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Nomura: É provável que haja um referendo sobre permanência grega no euro

Dois analistas desta instituição financeira japonesa acreditam que a resolução do impasse relativo ao plano de reformas que a Grécia terá de apresentar poderá passar por um referendo sobre a permanência do país no euro.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Abril de 2015 às 16:45
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Na perspectiva dos analistas do banco japonês Nomura, Dimitris Drakopoulos e Lefteris Farmakis, a Grécia poderá vir a promover um referendo sobre a permanência do país na Zona Euro como forma de resolver o impasse registado nas negociações entre Atenas e as instituições credoras.

 

A Grécia e os seus parceiros adiaram, ainda na semana passada, um acordo final sobre as medidas que Atenas terá de apresentar para o próximo dia 11 de Maio. No final do encontro do Eurogrupo realizado esta sexta-feira, 24 de Abril, vários líderes europeus criticaram a postura assumida pelo ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.

 

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, assumiu que subsistem "muitas diferenças que precisam de ser ultrapassadas, ao nível do conteúdo", lamentando ainda que tenha sido "desperdiçado muito tempo nestes últimos dois meses". Dijsselbloem refere-se ao facto de não ter sido alcançado um acordo abrangente ainda durante o mês de Fevereiro.

 

Já o Nomura acredita que a principal vantagem da prossecução de um referendo na Grécia seria a de uma eventual suavização da postura negocial das autoridades helénicas.

 

Tendo em conta que as sondagens na Grécia continuam a evidenciar que cerca de 80% dos gregos não admitem outro cenário que não passe pela manutenção na Zona Euro, o banco nipónico sustenta que um referendo permitiria ao governo liderado por Alexis Tsipras adoptar um mandato menos duro nas negociações, assumindo assim uma posição mais conciliatória de forma a facilitar uma resolução face ao actual impasse.

 

Os analistas do Nomura sustentam que esse facto levaria os eleitores gregos a aceitar medidas de austeridade adicionais de forma a garantirem a sua permanência no bloco do euro.

 

No entanto, apesar do aparente virtuosismo que tal referendo poderia representar, o Nomura nota que o agendamento de uma consulta popular deste cariz teria efeitos negativos nos mercados, devido à sempre inerente incerteza associada a este tipo de evento.

 

Tendo em conta os vários cenários apresentados, o banco japonês refere que há 55% de possibilidades de o dito referendo se concretizar, 20% de hipóteses de ser formado um governo de unidade nacional sem eleições, que permita ultrapassar o beco a que chegaram as negociações.

 

O outro cenário é o que representa maior incerteza, com 25% de possibilidades de o impasse perdurar sem que se chegue a um acordo final que permita desbloquear a tranche de 7,2 mil milhões de euros, prevista no programa de assistência grego e que permanece por desbloquear, o que levaria à provável entrada da Grécia em "default" e a uma potencial concretização da saída do país do euro ("Grexit").

 

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