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Passos e Katainen pedem apoio europeu ao financiamento de PME

Os primeiros-ministros de Portugal e da Finlândia assinam em conjunto um artigo no Wall Street Journal, no qual pedem apoio europeu ao financiamento das pequenas e médias empresas (PME) como forma de promover o crescimento e o emprego.

Reuters
Lusa 17 de Junho de 2013 às 21:27
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Nesse artigo, publicado hoje na edição 'online' e na terça-feira na versão em papel daquele jornal norte-americano, com o título "Libertar as PME da Europa para o emprego", Pedro Passos Coelho e Jyrki Katainen defendem a concretização de uma união bancária europeia, um reforço da actuação do Banco Europeu de Investimento (BEI) e "métodos inovadores" para mobilizar financiamento, como a securitização de empréstimos.

 

"O desemprego, especialmente o desemprego jovem, é intoleravelmente elevado na Europa, e a fragmentação financeira está a piorar em muito a situação. Não podemos tolerar o desemprego causado por falta de financiamento e ineficiente fluxo de capitais na Europa", escrevem.

 

Os chefes dos executivos de Portugal e da Finlândia escreveram também, sobre esta matéria, uma carta aos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

 

Segundo fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho, o Governo português tem estado a trabalhar para "construir pontes" com os seus parceiros europeus e combater as divisões criadas pela crise da zona euro, "aproveitando a credibilidade que Portugal conseguiu" nos últimos dois anos.

 

O executivo PSD/CDS-PP tem apontado a fragmentação financeira como um factor de concorrência desigual na União Europeia, prejudicial sobretudo aos países do sul da Europa, e tem insistido na rápida concretização de uma união bancária.

 

De acordo com a mesma fonte, "o Governo finlandês partilha a perspectiva portuguesa nesta matéria" e "existe um apoio sem ambiguidades da Finlândia à união bancária".

 

No artigo que assinam no Wall Street Journal, Passos Coelho e Katainen começam por afirmar que "Portugal e a Finlândia - dois países em extremos opostos do continente Europeu - têm antecedentes históricos diferentes, mas partilham uma agenda alargada para o futuro da Europa".

 

Assinalando o "fraco" crescimento económico na Europa, os primeiros-ministros português e finlandês declaram-se preocupados com o "difícil acesso ao financiamento a preços razoáveis" por parte das PME, que referem serem responsáveis por dois terços dos empregos do sector privado no espaço europeu.

 

"Isto está a afectar a economia e a dificultar a recuperação em países como Portugal, onde reformas profundas têm sido levadas a cabo", escrevem os governantes, acrescentando que, se a Europa quer criar empregos, tem de urgentemente "libertar o potencial das pequenas e médias empresas" e ajudá-las "a obter financiamento para os seus investimentos viáveis".

 

No entender de Passos Coelho e Katainen, a "solução europeia" para este problema implica "corrigir as deficiências" do mercado único no que respeita aos serviços financeiros, o que significa "resolver as falhas de supervisão e de regulação".

 

"Um elemento chave é assegurar que os bancos são adequadamente capitalizados. A evolução em curso para criar uma união bancária europeia abre caminho a um sector bancário mais forte, mais seguro e mais capitalizado", consideram.

 

Passos Coelho e Katainen terminam este artigo afirmando que "os problemas europeus exigem soluções europeias" e que "a realização plena das potencialidades do mercado financeiro único é uma das tarefas mais urgentes da Europa, desde Portugal à Finlândia".

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