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Passos: Actuação do BCE é um conflito de interesses

Em Florença, o primeiro-ministro português voltou a defender a necessidade de criar um Fundo Monetário Europeu, que ponha um ponto final na troika e faça com que o BCE deixe de actuar em conflito de interesses.

Bruno Simão/Negócios
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 14:06
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"A Europa já tem o Mecanismo de Estabilidade Europeu, que consegue lidar essas situações [de emergência]. Um Fundo Monetário Europeu que absorvesse o mecanismo de estabilidade poderia ajudar a criar outra confiança nas nossas instituições", afirmou aos jornalistas Pedro Passos Coelho, depois de uma reunião com o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi. 

 

O governante português explicou que isso tornaria mais fácil justificar a ajuda prestada a países em crise, sem parecer que se trata de "uma transferência de rendimentos de cidadãos de uns países para cidadãos de outros países", como acontece actualmente. 

 

Além disso, Passos sublinhou ainda que esse Fundo Monetário Europeu poderia também "dispensar a intervenção do BCE nestas matérias". "Hoje temos um certo conflito de interesses, na medida em que a autoridade monetário discute planos de emergência, que têm [depois] impacto na política monetária", acrescentou. "Era importante que o Fundo Monetário Europeu fosse a contra-parte do BCE."

 

"Isso põe um ponto final na troika tal qual a conhecemos", concluiu o primeiro-ministro. 

 

Pedro Passos Coelho fará o discurso de encerramento da conferência State of the Union, que está a ter lugar desde quarta-feira em Florença.

 

Nota: O jornalista viajou a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

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