Zona Euro Passos: "Se não estamos como a Grécia, devemos ao facto de não termos seguido os conselhos do PS"

Passos: "Se não estamos como a Grécia, devemos ao facto de não termos seguido os conselhos do PS"

O primeiro-ministro português quis distinguir Portugal da Grécia, ao mesmo tempo que tentou associar o PS a uma política de não compromisso com as regras europeias.
Passos: "Se não estamos como a Grécia, devemos ao facto de não termos seguido os conselhos do PS"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 26 de janeiro de 2015 às 14:35

Portugal não é a Grécia. Este foi o discurso que Portugal e a Europa seguiram depois de a Grécia solicitar ajuda internacional externa, em 2011. E é também o discurso do primeiro-ministro português depois da vitória do Syriza nas eleições legislativas helénicas, em 2015.

 

"Felizmente, não estamos na situação da Grécia, que está num segundo programa [de resgate] e, se calhar, a precisar de um terceiro. E, se não estamos, deveu-se ao facto de não termos seguido os conselhos do Partido Socialista", disse Passos Coelho em resposta a perguntas dos jornalistas às declarações de António Costa.

 

O secretário-geral do maior partido da oposição afirmou que a vitória do Syriza "é mais um sinal da mudança da orientação política que está em curso na Europa, o esgotamento das políticas de austeridade e da necessidade de termos uma outra política que permita fazer com que a moeda única seja efectivamente uma moeda comum".

 

"Não fechámos o programa de assistência por termos seguido a trajectória do PS", disse o primeiro-ministro em Lisboa, criticando o programa da Coligação da Esquerda Radical, que diz ser muito semelhante ao do PS e do Bloco de Esquerda – com a ideia "de não cumprir as metas e os objectivos traçados" de a apostar da renegociação da dívida. Um programa que o chefe de Governo diz ser difícil de conciliar com as regras europeias.

 

Passos Coelho defende que a política de austeridade que foi seguida em Portugal acabou por criar um "caminho com mais esperança para os portugueses, com mais confiança". A Grécia seguiu o mesmo programa e, apesar dos esforços feitos, ainda não conseguiu concretizar todos os compromissos.

 

Sobre reflexos na política nacional que podem existir após a vitória em Atenas de um partido que nunca foi Governo, Passos Coelho não quis comentar. "Ainda falta tanto tempo para as eleições".




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