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Políticos cipriotas vêem acordo do Eurogrupo como mal menor

Os principais líderes políticos cipriotas assumiram hoje o acordo alcançado em Bruxelas como o mal menor perante o único cenário alternativo, a bancarrota incontrolada do país.

Bloomberg
Lusa 25 de Março de 2013 às 13:10
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"Conseguimos o melhor possível dentro do pior dos cenários. O 'não' do parlamento foi um erro. Tornou tudo mais difícil", disse o ministro do Interior cipriota, Socratis Jasikos, à edição digital do diário Politis.

 

Jasikos aludia à recusa do parlamento, na passada terça-feira, ao plano inicial do Eurogrupo de impor um imposto sobre todos os depósitos bancários, proposta que tinha evitado o encerramento do segundo maior banco de Chipre, o Laiki Bank, com a perda de postos de trabalho e ampla reestruturação do maior banco do país, o Banco de Chipre.

 

"O difícil começa hoje e é a partir de hoje que devemos demonstrar que somos capazes de fazer o melhor", disse o presidente da comissão parlamentar de Finanças, Nikos Papadopulos, do partido social-democrata DIKO, em comunicado.

 

Papadopulos acrescentou que ninguém duvida que a decisão do Eurogrupo é um acordo doloroso, que vai mudar a vida quotidiana. O que é importante agora "é tentar reduzir ao mínimo as consequências do acordo e ajudar aqueles que as vão sofrer", sublinhou.

 

"Amanhã estaremos a viver num Chipre diferente do que conhecíamos até agora. Podemos torná-lo melhor, com o apoio da qualidade da nossa mão-de-obra e da exploração das nossas riquezas naturais", acrescentou.

 

A página digital do diário Fileleftheros titula "Filme de suspense com chantagens", sublinhando que nas negociações, em Bruxelas, houve de tudo: chantagens dos dirigentes da troika - União Europeia e Fundo Monetário Internacional -, que exigiam a aplicação de medidas com elevados custos humanos, ameaças de expulsão de Chipre do Eurogrupo e mudanças constantes de posição dos participantes nas negociações.

 

O diário Simerini fala, na edição digital, de um "acordo obrigatório para salvar a economia de Chipre".

 

Hoje é feriado em Chipre, e por isso não há imprensa escrita.

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