações é sobre o relatório do FMI de ontem, onde o Fundo liderado por Christine Lagarde conclui que será necessário um "haircut" caso o país não implemente reformas e que a Europa tem de emprestar pelo menos 36 mil milhões de euros ao país. "FMI concorda com Atenas sobre a Grécia precisar de um perdão de dívida", diz Varoufakis, partilhando uma notícia do New York Times.

 


08h56 -
Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, considera que a questão colocada no referendo "não é nem factual nem juridicamente correta" e que, seja qual for o resultado, "os gregos vão enviar no domingo um sinal político ao resto da Europa". O responsável vai mais longe: "Seria errado supor que um 'não' reforçaria a posição de negociação grega. É o oposto", declarou, em entrevista ao jornal alemão Die Welt, citada pela Lusa.


No domingo os olhos vão estar postos em cima da Grécia. Os gregos vão votar o referendo que o Governo liderado por Alexis Tsipras convocou. Aceitam as propostas dos credores ou não? O primeiro-ministro já disse que, independentemente da resposta, segunda-feira estará em Bruxelas para assinar um acordo. 

Hoje é o último dia de campanha. Os defensores do "não" e do "sim" terão estas últimas horas para apelar ao voto. Para o final do dia estão marcadas manifestações dos dois lados. 

Os gregos vão votar histórico "sim" ou "não" indiferentes à pergunta, pode ler-se na reportagem da enviada especial do Negócios a Atenas. 
Será uma resposta histórica a uma pergunta que os gregos desvalorizam. Para quem já decidiu "sim" está em causa a permanência na Zona Euro. Para os apoiantes do "não" o mais sonoro protesto contra a austeridade.

As urnas abrem às 7h locais, de domingo, e encerram às 19h (entre as 5h e as 17h, de Lisboa). Já os resultados oficiais deverão ser conhecidos por volta das 21h na Grécia (19h em Lisboa). 

(Notícia em permanente actualização)


 

19h37 - Tsipras subiu ao palco da praça Syntagma, que está repleta de apoiantes do "não". Envergando uma camisa branca, acena aos manifestantes. "O referendo de domingo tem a ver com decidir viver com dignidade na Europa", disse o primeiro-ministro no início do seu discurso. "A Grécia é o berço da civilização. Não permitiremos que os tecnocratas da austeridade voltem a violar a Europa e nos roubem a Europa", sublinhou. Num curto discurso de 10 minutos, Tsipras disse à multidão que "na segunda-feira, seja qual tiver sido o resultado, diremos não à divisão".

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