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PIB espanhol continua em queda condicionado pela fraca procura interna

A elevada taxa de desemprego e a fraca procura interna são os indicadores que mais contribuem para a tendência de contracção económica do país vizinho nos primeiros três meses de 2013.

Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 12:32
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A economia de Espanha continua em contracção no primeiro trimestre do ano, seguindo a tendência dos últimos três meses de 2012, quando registou um recuo de 0,7%. Os dados foram divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Espanha (BdE) no seu boletim económico de Fevereiro.

 

“A escassa informação relativa ao primeiro trimestre de 2013 aponta, na generalidade, para um prolongamento da contracção da actividade económica”, informa o banco, citado pelo “Expansión”. De acordo com a informação divulgada pelo banco central, o prolongamento da recessão deve-se à débil procura interna.

 

No que concerne ao consumo privado, o BdE afirma que “a última informação disponível aponta para sinais que, em conjunto, são coerentes com a fraca evolução das despesas das famílias”, cita o jornal espanhol, confirmando que as famílias continuam a reduzir nos gastos.

 

Entre os indicadores qualitativos, o banco destaca uma ligeira recuperação da confiança dos consumidores em Janeiro, embora ainda esteja “em níveis muito baixos”. No que toca à confiança dos pequenos comerciantes, o indicador “registou uma nova queda”.

 

Dos indicadores quantitativos, o registo de novos carros aumentou 7%. Contudo, “a evolução recente de aquisição no resto dos bens e serviços de consumo segue uma tendência negativa, de acordo com os dados disponíveis até Dezembro”, informa o BdE, citado pelo “Expansión”.

O Banco de Espanha sublinha ainda que a informação disponível sobre o investimento em bens de equipamento aponta para um investimento “débil” e que a aposta no sector da construção segue em queda desde o início de 2013.

 

Quanto ao mercado de trabalho verifica-se “uma estabilização do ritmo do desemprego”, destaca a entidade, ressalvando, no entanto, que o número de pessoas sem trabalho é muito elevado. O Banco de Espanha estima que o desemprego estrutural de Espanha cresceu cinco pontos percentuais entre 2007 e 2011, revela o “El Economista”. “Um dos factores que pode poderia explicar o crescimento do desemprego estrutural é o aumento do desajuste entre a oferta e a procura de trabalho, que dificulta a criação de novos postos de trabalho”, considera o Banco.

 

Neste sentido, “o objectivo básico das políticas de emprego deve ser aumentar o índice de empregabilidade”, ressalva o BdE.

 

 

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