Zona Euro Popularidade do Governo grego afunda perante arrastar das negociações com parceiros

Popularidade do Governo grego afunda perante arrastar das negociações com parceiros

Os níveis de popularidade do Executivo liderado por Alexis Tsipras caíram a pique entre Março e Abril, numa altura em que as negociações entre Atenas e as instituições credoras se arrastam sem que se possa ainda vislumbrar um acordo final.
Popularidade do Governo grego afunda perante arrastar das negociações com parceiros
Reuters
David Santiago 21 de abril de 2015 às 11:20

A popularidade do Governo grego liderado pelo Syriza caiu a pique entre Março e Abril. É essa a leitura da sondagem conduzida pela Universidade da Macedónia para a estação televisiva Skai e entretanto citada pelo Kathimerini.

 

A taxa de aprovação da estratégia governativa implementada pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras e pelo seu ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, caiu dos 72% registados em Março para 45,5% em Abril.

 

O arrastar das negociações entre Atenas e as instituições credoras, sem que se percepcione ainda, para breve, a chegada a um acordo final entre as partes para breve, implicou a perda de popularidade do Syriza. Os 1.007 eleitores gregos inquiridos mostram-se contrários à estratégia negocial adoptada prosseguida por Tsipras e Varoufakis nas negociações.

 

Depois de ter conquistado mais de 36% dos votos nas eleições legislativas de 25 de Janeiro último, a coligação de esquerda radical Syriza vinha mantendo números muito positivos no que diz respeito à avaliação feita pelos cidadãos gregos à forma como o Executivo liderado por Alexis Tsipras conduz a acção governativa.

 

No entanto, o constante adiar de um acordo final sobre o plano de medidas que Atenas se comprometeu apresentar para que os 7,2 mil milhões de euros relativos à última tranche do programa de assistência helénico fossem desbloqueados, está a penalizar a imagem da equipa chefiada por Tsipras. Previsto para esta semana, que culmina com uma reunião do Europgrupo na sexta-feira, um acordo final foi adiado para 11 de Maio, na véspera de um pagamento de 770 milhões de euros que Atenas terá de fazer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Entretanto, a escassez financeira da Grécia é cada vez mais notória e, para fazer face às suas necessidades de capital, o ministro Varoufakis decretou, esta segunda-feira, que os municípios gregos têm de depositar as suas reservas financeiras no banco central grego.

 

A política económica do Executivo também foi avaliada negativamente pelos inquiridos da sondagem para a Skai. Na área económica, o Governo teve uma nota de 4,6 numa escala de 0 a 10. Por segmentos, a única área que mereceu uma nota positiva foi a de política externa e de defesa (5,5).

 

Já se sabia, e esta sondagem veio reforçar a ideia, que a percentagem de gregos que pretende continuar no euro é superior a 75%, mas o estudo da Universidade da Macedónia vem agora mostrar que 56% dos eleitores temem a concretização de um eventual cenário de "Grexit". Isto apesar de Bruxelas ter garantido recentemente que a União Europeia (UE) não está a preparar uma saída da Grécia do bloco do euro. No entanto, em Março apenas 45% dos inquiridos admitiam ter medo desta possibilidade.

 

Porém o impasse nas negociações entre Atenas e as instituições credoras tem permitido elevar a especulação em torno de uma saída grega da Zona Euro. Na Grécia, depois de em Março 17% dos eleitores acreditarem que tal hipótese não passa disso mesmo, em Abril somente 9% dos inquiridos acreditam que um cenário de "Grexit" não poderá acontecer.




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