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Moscovici: Credores europeus aceitaram aliviar juros e prolongar prazos da dívida grega

O comissário europeu para os Assuntos Económicos admitiu que o alívio da dívida grega já foi discutido pelo Eurogrupo e poderá ser posto em prática "depois das negociações de um bom programa de desenvolvimento e assistência".

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 12:28
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Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, garantiu esta terça-feira, 21 de Julho, que os credores europeus da Grécia acordaram aliviar a dívida de Atenas se o país cumprir as condições do terceiro programa de assistência financeira.

"O Eurogrupo já discutiu isso", avançou Moscovici, em entrevista à RMC rádio. "Chegámos a acordo para aliviar o encargo com os juros, e para prolongar a maturidade da dívida. É algo que pode ser feito quando chegar a hora, depois das negociações de um bom programa de desenvolvimento e assistência".

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem apelado repetidamente aos Governos da Zona Euro para que aceitem um alívio da dívida grega, para aumentar a possibilidade de recuperar a economia do país. Segundo a Bloomberg, sem alívio da dívida, os economistas duvidam que o terceiro programa de resgate tenha sucesso, e esperam que o tema da saída da Grécia do euro volte a estar na agenda no próximo ano.

De acordo com 71% dos economistas consultados pela agência noticiosa, a Grécia ainda poderá ser forçada a abandonar a união monetária até ao final de 2016. Metade acredita que o montante do terceiro programa de assistência não será suficiente.

Ainda que Moscovici tenha ido mais longe nos detalhes sobre o alívio da dívida grega, essa possibilidade já tinha sido admitida por outros responsáveis europeus, como a chanceler alemã. Angela Merkel disse, no domingo, que está preparada para discutir o alívio da dívida assim que a Grécia completar a primeira fase do programa de assistência.   

"Quando estiver concluída a primeira avaliação bem-sucedida, esta questão será discutida", afirmou Merkel em entrevista à emissora ARD. "Não agora, mas em seguida".

Tal como a chanceler alemã, Moscovici explicou que não se trata de aceitar um corte no valor nominal da dívida, mas aliviar os juros e prolongar os prazos.

"Existe resistência em toda a Europa a um perdão de dívida. Na Alemanha, mas também em França ", sublinhou o comissário europeu. "Não é uma reestruturação. É uma re-caracterização".

O parlamento grego vai votar amanhã a segunda ronda de medidas que são condição para o terceiro resgate ao país. Depois de três semanas encerrados, os bancos abriram portas esta segunda-feira, ainda que os controlos de capitais ainda estejam em vigor.

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