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Passos: "Ninguém pode dizer que está imune" ao que vier a acontecer na Grécia

Apesar de reconhecer que "ninguém pode dizer que está imune" à crise grega, o primeiro-ministro português assegura que Portugal "não será apanhado desprevenido". Passos Coelho realça que a Grécia não pode queixar-se de falta de solidariedade.

Reuters
Negócios com Lusa 29 de Junho de 2015 às 20:11
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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta segunda-feira, 29 de Junho, em Braga, que "ninguém pode dizer que está imune àquilo que possa vir a acontecer" na Grécia, tendo porém sublinhado que Portugal "não será apanhado desprevenido".

"Ninguém pode dizer que está imune àquilo que possa vir a acontecer, mas reafirmo que, do ponto de vista financeiro, Portugal não é apanhado desprevenido nesta situação", referiu à margem da renovação da parceria entre a empresa Bosch e a Universidade do Minho.

Segundo Passos Coelho, Portugal tem condições, do ponto de vista do financiamento do Estado, para, "durante vários meses", enfrentar uma eventual volatilidade dos mercados.

Num comentário à forma como a crise grega tem sido tratada pelas instituições credoras, nomeadamente as instâncias europeias, Passos Coelho disse não considerar que haja falta de solidariedade da Europa para com a Grécia. "A Grécia recebeu das instâncias europeias cerca de 200 mil milhões de euros e, se contarmos com o FMI, um valor muito próximo do que é o seu próprio PIB", afirmou o primeiro-ministro português.

 

Passos defende também ser preciso "respeitar a soberania que cada país tem [porque] nós não somos uma união federal de estados", e reconhece que, "evidentemente, os governos têm de tomar decisões", aludindo assim à marcação de um referendo por parte do governo grego.

O primeiro-ministro defendeu que se deve "continuar a apostar em criar condições" para que se possa manter dentro do euro e encontrar soluções para os problemas que enfrenta.

 

"Tanto quanto possível, é importante politicamente a Europa manter uma grande aposta neste grande projecto comum. Não é um projecto 'à la carte', em que hoje um país hoje decide que fica e amanhã decide que sai", acrescentou.

 

Em relação a Portugal, Passos Coelho frisou que "temos conseguido conjugar bem" o que é exigido pelos credores com aquilo que representa a solidariedade europeia. 

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